<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375</id><updated>2012-01-21T13:10:18.940-02:00</updated><title type='text'>| Blog do Vladir |</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>277</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1229037845917669158</id><published>2011-12-21T12:16:00.003-02:00</published><updated>2011-12-21T12:22:37.080-02:00</updated><title type='text'>Mais que um desabafo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho com o futebol relação muito saudável. Nunca xinguei ninguém na hora de torcer, nunca me desgastei pensando nas alegrias que ele deixou de me dar, jamais olhei de lado para os que adoram outro time e, ainda que possa ser acusado de total apatia, só tiro um sarro usando o jogo como tema quando tenho certa intimidade com o interlocutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casos em que não costumo segurar a onda, procuro ter em mente uma palavra que faço soar internamente como um mantra: parcimônia. Questão de educação, ainda que vocês não acreditem. Mas no exato momento em que escrevo estas linhas sou obrigado a ver um corintiano desfilando na redação com a camisa do Barcelona, o que quase me faz deixar de lado esses princípios que me são tão caros. Na verdade, ainda que tenha sido por um instante, deixei. Ah! Se deixei. Na terceira vez em que cruzei com ele, disparei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Pô, essa daí é de um campeão legítimo, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarrinho de nada. Se tratava de um amigo. Mas para não colocar a amizade em risco apertei um pouco o passo - já que estava de passagem - e na sequência não fiz força alguma para ouvir a resposta. Olha, não levem muito em conta essa minha rigidez moral. A minha regra pra esse tipo jogo é simples: Jamais permitir que a brincadeira derrote os bons modos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer essa espécie de auto-análise ludopédica foi o jeito que encontrei para tratar tão amarga derrota. Não me lembro em passado recente jogo que tenha despertado tamanho sarcasmo nos secadores, independentemente do seu nível de crueldade. Foi um embate que serviu pra muitas coisas. Pra mostrar quais são os santistas que gostam de analisar o jogo, e quais os que diante de uma possibilidade histórica se transformam numa espécie de "Pacheco", se é que os mais novos irão lembrar do famoso torcedor que era Brasil de qualquer jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos mais entusiasmados andei dizendo que estavam exagerando por razão simples: Ou a vitória santista não seria muito provável ou tudo que andávamos falando do Barcelona de Pep Guardiola até ali era um tremendo exagero. Espero um desconto para o tom dessa nossa conversa, uma vez que ela não deixa de ser também um desabafo. Abro o coração pra dizer que esse jogo com o Barça me fez repensar muitas das minhas teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre acreditei e defendi o futebol limpo, mas toda aquela cortesia dos santistas, a todo instante fazendo questão de levantar os adversários do chão, de passar a mão em suas cabeças, chegou a me irritar. Jamais serei a favor de entradas duras ou desleais mas um pouco de virilidade não compromete a qualidade do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, me peguei pensando que diante de adversário de recursos tão leais e bonitos qualquer falta soava como tremenda deselegância, e ninguém ali queria ser chamado de brucutu. Seria muito bom se essa aura se instalasse na maioria das partidas. Mas pedir pra todo mundo jogar um pouco como o Barcelona é demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero crer que para nós, que vimos o jogo por esse vértice doloroso, tenha ficado alguma herança. Pelo que foi dito houve um ensinamento em tudo isso. Não me recordo de um jogo em que os derrotados, em uníssono, tenham dito que a derrota lhes ensinou. Muricy disse, Neymar disse, Ganso disse. No mais é acreditar nas palavras de Fernando Pessoa que dizia que&lt;br /&gt;" conformar-se é submeter-se, e vencer é conformar-se, ser vencido. Por isso...vence só quem nunca consegue."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1229037845917669158?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1229037845917669158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1229037845917669158&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1229037845917669158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1229037845917669158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/12/mais-que-um-desabafo.html' title='Mais que um desabafo'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5687388809443053535</id><published>2011-12-07T11:31:00.002-02:00</published><updated>2011-12-07T11:35:39.907-02:00</updated><title type='text'>Para o Doutor Sócrates</title><content type='html'>O último domingo, Magrão, o dia da tua partida, durou uns dez anos. E como foi difícil atravessá-lo. No sábado, um tanto sorrateiro até, entrei na igreja de Santo Antonio do Embaré e rezei por ti. Algo me dizia que precisavas disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, em meio a quietude inquietante dos templos, tive comigo a certeza de que mesmo muito baixinho, quase em silêncio, todas as preces que estavam sendo ditas em teu nome, juntas, seriam capazes de fazer mais barulho do que todos os estádios cheios que um dia tua elegância foi capaz de emocionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá, tanto foi dito, escrito e mostrado em teu nome. Tua figura, de repente, ganhou uma onipresença, e como ela te fez justiça. O velho Michel, na segunda, batucou um texto bonito, como sempre, falando dessa coisa inestimável - mas nem sempre percebida - que é estar ao lado de um gênio. Eu li, e fiquei lembrando de você, ali, sentado na cadeira ao lado da minha, humildemente envaidecido com a maneira como levamos o compromisso de fazer um programa de televisão juntos toda semana. Como foi bacana meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admirava em segredo a tua devoção com esse nosso encontro semanal por saber muito bem que eras esse tipo de pessoa rara que por motivo nenhum nesse mundo aceita fazer o que não gosta, e muito menos o que não lhe dá prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teimosamente vou te esperar no corredor que leva ao estúdio, mesmo sabendo que não vais chegar. Fecho os olhos agora e vejo você se aproximar, sem pressa, e dizer com um sorriso no rosto: "Fala Véio Mussa". Magrão, você não gostava da limitação dos scripts e dos roteiros e esse ditador terno aqui sabe que ficou te devendo um pouco de anarquia, no melhor dos sentidos. Teria sido a melhor maneira de provar que tinha me rendido ao seu estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dizia que esse teu jeito de não se preocupar com a vida me causava inveja não se tratava de uma metáfora. Saiba que vou carregar esse ensinamento comigo mesmo que ele não passe de um plano mirabolante que eu jamais seja capaz de colocar em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que saudade eu já sentia de invadir as madrugadas em tua companhia em uma mesa de bar, e nem preciso dizer que o nosso Xico também. Pra alguém que tinha orgulho da boemia se perder numa madrugada faz todo sentido, mais até do que essa coisa de partires num domingo em que o Corinthians ganhou um título. Que importa isso, se te perdemos um pouco?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo um pouco pois sei que vais continuar por aí, teu rosto permanecerá estampado nas camisas dos jovens de corpo e espírito. És uma bandeira. E pensar que nas nossas noites inundadas de risos, conversas, ideias e ideais, vinham à nossa mesa os bêbados te saudar. Os caretas a confessar a adoração pelo Doutor, apesar das juras de amor por um time que não era o teu. E vinham as moças, os velhos, a implorar uma fotografia. Vinham os loucos pedir pra beijar tua mão. E nos embasbacava a tua habilidade pra lidar com tudo isso, como quem dava um daqueles toques de calcanhar, surpreendentes, quase impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parta em paz. Você merece mais do que essa terra pode te dar. A ladainha do futebol permanecerá a mesma e do jeito que a coisa vai tua imagem e teus lances parecerão cada vez mais geniais. Ficará a tua lição de que o homem deve estar sempre acima de qualquer time. Ficará a tua lição de quem teve a coragem de fazer tudo que quis. o exemplo de ser sempre você mesmo. De agir em absoluta sintonia com o que se pensa. Nem que fosse por dez segundos, como gostavas de dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, Magrão, foi a mais pura tradução do que a inteligência é capaz de fazer quando se une à arte de jogar bola. Acostumar com a ideia de que você deixou nosso time vai ser jogo duro, ô se vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carinho, do Véio Mussa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5687388809443053535?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5687388809443053535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5687388809443053535&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5687388809443053535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5687388809443053535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/12/para-o-doutor-socrates.html' title='Para o Doutor Sócrates'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8275346425303149263</id><published>2011-12-05T18:57:00.002-02:00</published><updated>2011-12-05T18:58:30.690-02:00</updated><title type='text'>Magrão, nosso time é para sempre !</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-K_Q4aZvKTQU/Tt0wWPIds1I/AAAAAAAAAKE/lYDriXC-Jzs/s1600/CV%2BTurma%2Blegal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682751463388722002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-K_Q4aZvKTQU/Tt0wWPIds1I/AAAAAAAAAKE/lYDriXC-Jzs/s320/CV%2BTurma%2Blegal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8275346425303149263?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8275346425303149263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8275346425303149263&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8275346425303149263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8275346425303149263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/12/magrao-nosso-time-e-para-sempre.html' title='Magrão, nosso time é para sempre !'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-K_Q4aZvKTQU/Tt0wWPIds1I/AAAAAAAAAKE/lYDriXC-Jzs/s72-c/CV%2BTurma%2Blegal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3480987471160427005</id><published>2011-11-10T14:47:00.002-02:00</published><updated>2011-11-10T14:54:08.570-02:00</updated><title type='text'>Não dá pra se gabar do Gabão</title><content type='html'>Não quero ser um desmancha-prazeres. E se, por acaso, o termo lhe soar antiquado, posso apelar para uma época mais recente - que já vou avisando também não será moderna - onde os sujeitos dados a esse tipo de desprazer eram tidos como aqueles que "cortam o barato". Fui claro? Temo que não! Mas explico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de jogo da seleção brasileira. Não se espante caso tenha esquecido. Eles já foram muito importantes, quase inesquecíveis. Não são mais. Portanto, não se trata da sua memória e eu espero que isso de alguma forma o tranquilize. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir das quatro horas da tarde, horário de Brasília, narradores e comentaristas irão usar de todo seu poder de sedução para capturar sua atenção. As análises serão abundantes. Teorias sobre como Mano Menezes poderá tirar proveito de um jogo contra o Gabão não faltarão. Mas não se deixem levar por quimeras táticas, no que diz respeito ao futebol o embate será de pouca valia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel da seleção na tarde de hoje será o de um "grande convidado". A definição não é minha. Foi dada por um diretor da Federação de Futebol do Gabão ao comentar o amistoso. Pode soar estranho mas será exatamente esse o papel da nossa seleção já que a partida marca a inauguração do novo estádio de Libreville, a capital daquele país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pensem que o suposto cachê de um milhão de dólares será pago pelo país africano. Há mais gente envolvida nesse jogo. Não se trata de uma tabelinha e sim de uma triangulação. O novo estádio, que no ano que vem será o palco da grande final da Copa das Nações Africanas, foi um presente dos chineses.Para explicar essa jogada só entrando nos detalhes de um outro jogo, muito mais pesado e muito mais lucrativo do que o futebol, por incrível que isso possa parecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa seleção, que dessa vez terá somente jogadores que atuam fora do Brasil, empresta a sua popularidade para melhorar a imagem dos asiáticos que vão expandindo cada vez mais seus negócios pelo continente africano. Fico aqui com essas coisas todas na cabeça e sinto pelos torcedores humildes que estarão na arquibancada sem o direito de ver ao menos Kaká, que acabou cortado por contusão, e poderia dar algum brilho a esse nosso escrete e ser, de alguma forma, útil ao Mano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, não se trata mesmo de cortar o barato ou de ser um desmancha-prazeres. Mas é triste, muito triste, constatar como o nosso futebol está sendo usado. Senti uma certa melancolia na segunda quando li que a seleção tinha se reunido em Frankfurt, na Alemanha, e que os vinte e um convocados depois de um almoço seguiriam para a capital do Gabão, com jogadores convocados pela primeira vez como o lateral Alex Sandro, o meia Dudu... Fiquei imaginando a falta de intimidade ali, por mais que o clima que se respira seja de amizade, companheirismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pasmem. Os chineses, pelo que andei lendo por aí, construíram cinquenta e dois estádios no continente africano e devem entregar mais nove até o fnal do ano que vem. Estádios que seguem um mesmo padrão de arquitetura. Estádios sem alma. Dizem que os que foram construídos em Gana, distantes menos de quinhentos quilômetros um do outro, são idênticos. Imagine você indo ao Rio de Janeiro ver um jogo, e depois a Minas Gerais, e depois a Salvador, entrando em arenas absolutamente iguais. Não faz sentido. É muita pobreza no meio de tantas cifras milionárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens de negócios. Estão todos lá, os chineses, de olhos crescidos pra cima tanta riqueza, pro mar de petróleo que se esconde sob o solo do Gabão. O ferro, o manganês, as madeiras, as coisas que um dia também arrancaram da nossa terra. Transações. O jogo continua. A nossa seleção entra em campo só pra dar o drible, entende? O mundo continua o de sempre. Importa é faturar.Não dá pra se gabar do Gabão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3480987471160427005?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3480987471160427005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3480987471160427005&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3480987471160427005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3480987471160427005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/11/nao-da-pra-se-gabar-do-gabao.html' title='Não dá pra se gabar do Gabão'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3415980528072473032</id><published>2011-11-02T11:20:00.002-02:00</published><updated>2011-11-02T11:28:27.780-02:00</updated><title type='text'>O deserto de um zero a zero</title><content type='html'>Não é de hoje que eu cismo com o zero a zero. Ninguém merece ser castigado por este que é o placar mais miserável do futebol. E essa minha compaixão se faz maior quando eu lembro de toda provação reservada aos que - em plena oferta do pay-per-view - ainda teimam em acompanhar as pelejas das arquibancadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um verdadeiro exército de românticos que faz questão de alimentar essa paixão que os arrebatou desde a mais tenra infância. Faço essa afirmação baseado no fato de jamais ter encontrado um torcedor que tenha se apaixonado pelo jogo depois de burro-velho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falo de um tipo que nada tem a ver com essa versão pós-moderna chamada sócio-torcedor. Falo do sujeito que ainda tem coragem de encarar filas, do cara que topa o desafio de ir, dias antes do jogo, ao Pacaembu, ao Morumbi, seja lá onde for, encarar uma fila dantesca, mal organizada, mal intencionada.Gente que aceita na boa o risco de sair de mãos abanando depois de tanto esforço, gente que aceita barganhar o preço dessa emoção com cambistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O embate do último domingo entre Vasco e São Paulo turbinou esse meu desconforto diante do referido placar. O duelo travado em São Januário é meu argumento maior para essa teoria insana, mas poética. Não há nada capaz de aplacar o vazio contido em uma partida de futebol sem gol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo um cara como eu, que quando moleque tinha os goleiros em alta conta, que sonhava em fazer defesas como Manga, como Rodolfo Rodrigues, mesmo eu me peguei desiludido. Nem mesmo as fantásticas defesas do arqueiro tricolor Denis, honrando, no sentido mais literal da palavra, o posto que pertence ao lendário Rogério Ceni, me satisfez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo que uma partida sem gol não tem e que não é o próprio gol e sua emoção. Não me venham com obviedades, por favor. Guardem o sorrisinho cínico de quem sugere que um jogo de futebol sem gol, claro, não tem bola rede, não tem o abraço caloroso entre os atletas depois dele, não tem aquela explosão histérica da torcida. Não é nada disso. Futebol sem gol é festa de aniversário sem brigadeiro. Praia sem sol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futebol sem gol é obra inacabada, e aí está uma boa explicação para que, apesar de tudo, alguns jogos sem eles sejam lembrados. Para os do contra, deixo aqui a pergunta fatídica: Por que será que jogos repletos de gols nunca são questionados? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai me dizer que nunca existiu um 6 x 2, um 8 x 1 , um 5 x 2 que tenha sido ruim? Qual é a graça que se esconde em tamanho desequilíbrio? O que ocorre é que a fartura costuma esconder fraquezas. Será que os velhinhos, e nem tão velhinhos, do "board" da FIFA jamais pensaram em por um fim a esse castigo? É do jogo dirão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, é do jogo. Sem o castigo a própria humanidade seria outra. Pensando bem, se o futebol sempre esteve a imitar a vida, não poderia estar livre desse infortúnio. Ainda que não lhes falte beleza, o que eu sei é que há um deserto imenso escondido em uma partida sem gol, pode notar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3415980528072473032?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3415980528072473032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3415980528072473032&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3415980528072473032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3415980528072473032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/11/o-deserto-de-um-zero-zero.html' title='O deserto de um zero a zero'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1987452562543035791</id><published>2011-10-27T19:50:00.003-02:00</published><updated>2011-10-28T12:56:49.069-02:00</updated><title type='text'>Zero a zero no Ministério</title><content type='html'>A mudança no Ministério do Esporte deixa tudo na mesma. Seguimos sem motivo pra comemorar. Como precisamente apontou o amigo Juca Kfouri na sua coluna da Folha de hoje, contrariar os "comunistas" seria deixar Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal sob a mira, e ele agora é PT. Ainda assim quero acreditar que mesmo na ausência de tal contrariedade, de algum modo, o governador será alvejado, afinal, tudo aponta para ele. Quanto a Aldo Rebelo, que acaba de ser escolhido para administrar a pasta, vale dizer que semanas atrás foi goleado por Ana Arraes, mãe do governador de Pernambuco, na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União. Sálario de 25 mil reais. O placar? 222 a 149. Acho interessante citar o fato porque mostra bem o foco dos nossos políticos, dos que nomeiam e dos que são nomeados. Aldo queria estar no TCU, acabou no Ministério do Esporte. Se perguntado, com certeza dirá que atendeu a um "chamado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1987452562543035791?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1987452562543035791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1987452562543035791&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1987452562543035791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1987452562543035791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/10/zero-zero-no-ministerio.html' title='Zero a zero no Ministério'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6973553139564742466</id><published>2011-10-26T11:33:00.002-02:00</published><updated>2011-10-26T11:38:26.198-02:00</updated><title type='text'>Futebol em estado bruto</title><content type='html'>Bar do Zé Ladrão, dia desses, sete da noite. Enquanto o português - dono do lugar - segue teimando em convencer os desavisados de que é francês, a sua mais tradicional freguesia vai chegando. Alguns com a dor do dia sobre os ombros, mas não todos. Afinal, o Bar do Zé não é praia mas tá cheio de personagens que fizeram a invejável escolha de levar a vida...boiando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu de passagem. Na pressa. Tinha pensado até em desviar a rota, usar a outra calçada, mas eis que a rua se revelou ausente de automóveis e ao atravessar fiquei cara a cara com o bajulado estabelecimento comercial. Num primeiro instante me contive. Parei na porta. Cumprimentei muitos dos presentes com um olhar festivo. Por incrível que possa parecer, resisti. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não poderia negar ao seu Zé uma reverência maior. Senti no aperto de mão que ele estava louco pra falar do Corinthians. O empate com o Inter ainda fresco na memória praticamente lhe transbordava dos olhos. Acontece que a sabedoria do seu Zé é imensa e ele jamais cairia na arapuca de fazer um comentário futebolístico pra todo mundo ouvir, a liturgia do cargo não permite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase como dizer que dono de bar que se preza não bebe, nem fala de futebol com entusiasmo. Fui amigo. Junto com o sorriso lhe recitei baixinho: " Eu te disse que o Alex ia dar caldo". Exemplarmente contido o Zé não deixou que a resposta fosse além de um sorriso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali por uns minutos, num esforço tremendo para driblar as colocações e as gracinhas que os mais chegados costumam dizer a quem passa os dias debruçado sobre as coisas do futebol. Mas devo dizer que, como sempre, me diverti notando o micro-cosmos do futebol que se esconde em qualquer botequim. O jogo e sua onipresença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha breve permanência no recinto vi de tudo um pouco. O relaxamento pomposo que invadiu a alma dos torcedores do time da Vila, quando o Edson, de cabelos brancos como a mais tradicional camisa santista esnobou seu interlocutor dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Nem adianta me provocar. Ó, tô numa espécie de pré-temporada. Só vou voltar a falar sobre futebol em dezembro, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi ali também o Botafogo carregando o fardo imenso de ser tido como um campeão improvável, sendo clássico ao seu modo.Vi o Palmeiras mexer com o brio dos seus torcedores, que confabulavam alvoroçados tentando entender o que tem se passado na Academia de Futebol, divididos entre o respeito e a repulsa pelo modo truculento de seu treinador, outrora tão vitorioso e familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tenho dizer ao seu Zé, e naquele instante por respeito não pude, é algo muito simples. Que o Corinthians não caia no conto de que a tabela lhe reserva facilidades. E esse não é um ensinamento qualquer. Vi mais até, porque nos bares as maldades ludopédicas são ditas sem o menor pudor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o embate do tricolor com o Vasco sendo encarado mesmo como dose pra Leão. Maldade tamanha que o sujeito lá da porta, quando eu já estava de saída, interpretou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Olha, se o Leão ganhar do Vasco eu não me empolgo, não! Não terá feito nada além de confirmar que é um técnico que costuma dar certo no início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois parti, carregando comigo a certeza de que é cruel e explícita essa beleza do futebol que se destila nos bares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6973553139564742466?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6973553139564742466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6973553139564742466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6973553139564742466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6973553139564742466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/10/futebol-em-estado-bruto.html' title='Futebol em estado bruto'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2740879423081831903</id><published>2011-10-21T13:56:00.002-02:00</published><updated>2011-10-21T14:01:37.693-02:00</updated><title type='text'>A diferença quem faz são os homens</title><content type='html'>Há algo de intrigante no desempenho dos times do Rio neste Brasileirão. Mas o acontecido, talvez, tenha explicação. No ano passado, logo após conquistar o título com o Fluminense, Muricy Ramalho fez questão de dizer umas verdades. O então treinador do time das Laranjeiras, em pleno momento de festa, afirmou que esperava que o triunfo servisse para abrir os olhos da diretoria, que era preciso criar uma estrutura melhor para o futebol do Flu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muricy foi além, enalteceu a comissão técnica que, segundo ele, muitas vezes tinha se desdobrado para suprir tanta carência. Foi assim na lata mesmo! Muricy disse que se tratava de uma turma de guerreiros que muitas vezes tinha saído em busca de uma academia às pressas para fazer a recuperação dos atletas, já que o clube não tinha uma piscina ideal para isso. E olha o Fluminense aí, soltando o bafo no cangote das equipes mais bem colocadas do campeonato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura atual do Vasco, do Botafogo e do Flamengo também estão longe de honrar toda a tradição desses clubes. Que uma estrutura de primeira faz diferença não resta dúvida. Mas, pra mim, a lição que fica é que apenas ela jamais será capaz de levar um clube aos títulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos dizer que no caso do Palmeiras, que conta com uma boa estrutura, o elenco acabou comprometendo o trabalho da temporada? É possível. Mas o que dizer do São Paulo, que tem ótimo elenco e um centro de treinamento tido como modelo? Time, meus amigos, precisam e precisarão sempre dar liga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem outro exemplo? O Santos! É bem provável que tudo que o clube santista conseguiu nos últimos tempos seja reflexo das altas somas investidas em infra-estrutura. Mas ainda que o título da Libertadores sirva de desculpa para um time pouco interessado e pouco vibrante, não dá pra negar que com hotel, campos de treinamento e tudo, o saldo do caro elenco santista anda no devedor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos citar ainda o enigmático caso do Cruzeiro, que nos últimos anos esteve na briga por todos os grandes títulos, era apontado como favorito ao Brasileirão no início da temporada atual, enaltecido por suas instalações esportivas, e agora aí está o time mineiro, à beira do vexame. Vale ressaltar que além de boa estrutura os cruzeirenses têm bom elenco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu romantismo não é tão grande que me permita dizer que essa coisa de boa estrutura é bobagem. Claro que não é. Morro de curiosidade pra saber onde estariam os grandes do Rio nesse momento se tivessem estruturas melhores do que as atuais. Resposta que jamais virá, lógico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a minha explicação, senhores, é simples. E o melhor de tudo é que ela protege a grande mística do futebol. A minha explicação é: o poder dos homens. São os homens que fazem a diferença. Ainda bem! Imaginem como o jogo perderia a graça se ter tudo do bom e do melhor fosse garantia de título.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2740879423081831903?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2740879423081831903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2740879423081831903&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2740879423081831903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2740879423081831903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/10/diferenca-quem-faz-sao-os-homens.html' title='A diferença quem faz são os homens'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1446868988229665717</id><published>2011-10-13T17:39:00.003-03:00</published><updated>2011-10-13T17:48:25.661-03:00</updated><title type='text'>Se liga, peixe !</title><content type='html'>Neste mesmo espaço tempos atrás comentei a chegada do ex-jogador Romário ao Congresso. Vê-lo eleito deputado federal me causou temor e faço questão de lembrar a razão. Alguém que tenha desenhado a trajetória que ele desenhou nos gramados deveria pensar muito antes de permitir que as páginas mais recentes de sua biografia fossem escritas no campo político. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá Romário tem demonstrado muito interesse pelos assuntos que envolvem o Mundial que nosso país irá sediar. Esta semana, no Fórum Legislativo sobre a Copa 2014 realizado na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro falou em tom severo que o Brasil não pode se render aos interesses da FIFA, que "...precisamos colocar a FIFA em seu devido lugar". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nobre deputado vem construindo frases de efeito que, muito provavelmente, não levarão a lugar algum. Um dia antes tinha postado em sua página no twitter o seguinte comentário: " Lei Geral da Copa é o seguinte...galera. O Brasil entra com aquilo, a FIFA entra com aquele outro aquilo... e o Brasil sifu...". O mesmo Romário que, segundo a Folha de São Paulo publicou na terça, é o único brasileiro entre os 22 integrantes do Comitê Técnico e de Desenvolvimento da entidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhi o tema porque acredito que a mídia tem sido condescendente com o baixinho. Já ouvi por aí que ele está muito bem assessorado e, quando inaugurou seu site para fiscalizar as obras da Copa no início de agosto e lá colocou uma entrevista com o jornalista escocês Andrew Jennings, conquistou amplo espaço e elogios nos mais variados meios de comunicação. Jennings, pra quem não lembra, havia sido o responsável pela notícia do acordo feito com a justiça suiça no qual vários cartolas tinham sido obrigados a devolver dinheiro de propina recebido da falida ISL, e entre eles estaria Ricardo Teixeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero desmerecer as atitudes de Romário, reconheço a importância de uma voz discordante a respeito do assunto no Congresso, mas acho que mesmo com toda a dificuldade por estar tendo que se situar em um ambiente totalmente novo e cheio de detalhes, um deputado federal bem intencionado pode muito mais. Até porque a essa altura lá se vai quase um ano do seu primeiro mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que tem me causado maior incômodo é saber que Romário fechou acordo com uma emissora de TV e trabalhará como comentarista de futebol durante os Jogos Pan Americanos. Desconheço sua agenda, não imagino qual será a combinação de datas, e nem mesmo se ele terá direito a uma licença que o permitirá cumprir essa função. Acho isso simplesmente incompatível, seja qual for o argumento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrisco-me a afirmar que os que votaram nele não esperavam vê-lo na condição de comentarista pelos próximos quatro anos. Como no Brasil o eleitor costuma aceitar todo tipo de falta de postura, estou ciente do risco enorme que corro de queimar a língua. Não vi, nem ouvi, ninguém falar nada a respeito disso. Classifico essa atitude de Romário como uma tremenda bola fora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que essa não é a única coisa esquisita que vemos por aí. Outra coisa que gostaria de comentar é a sucessão corintiana. Andrés Sanchez diz que não quer nem saber de reeleição, já nos bastidores vai deixando claro que quer continuar sendo o homem forte por trás do Itaquerão. O argumento seria o de que trabalhou muito por isso e que o novo estádio poderia virar alvo dos adversários, sofrer paralisações, e isso colocaria tudo a perder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é muito fácil aceitar o fato de não ser mais o presidente desse jeito. Imaginem o Lula dizendo que estava em paz com sua saída mas que não abriria mão de continuar dando as cartas no famoso PAC, o nosso Programa de Aceleração do Crescimento, que de tão importante foi fundamental para sedimentar o perfil de gerenciadora e para eleger a atual presidente, Dilma Roussef. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que a gente saiba que nos bastidores os mais poderosos continuarão a ser os mais poderosos, colocar a coisa nesses termos é demais. A conclusão não pode ser outra. Se o futebol anda mais cara-de-pau do que a nossa política, não será o Romário que irá salvá-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1446868988229665717?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1446868988229665717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1446868988229665717&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1446868988229665717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1446868988229665717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/10/se-liga-peixe.html' title='Se liga, peixe !'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-7301841478084814803</id><published>2011-10-06T18:20:00.003-03:00</published><updated>2011-10-06T18:54:30.362-03:00</updated><title type='text'>E essa nossa seleção?</title><content type='html'>Muito se fala na relação dos brasileiros com a seleção. Relação que não seria a mesma de outros tempos. Mas se tudo muda, porque é que justamente a nossa relação com a seleção brasileira iria permanecer intacta, imutável? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco mais de dez anos eu estava envolvido na produção de um documentário sobre os trinta anos da conquista do tricampeonato mundial no México e lembro muito bem do entusiasmo do pessoal ao ouvir da boca do José Genoino, ainda um ícone ilibado da esquerda (eu disse que o tempo muda tudo), que naquela época quando a bola rolava não tinha ideologia que resistisse. Se não me engano o depoimento foi dado ao repórter Dorival Brammont. O poder de transformação do passar dos dias é tão poderoso que nem mesmo as ideologias restaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, a frase de Genoino condensava de modo preciso a relação do povo com a seleção nos idos de 1970. Não vou ficar aqui papagaiando o que estamos cansados de ouvir. Que a seleção quase não joga no Brasil, que nossos grandes nomes partem cedo para o exterior, que nossos craques estão mais interessados nos milhões do que em defender a seleção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não vou ter a petulância de apontar quais seriam as razões reais para esse estado atual de desinteresse pelo time canarinho. Quem sabe? Só posso usar da sinceridade e dizer que não tenho lembrança de ter visto um jogo contra a Argentina com tão pouco entusiasmo como foi o caso dos dois últimos. É bem verdade que a Argentina contribuiu pesadamente para esse meu desânimo. Mas vem aí a Costa Rica e depois o México. Isso por acaso lhes entusiasma? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acredito que só uma vez na era Mano Menezes essa relação pareceu revigorar. Foi na primeira convocação dele, quando mais do que nos últimos tempos, a seleção foi um retrato fiel da vontade popular. Depois disso, graças a Andrés Santos e Fernandinhos, esse contentamento, essa concordância, essa cumplicidade, só diminuiram. É a impressão que tenho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para piorar ainda mais temos esse conflito com os clubes, que ficam sem seus jogadores mais importantes em momentos-chave. Intuo que a única coisa capaz de zelar por essa relação seria resgatar a sua versão mais apaixonante e apaixonada. A única coisa capaz de mudar isso seria construir um time que nos fizesse lembrar da sublime seleção de setenta ou que nos arrebatasse como fez a de 82, o que não será viável sem uma dose gigantesca de ousadia que, infelizmente, não vislumbro em lugar algum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ouvimos é que precisamos cautela para usar o talento de Lucas, que precisamos atenção porque um time mais ofensivo irá comprometer a nossa retomada de bola e diminuir o avanço dos laterais. Ou seja, por hora, tentam nos seduzir com um discurso desgastado de renovação, tentando esconder o óbvio. A grande estratégia dos homens que comandam a seleção brasileira atualmente é montar um time para vencer, nada mais que isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário dos times, que muitas vezes calam torcidas com um triunfo, a seleção sempre precisou e precisa ir além. Mais do que qualquer outra equipe sua missão não é provar eficiência - como não deveria ser para ninguém que gosta de jogar bola - e sim fazer um povo feliz em grande estilo. Foi assim que nos acostumaram, foi assim que sempre nos venderam a ideia, e agora querem nos tirar essa oportunidade, essa alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-7301841478084814803?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/7301841478084814803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=7301841478084814803&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/7301841478084814803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/7301841478084814803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/10/e-essa-nossa-selecao.html' title='E essa nossa seleção?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2388518440795585219</id><published>2011-09-29T19:36:00.002-03:00</published><updated>2011-09-29T19:40:44.549-03:00</updated><title type='text'>De Loco todo mundo tem um pouco</title><content type='html'>Com a vossa permissão vou tratando aqui de misturar nesse caldeirão de palavras assuntos diferentes, pois que hoje acordei com um receio tremendo de ser visto como um chato. O que pode ser inevitável, eu sei. Devagar aí com a graça. Mas quero menos ainda que pese sobre essa minha cuca a culpa de não ter feito pelo menos meio artigo na intenção de obter a salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô cansado de saber que o sujeito que se dá ao trabalho de falar sobre futebol com certa sobriedade e sem deslumbre está fadado a ser visto como um mala. Mas fazer o que se essa minha bendita consciência - seja lá o que isso for - não me dá sossego à alma? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e mais agradável dos temas é o direito que qualquer um tem de perder gols. Não há nada nesse mundo que exista só com perfeição, o próprio mundo em si não me deixa mentir, e não seria o futebol a exceção. Você mesmo, se é metido a jogar bola, já deve ter tido seu momento Loco Abreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogador do Botafogo, que pode ser acusado de tudo menos de não ter estilo, pagou o mico? Pagou! Mas senhores, a bola é redonda e não perdoa a mínima imperfeição motora. O pior de tudo foi ver o lance do Loco Abreu comparado ao do Rivaldo. Na minha visão duas situações totalmente distintas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lance de Loco Abreu só esperava uma conclusão qualquer. O de Rivaldo exigia a escolha de uma maneira para concluí-lo. Ouvi de tudo, até especialista dizendo que naquela situação o camisa dez do tricolor tinha que ter enchido o pé. Rivaldo tentou o sublime. Teve a coragem de optar pelo mais difícil. Quem garante aos devotos do chutão que a bola não teria resvalado em alguém e ido parar nas arquibancadas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra não dizerem que estou aqui puxando o saco do Rivaldo e pra manter viva a possibilidade de ser visto como um mala, aproveito pra dizer que nem tudo que ele faz me agrada. No jogo contra o Corinthians, por exemplo, que terminou num retumbante zero a zero, Rivaldo teve a última chance do jogo em uma cobrança de falta. Optou por bater direto pro gol e viu a bola se perder por cima do travessão adversário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela situação, ao contrário, o que me parecia mais inteligente era alçar a bola na área e deixar o bicho pegar, como fez Rogério Ceni no lance que levou o tricolor ao empate com o Botafogo no último domingo. Nem sempre a coragem de optar pelo mais difícil é sinônimo de inteligência. O grande jogador sempre se imagina capaz de tudo, só o equilíbrio o torna diferente. Jogar futebol é difícil como fez questão de lembrar o jogador do Botafogo depois da partida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas tais considerações, com as quais o nobre leitor pode concordar ou não, vou logo azedando a conversa pra não deixar passar em branco essa Lei Geral da Copa. A votação dela nos dará a medida exata do quanto estamos vendidos. Semanas atrás citei a visita de consultores alemães dizendo que o Brasil tinha que jogar duro com a FIFA. Volto a dizer, acho vergonhoso que tenha que vir alguém de fora nos dizer isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja tudo que o governo cedeu, o tamanho da cobiça dos cartolas. A entidade máxima do futebol não está brigando porque o nosso governo decidiu barrar o descalabro que é permitir a livre transferência de divisas, as isenções de impostos para a FIFA e seus comparsas. Nada disso. Teria ameaçado levar a Copa de 2014 para outro lugar porque a Lei enviada para o Congresso não retirou a meia entrada, porque o governo - que está bancando praticamente tudo - quer que as TVs que não são detentoras dos direitos do Mundial possam usar três por cento dos jogos e trinta segundos de eventos. Repito, três por cento e trinta segundos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor seria que a Copa fosse mesmo parar nos EUA, assim poderíamos alimentar a ilusão de ter resgatado uma parte ínfima que fosse da nossa soberania. De outro modo me restará a certeza de ter sido derrotado muito antes da bola ter começado a rolar, e sabe-se lá onde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2388518440795585219?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2388518440795585219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2388518440795585219&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2388518440795585219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2388518440795585219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/09/de-loco-todo-mundo-tem-um-pouco.html' title='De Loco todo mundo tem um pouco'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-65954171952653256</id><published>2011-09-22T19:54:00.003-03:00</published><updated>2011-09-22T20:13:06.399-03:00</updated><title type='text'>Pobreza coletiva</title><content type='html'>Entrevistas coletivas são, em geral, muito chatas. Nessa realidade infértil que se abateu sobre o futebol em nome da modernidade - em que já não é possível ao jornalista tramar uma pauta e decidir soberanamente que jogador irá ouvir - esse tipo de entrevista virou um mal necessário. O resultado está aí para quem ainda tiver paciência para ver ou ouvir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coletiva concedida por Neymar na última segunda foi uma prova cabal dessa teoria. O jovem jogador santista teve os nervos testados. Precisou repetir infinitamente as mesmas coisas, provocado por perguntas feitas de maneiras diferentes mas que giravam em torno de uma só questão. Como dizem os espanhóis, Neymar ficou "aburrido". Não era pra menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa de tudo isso não é dos jornalistas, ou só dos jornalistas. A eles só resta, ou restou, aquele momento. Uns perguntam o mesmo porque querem a interpelação gravada na sua própria voz, outros se distraíram no momento em que ela foi respondida pela primera vez, há também os que concluiram que as respostas anteriores não esgotaram o tema, e assim a roda da mesmice passa a girar de maneira irritante e descontrolada. Seria demais pedir aos repórteres que não repitam questões sobre um mesmo tema. Embora eu ache que esse dia não tardará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, imaginem que os treinadores, jogadores ou dirigentes quando vão gravar, em geral, atendem veículos em separado. Primeiro falam pra TV, depois para as rádios e finalmente para o pessoal da mídia impressa. Pensam o quê? Jogar em times de primeira linha não é só andar de carrão, flertar com mulheres bonitas e fazer um considerável pé de meia. A vida de boleiro tem lá suas penitências, e são muitas, eu sei. Todo ofício tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos ali têm sido levados dia após a dia a repercutir essa ladainha da saída do Neymar só por causa das notícias que chegam até nós vindas dos sites e jornais esportivos da Espanha. O Caro leitor já notou que os furos nunca saem de um veículo como o "El País", por exemplo, hoje considerado um dos jornais mais respeitados do mundo? Nada disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas, as notícias bombásticas, sempre partem dos "ilibados" diários esportivos da Espanha que só faltam estampar as bandeiras do Real e do Barça como se fossem logotipos da empresa. Tenham a santa paciência. Não resta dúvida de que a permanência de Neymar tem sido de grande valia não apenas para o Santos mas também para o futebol brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a única razão que poderia amparar e provocar um desejo de partida em Neymar seria o fato de querer ser reconhecido como o melhor do mundo. Um desejo pra lá de legítimo. Não podemos ser inocentes. Pra brigar por esse título só mesmo atravessando o Atlântico, pois a FIFA parece não ter olhos para a América. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pedir que Neymar dê conta disso, mude essa realidade, é pedir para que ele aceite brigar com moinhos de vento. Enquanto isso, ficamos todos nós, que nem sabemos ao certo onde vamos almoçar amanhã, querendo saber de Neymar o que ele fará depois da Libertadores do ano que vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-65954171952653256?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/65954171952653256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=65954171952653256&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/65954171952653256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/65954171952653256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/09/pobreza-coletiva.html' title='Pobreza coletiva'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-9163850898467230233</id><published>2011-09-15T17:41:00.003-03:00</published><updated>2011-09-15T19:20:56.171-03:00</updated><title type='text'>Futebol pelego</title><content type='html'>Que os dirigentes não queiram colocar fogo no circo dá pra entender. Eles são partes atuantes dessa imensa festa chamada futebol brasileiro. Uma boa prova disso é que o Ministério do Esporte abriu o cofre para o Sindafebol, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol, que pelo que o Google me diz aqui nem mesmo um site tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais de seis milhões de reais foram repassados com a intenção de que o Sindafebol coloque em andamento um projeto visando a Copa de 2014, cujo objetivo é cadastrar torcidas organizadas, mesmo sem ter a mínima experiência pra isso. Oito meses se passaram desde a assinatura do contrato e até agora tudo continua no papel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mustafá Contursi, figuras das mais conhecidas no mundo da cartolagem e presidente do Sindicato se apressou em dizer que não era bem assim, não estava apenas recebendo dinheiro, e que havia uma contrapartida. É verdade, ela existe, e é de dois por cento do valor do convênio. Ou seja, para receber os mais de seis milhões o Sindafebol terá que gastar cento e vinte seis mil reais. Mas não era exatamente sobre os cartolas que eu queira versar.Acabei levado pela indignação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria falar da atitude dos nossos atletas. Na minha vida de repórter o que mais escutei foram histórias de jogadores que depois de trabalhar ficaram sem ver a cor do dinheiro. E nesse time de maus pagadores jogam todos,grandes e pequenos. Pois acabamos de ver os jogadores da Espanha colocarem em curso a quarta greve da história do futebol naquele país. Uma das grandes bandeiras era fazer com que o fundo criado para salvar os atletas, vítimas de calote, tivesse recursos suficientes para cumprir sua função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que nós aqui, no terror do nosso subdesenvolvimento, na eterna condição de país do futuro, do futebol e tal, nem fundo temos. Não seria uma boa hora pra pensar nisso? Os movimentos do mundo estão aí pra nos ensinar, ao menos. Mas vocês são capazes de imaginar algumas das estrelas da nossa seleção dando a cara a tapa,como fez o Puyol e tantos outros lá na Espanha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que no mundo da bola os bem pagos são minoria, as cifras estampadas nos jornais criam um mundo de fantasia. O fato é que os caras bateram o pé e fizeram os manda-chuvas garantirem o pagamento de cinquenta milhões de euros que os clubes ainda deviam a mais de duzentos jogadores que ficaram com salários atrasados da última temporada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles também conseguiram ampliar o valor do fundo para cobrir salários de jogadores de clubes em dificuldades financeiras e incluir no acordo uma clausula que põe fim aos contratos se os clubes ficarem em dívida com o atleta por mais de três meses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Itália a bola só irá rolou na última sexta depois de encerrada uma greve, que se não foi tão contundente e eficaz como a da Espanha, mostrou que os jogadores são capazes de se mobilizar para lutar por seus interesses. Eles se negaram a pagar sozinhos um tal "imposto de solidariedade" criado pelo premiê Silvio Berlusconi, que é também o presidente de honra do Milan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra preocupação dos italianos foi exigir garantias de que os clubes irão preservar atletas em fim de contrato, ou que não façam parte dos planos dos times, e de que eles não serão transferidos contra sua vontade, além de ter assegurado o direito de continuar treinando com o restante do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é só o nosso jeito de jogar que anda frágil, é nossa maneira de lidar com o futebol também. Pelo visto estamos ficando para trás. O que somos capazes de copiar dos europeus em matéria de bola? Planos de marketing extravagantes, o jeito pesado de jogar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fossemos nós um povo que cuida bem dos seus direitos não seria exagerado dizer que os nossos jogadores de futebol teriam vergonha de encarar a torcida de cabeça erguida, olho no olho. Fossemos nós esse outro tipo de povo. Mas de alguma forma somos todos pelegos,no amor,na vida,e isso por si só é capaz de explicar o futebol que temos. E, olha, não foi por falta de alguém para apontar o caminho, não é mesmo meu nobre Doutor Sócrates? E viva a nossa independência fantasiosa, a nossa democracia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-9163850898467230233?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/9163850898467230233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=9163850898467230233&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/9163850898467230233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/9163850898467230233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/09/futebol-pelego.html' title='Futebol pelego'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5684124960593936726</id><published>2011-07-07T15:25:00.001-03:00</published><updated>2011-07-07T15:27:25.391-03:00</updated><title type='text'>A seleção no Bar do Zé</title><content type='html'>Se um dia vocês passarem por lá não se deixem levar pela aparência. O Bar do Zé Ladrão é família. Normalmente, aos domingos, por volta das cinco e meia da tarde já está com as portas de ferro arriadas. Mas no último domingo, com o Mano Menezes fazendo sua estréia em competições oficiais no comando da seleção o Zé entrou no clima que ronda as licitações para a Copa de 2014 e flexibilizou o horário de fechamento. Dizem que a tática não redundou em aumento do faturamento uma vez que o futebol apresentado pela seleção brasileira abateu o ânimo dos presentes, inclusive o daqueles que antes da bola rolar demonstravam uma insensata euforia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem mais, muitos foram embora antes do apito final e os que restaram não tardaram a deixar o local. O que o Zé achou bom. Mas o fato que eu vos relato se deu mais de setenta e duas horas depois, o que deixa claro que se o futebol da nossa seleção não serviu para o divertimento, foi pra lá de eficaz para provocar e manter as discussões vivas. E o papo corria numa boa quando Curió se encarregou do primeiro rompante:&lt;br /&gt;_ Eu não aguento é essa ladainha da imprensa. Pô, já ouvi e li de tudo. Que foi um fracasso. Que a gente não deve esperar que a seleção dê show. Esses caras tão forçando a barra. Zero a zero é fracasso? Fracasso seria perder, levar de três ou quatro. Aí vá lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso o sujeito que trabalha no açougue - cujo nome infelizmente não me recordo - decidiu entrar na conversa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Olha, meu chapa. Sei não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curió entrou de sola, não deu chance pro cara prosseguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não entra numas de defender, não. Vamos ser honestos. Se a gente não pode esperar show do Brasil pode esperar show de quem? Só da Espanha? Se é assim, vamos parar com esse papo de futebol arte. Vamos mandar colocar um anúncio no jornal avisando que o futebol arte morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara do açougue tentou de novo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O futebol bonito tá lá, só não virou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não virou? Vou te dizer uma coisa. O bonito reside no simples. Pelé era simples na maior parte do tempo. Agora esses caras usam três brincos em cada orelha. Nada contra, de verdade. Mas os caras são enfeitados, entende? Quem joga futebol é o homem, sacou? Não esquece disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que o Curió percebeu que eu tava ligado no papo. Não deu outra, virou a sua metralhadora verbal pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ E aí, tu é jornalista esportivo, não vai falar nada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei comigo: Como jornalista vira alvo fácil. Mas mesmo esse meu breve silêncio irritou o cara:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Vai dizer que não é? Esse seria teu time? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Curió, só vou te dizer uma coisa: Jamais negaria a batuta ao Ganso se tivesse uma orquestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Jornalista metido a erudito é f... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abençoado seja o rapaz do açougue que decidiu voltar pro campo de batalha e me salvou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O Curió não tá errado, não. Os caras exageram. Pra mim o Robinho venceu faz tempo. &lt;br /&gt;Mas é geral. Vocês não viram a Argentina, o Uruguai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Ô meu chapa, não foge do assunto. Nós estamos falando do Brasil. Se liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi que tinha jeito, quase implorei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O Zé vê quanto é o meu café aqui, que eu vô embora!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5684124960593936726?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5684124960593936726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5684124960593936726&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5684124960593936726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5684124960593936726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/07/selecao-no-bar-do-ze.html' title='A seleção no Bar do Zé'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2945748410310718218</id><published>2011-06-23T01:46:00.005-03:00</published><updated>2011-06-23T01:55:12.138-03:00</updated><title type='text'>Santos: Outra vez a América</title><content type='html'>O juiz mira o céu e apita.&lt;br /&gt;Com dez minutos de jogo Ganso já tinha esbanjado categoria.&lt;br /&gt;O Santos vacila. O Peñarol chega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ver lançamento pra Zé Love dar em nada, &lt;br /&gt;Ganso fecha a cara, pede toque de bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal juiz deixa no ar a velha impressão de quem esqueceu os cartões em casa.&lt;br /&gt;Novo passe primoroso de Ganso. Neymar é agarrado. Pouco depois, num lance de Pelé,&lt;br /&gt;o menino usa a sola pra tirar de campo seu mais implacável marcador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Love manda a bola pra lateral e estufa o peito.&lt;br /&gt;Léo perde a melhor chance do primeiro tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O placar em zero a zero sugere tensão, &lt;br /&gt;mas na volta pro gramado,em menos de dois minutos: &lt;br /&gt;um toque de letra de Ganso,um avanço perfeito de Arouca&lt;br /&gt; e uma finalização fatal de Neymar. Um a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Santos começava a triunfar. Arouca renascia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do futebol consistente de Adriano e Danilo, &lt;br /&gt;o segundo gol, de Danilo,pareceu fazer justiça. &lt;br /&gt;Injusto foi o Deus do futebol fazer Durval &lt;br /&gt;participar do gol do Peñarol.Dois a um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar Zé Love foi difícil até o último minuto. &lt;br /&gt;Como foi difícil ver Ganso deixar o gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava decretada a festa santista... &lt;br /&gt;quando Pelé entrou em campo pra dizer que torcer era uma ato sofrido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2945748410310718218?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2945748410310718218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2945748410310718218&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2945748410310718218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2945748410310718218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/06/santos-outra-vez-america.html' title='Santos: Outra vez a América'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-773393474364137929</id><published>2011-06-10T11:43:00.003-03:00</published><updated>2011-11-03T18:06:18.061-02:00</updated><title type='text'>É no Pacaembu. Ufa!</title><content type='html'>Ele fez como sempre. Entrou e sentou na última banqueta que ficava bem no final do balcão. Os mais íntimos estavam cansados de saber que o lugar pra ele tinha um ar de tribuna. Toda vida disse pra quem quisesse ouvir que dali podia ficar de olho em tudo que se passava no recinto, mas os amigos estavam cansados de saber que, no fundo, a razão era outra, tudo não passava de superstição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era novidade pra ninguém que ele alimentava a crença de que uma vez sentado ali o Santos não perdia. Quando dava o azar de pintar na área e encontrar o lugar ocupado não pensava duas vezes. Arrumava outra banqueta e dava um jeito de colar no intrometido, que não demorava para perceber a intimidade dele com o local e, mesmo contrariado, acabava dando o fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra diminuir a possibilidade desse infortúnio, mesmo em dias sem jogo ele fazia questão de marcar posição ali, na esperança de que o ritual o ajudasse a manter qualquer um bem longe dele. Mas ontem quando o Silvio chegou ao bar percebeu no ar a inquietação do amigo que, claro, ocupava a sagrada última banqueta do balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Que cara é essa meu velho? Tá pensando no quê?&lt;br /&gt;_ Pensando no quê, tô pensando no jogo do peixe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silvio, que é palmeirense, não perdeu a chance de tirar uma casquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não vê a hora, né? Acalma esse coração que o primeiro jogo é só na semana que vem. Pra que sofrer agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maneco respondeu, primeiro, com um olhar meio de lado, sugerindo certo desprezo. Mas a resistência dele durou pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Não não tô nem aí com o jogo. Ponho a maior fé que meu time tem futebol de sobra pra ganhar desse Peñarol. Mas essa possibilidade do Morumbi quase me pôs louco. Ainda bem que se ligaram.&lt;br /&gt;_ Ué!? Cê acabou de dizer que o Santos tem futebol de sobra. Qualé?&lt;br /&gt;_ Vê se entende. Até você que é palmeirense vai sacar. Tá tudo dando certo no Pacaembu. Não podemos jogar na Vila. Beleza! Agora, só de pensar em ter que jogar no Morumbi eu já passava mal. Só de pensar naquela arquibancada me dá desgosto. Não sou novo, mas em 62,63, eu tinha sete anos, sei lá onde estava com a cabeça, não lembro de nada. E olha que espremendo os miolos sou capaz até de me ver com meus irmãos brincando na frente da nossa casa no Marapé, e olha que naquela época eu tinha bem menos que isso. Fazer o quê, né? Se a gente pudesse escolher as memórias não seria ruim. Em 2003, então, acreditei piamente que veria o meu time campeão da Libertadores e tomamos aquelas duas traulitadas do Boca. Logo do Boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarrista de fama reconhecida, Silvio não deixou a oportunidade passar. Entre o amigo e a piada, ficou com a piada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Não sei porque é que tu sofre. A tua banquetinha, que fica quase na entrada do banheiro, não é mágica? Burro foi você ter deixado ela aí em 2003. Se tivesse aguentado mais um pouco esse arzinho com uma leve fragrância de xixi, a história seria outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariado, Maneco tentou por um fim na conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Engraçadinho, vai se divertir com o esquadrão do Felipão, vai! Aquilo que é time, né?&lt;br /&gt;_Ué! Eu não te entendo, não é o futebol que vale? Vocês não tem um timão?&lt;br /&gt;_ Um dia você vai entender de tudo que é feito o futebol. Um dia. Os torcedores do São Paulo não conseguem nem disfarçar a uruca em cima do Santos.Tremem só de pensar que outro time, e não o deles, será campeão da Libertadores. É coisa descarada. Aquilo lá seria uma arapuca, arapuca das boas. Ufa!&lt;br /&gt;- Então, ter um time bom não resolve nada?&lt;br /&gt;_ O que resolve é a fé, a fé! Um dia você vai entender. E ó, dessa vez não arredo pé daqui,não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maneco pagou a conta, se despediu dos outros. Mas antes tirou a banqueta do lugar... que só podia ser dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-773393474364137929?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/773393474364137929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=773393474364137929&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/773393474364137929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/773393474364137929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/06/e-no-pacaembu-ufa.html' title='É no Pacaembu. Ufa!'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-4508330148432989908</id><published>2011-05-30T13:51:00.002-03:00</published><updated>2011-05-30T13:56:16.289-03:00</updated><title type='text'>FIFA: A grande dama</title><content type='html'>A quarta-feira da semana que vem será dia de eleição na FIFA. Uma mera formalidade. Joseph &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Blatter&lt;/span&gt; deverá ser reeleito, e mesmo ocupando o cargo há mais de uma década incluiu entre as suas promessas de campanha a intenção de "reconstruir a imagem da FIFA".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também falou de reformas nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Comitês&lt;/span&gt; de ética, disciplinar e de apelação. Mas silenciou sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Comitê&lt;/span&gt; Executivo, principal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;orgão&lt;/span&gt; da entidade, cujos integrantes recentemente foram acusados de negociar votos para eleger futuras sedes de mundiais entre outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Blatter&lt;/span&gt; chegou até mesmo a confessar já ter sido vítima de tentativa de suborno. Disse que quando era secretário-geral recebeu um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;envelope&lt;/span&gt; cheio de dinheiro e que não pôde recusá-lo por ter sido colocado no seu bolso. (Preparem-se porque o final da história é melhor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na impossibilidade da devolução, ao chegar à FIFA o entregou ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;diretor&lt;/span&gt; financeiro que se encarregou de colocar o dinheiro na conta de um banco, de onde o mesmo seria sacado dias depois pelo próprio autor do suborno, que tinha sido avisado de que a quantia se encontrava lá, à sua disposição. Eu também gostaria de ter tido mais detalhes dessa história incrível mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Blatter&lt;/span&gt; é um homem atarefado, sem tempo para explicações menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes dias que antecedem o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;pleito&lt;/span&gt; muita coisa tem sido dita. O fantasma da falência da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ISL&lt;/span&gt; - o braço comercial da entidade, que durante vinte anos negociou os direitos de transmissão dos eventos organizados pela FIFA e naufragou em 2001 deixando uma dívida de 300 milhões de dólares - voltou a assombrar muita gente, inclusive, Ricardo Teixeira, presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;CBF&lt;/span&gt; e do nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Comitê&lt;/span&gt; Organizador da Copa de 2014.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ISL&lt;/span&gt;, o segundo maior colapso financeiro da história da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Suiça&lt;/span&gt;, terminou com a FIFA fazendo um acordo com a justiça. Vejam. Ninguém foi preso. Muita gente teria tido que devolver dinheiro. O problema é que o sigilo desse acordo vem sendo contestado na justiça por um jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda que a vitória dele, tão improvável quanto a derrota de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Blatter&lt;/span&gt;, revele todos os nomes e valores, qual seria o tamanho do dano que poderia causar à FIFA? Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;cartolas&lt;/span&gt; do primeiro escalão são mestres em manter o jogo sob controle e estão cansados de dar provas disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a FIFA, mais do que nunca, vai deixando de ser uma casa acima de qualquer suspeita. E não podemos esquecer, por um só momento que seja, de um detalhe: o nosso destino nunca esteve tão atrelado a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruína da "grande dama" do futebol, financeira ou moral, também será nossa. É por essas e outras que a minha indignação vai ficando cada vez maior. Onde já se viu gastar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;bilhões&lt;/span&gt; do dinheiro público com estádios num país como o nosso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mim podem jogar qualquer traço de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ufanismo&lt;/span&gt; com relação a Copa de 2014 no lixo, ele não me serve. Para mim é tudo muito claro. Se um dia formos um país digno, reconhecido, de primeiro mundo - pra usar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;clichê&lt;/span&gt;, uma vez que o primeiro mundo se encontra em plena convulsão - não terá sido por causa de uma Copa do Mundo, ou por causa de uma edição dos Jogos Olímpicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-4508330148432989908?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/4508330148432989908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=4508330148432989908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4508330148432989908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4508330148432989908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/05/fifa-grande-dama.html' title='FIFA: A grande dama'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5927407424972754863</id><published>2011-05-27T17:03:00.002-03:00</published><updated>2011-05-27T17:14:25.909-03:00</updated><title type='text'>O futebol no cotidiano</title><content type='html'>Peço licença para dividir com vocês um fato corriqueiro. Algo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;, mas que poderia muito bem servir de base para estudos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;comportamentais&lt;/span&gt; profundos. Deu-se com um zelador &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;palmeirense&lt;/span&gt; na intenção, não de arrebanhar mais um torcedor para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;time&lt;/span&gt; pelo qual ele torce, e sim com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sacana&lt;/span&gt; intenção de evitar que o seu maior rival, de repente, conquistasse mais um adorador. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tática&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direcionar&lt;/span&gt; o interesse do gringo saiu quase por instinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas rápidas conversas travadas com o estrangeiro que fazia pouco havia se mudado para o Brasil o futebol tinha se tornado assunto cada vez mais frequente. E o tal homem, recentemente inserido nessa nossa sociedade, ao que tudo indica, não teve a menor dificuldade para sacar que estava ali a chave para se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;enturmar&lt;/span&gt;, para entrar de vez nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;papos&lt;/span&gt; mais animados do botequim que ele costumava frequentar com moderação discutível. Mas deixemos de rodeio e vamos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;direto&lt;/span&gt; ao que interessa nessa conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia da final do Campeonato Paulista, com a cidade tomada de vez pelo clima de decisão, o papo na passagem pela portaria se estendeu além do normal. O gringo se mostrou um tanto dividido. O zelador não pensou duas vezes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; nunca. Não faça isso É a pior coisa que existe! Se afaste, se afaste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal intencionado, mas de alma bondosa, o rei da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;guarita&lt;/span&gt; não encontrou coragem para sugerir que ele não se deixasse levar pelo momento decisivo e passasse a prestar a atenção num tal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;time&lt;/span&gt; do Parque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Antártica&lt;/span&gt; porque o filme da goleada para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Coritiba&lt;/span&gt; não lhe saia da cabeça e ele se convenceu de que isso não era coisa que se faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certo esforço, é verdade, argumentou a favor do Santos. Disse se tratar de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;time&lt;/span&gt; simpático, que estava jogando bem e que, ao que tudo indicava, era sério candidato ao título &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;paulista&lt;/span&gt;. Imaginou que a oferta de uma alegria fácil poderia cooptá-lo de vez. Se o gringo não viraria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;palmeirense&lt;/span&gt; pelo menos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;corintiano&lt;/span&gt; também não iria ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sacou que a conversa ia mesmo além do esperado se surpreendeu com alguns comentários do finlandês, que semanas atrás tinha confessado pouco ter visto futebol na vida. Elogiar a habilidade de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Neymar&lt;/span&gt; era chover no molhado, mas enaltecer o posicionamento e o poder de marcação do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Jonathan&lt;/span&gt; parecia além da conta. O cara só podia estar tomando umas aulas de bola. Não era possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitou a deixa e puxou a conversa pro seu lado. Perguntou, cheio de esperança, se o estrangeiro já tinha visto o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Valdívia&lt;/span&gt; jogar. Mas o gringo fez uma cara de quem não sabia do que se tratava. Fechou o semblante. O zelador o socorreu, tentou explicar. O gringo quase teve uma convulsão. Enrolou a língua pra tentar dizer o tal nome e tudo que conseguiu pronunciar foi algo parecido com:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Vôdivia&lt;/span&gt;!? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Vô&lt;/span&gt;...&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;vô&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desencantado o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;palmeirense&lt;/span&gt; despistou. Disse que se tratava de um bom jogador que, infelizmente, ainda não tinha encontrado seu melhor futebol. E secretamente se auto-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;sacaneou&lt;/span&gt; pensando que se ele ainda não tinha encontrado devia ser porque não sabia onde o tinha deixado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O finlandês ouviu tudo com muita atenção. Não prometeu torcer para o Santos e nem deu alguma pista de que tinha entendido como devia ficar longe do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;. Mas não partiu sem antes contar algumas aventuras vividas como volante de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;time&lt;/span&gt; formado por alguns amigos da empresa marítima para a qual trabalha. Deixou no ar uma insinuação de que tinha deixado de ser um leigo no assunto. O zelador estava quase acreditando naquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;semi&lt;/span&gt;-discurso quando veio a frase fatal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Bom, Palmeiras, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;. É tudo igual!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zelador se despediu, com respeito. Mas em silêncio lamentou que o gringo não tivesse entendido absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Palmeiras, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;, tudo igual. Vê se pode? - disse indignado o zelador quando terminou de me contar a história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5927407424972754863?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5927407424972754863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5927407424972754863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5927407424972754863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5927407424972754863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/05/o-futebol-no-cotidiano.html' title='O futebol no cotidiano'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8267303936066376299</id><published>2011-05-06T12:05:00.003-03:00</published><updated>2011-05-06T12:13:26.671-03:00</updated><title type='text'>A bola está com a Dilma</title><content type='html'>Em matéria de política as notícias não têm sido nada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;alvissareiras&lt;/span&gt;. Em caso de dúvida dê um passeio pelas páginas que tratam do assunto e tire as suas próprias conclusões. Tão desoladoras quanto elas têm sido os fatos envolvendo o futebol e a política. Na era Lula os nossos dirigentes nadaram de braçada e ganharam motivos de sobra para espantar os fantasmas outrora saídos de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;CPI&lt;/span&gt; que acabou esvaziada mas que serviu para expor os horrores escondidos no ventre do futebol nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as tantas ajudas dadas pelo ex-presidente aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cartolas&lt;/span&gt; está, inclusive, a assinatura de uma medida provisória autorizando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; a fazer parte da loteria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;batizada&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Timemania&lt;/span&gt; mesmo depois do clube ter perdido o prazo de inscrição. Foi por isso que dias atrás o título de uma matéria que encontrei na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;internet&lt;/span&gt; me chamou a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título dizia: "Estilo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Dilma&lt;/span&gt; contrasta com "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;boleiragem&lt;/span&gt;" de Lula e já vira obstáculo para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cartolas&lt;/span&gt;". O texto afirmava que os envolvidos com a Copa de 2014 eram os mais atingidos por essa mudança de estilo. Afirmava ainda que "o tom agora" era " mais de cobrança do que ajuda incondicional". É pouco eu sei. Mas talvez se trate da melhor notícia envolvendo futebol e política que eu li nos últimos tempos. Uma pena se tratar mais de uma versão do que, provavelmente, de um fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava no Palácio do Planalto em 2008 quando Lula recebeu os primeiros brasileiros campeões do mundo em um evento para celebrar os cinquenta anos do feito. Durante quase uma hora Lula costurou os principais momentos daquela conquista, com suas impressões pessoais e amarrou todas essas coisas com elogios individuais, sem deixar um deles sequer sem uma citação entusiasmada. Tudo com cara de improviso. Lance de mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião prometeu a todos uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;aposentadoria&lt;/span&gt; que ainda não veio, e nem sei se deveria. O que eu sei é que promessa é promessa e não se deve fazer sem a certeza de poder cumprir. E isso nada tem a ver com religião, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;hein&lt;/span&gt;? Lula conquistou todos ali, estava claro no rosto de cada um, fossem eles jogadores ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oportunidade de acompanhar o ex-presidente de perto ao longo dos seus mandatos não tive, mas não creio cometer pecado se disser que naquele momento o seu discurso "boleiro" atingiu o auge. Em razão desse histórico de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;cumplicidade&lt;/span&gt; entre a nossa maior autoridade e os nossos dirigentes é que dar de cara com um título desses renovou em mim alguma esperança. Poder imaginar os nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cartolas&lt;/span&gt; receosos de levar uma virada me alegra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Dilma&lt;/span&gt; pode até não marcar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;gol&lt;/span&gt;, mas o simples fato de deixar claro quem está com a bola já me faz levantar entusiasmado na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;arquibancada&lt;/span&gt;. E digo mais, não resta dúvida de que a trama que trouxe a Copa de 2014 para o Brasil é o resultado mais palpável dessa relação que se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;estabeleceu&lt;/span&gt; entre o poder executivo e os poderosos do mundo da bola. Eles têm muito em comum. Não deve ser por acaso que dos vinte e sete partidos em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;atividade&lt;/span&gt; no Brasil dez deles são presididos pelas mesmas pessoas há mais de uma década, alguns há mais de duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um louco para não levar em conta que na hora da festa todos os envolvidos farão questão de receber de volta as ajudas e os louros por ter jogado na defesa de tão custoso e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;problemático&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;espetáculo&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Dilma&lt;/span&gt;, ao tratar o assunto com o tom &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;gerencial&lt;/span&gt; que ele exige, dá pistas de que poderá se revelar um tipo de jogadora que Lula não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que isso só mesmo se fosse possível trocar as nossas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;eleições&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;presidenciais&lt;/span&gt; de ano. Do contrário, teremos eternamente que lidar com essa realidade perversa que coloca no mesmo calendário a Copa e as eleições. Futebol e política quanto mais distantes melhor. Não para eles, claro, mas para nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8267303936066376299?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8267303936066376299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8267303936066376299&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8267303936066376299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8267303936066376299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/05/bola-esta-com-dilma.html' title='A bola está com a Dilma'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1825447055188916575</id><published>2011-03-24T20:04:00.002-03:00</published><updated>2011-03-24T20:07:53.963-03:00</updated><title type='text'>O Majestoso</title><content type='html'>O cara é frequentador de estádios, conhece muito bem as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;malandragens&lt;/span&gt; e os segredos das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;arquibancadas&lt;/span&gt;. Autêntico &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;arquibaldo&lt;/span&gt;. Mas quando ficou sabendo que o próximo clássico entre São Paulo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; teria a Arena &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Barueri&lt;/span&gt; como cenário, arregalou os olhos e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Tá louco? Eu não vou. Não vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que acompanhava tudo a meia distância quis saber a razão. Por que alguém que já se dispôs a acompanhar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; em visitas que se insinuavam nada cordiais se negaria a assistir um jogo em uma Arena tão perto e com nível de conforto até acima da média? A resposta veio rápida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Os acessos. Ali é tudo muito espremido pra sair e chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho e não quero acreditar que ouvia uma profecia, mas a cena retrata a realidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;atual&lt;/span&gt; do clássico que um dia foi apelidado de "Majestoso" pelo jornalista Tomas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Mazzoni&lt;/span&gt;. Pode não se tratar do confronto de histórico mais violento mas é de longe o mais aquecido, porque como se não bastassem as rusgas legítimas que passaram a ser alimentadas em campo desde o longínquo primeiro embate nos idos de 1936, nos últimos anos dirigentes de ambos os lados, e alguns jogadores também, têm feito o possível e o impossível para deixar claro o quanto uma vitória sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;arquirival&lt;/span&gt; se tornou questão de honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na história recente desse clássico a partida do dia 15 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;fevereiro&lt;/span&gt; de 2009 tem papel importante. Foi pouco antes dela que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;diretoria&lt;/span&gt; do São Paulo - amparada em solicitação dos responsáveis pela segurança - decidiu entregar aos rivais apenas dez por cento das entradas, deixando para trás a praxe de dividir a carga de ingressos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Andres&lt;/span&gt; Sanchez, presidente do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;, jurou nunca mais jogar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Morumbi&lt;/span&gt;, e tem cumprido a promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que nos últimos tempos, alugar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;shows&lt;/span&gt; se tornou uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;ótima&lt;/span&gt; fonte de renda para o tricolor e, por essa razão, no próximo final de semana serão os integrantes da banda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Iron&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Maiden&lt;/span&gt;, e não os atletas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;time&lt;/span&gt; tricolor, os encarregados de ocupar aquele gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dessa situação só restou procurar um outro lugar para encarar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Pacaembu&lt;/span&gt;, com o mando preservado e seus respectivos números de ingressos, talvez fosse a decisão mais acertada. Mas lógico que essa rivalidade incendiada, mais por vaidade do que por futebol, tornou essa saída inviável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ajudar, a partida será disputada no momento em que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;corintianos&lt;/span&gt; gozam a felicidade de um tabu que já dura onze jogos. Coisas do futebol. Antes disso foi o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; quem amargou um jejum daqueles. Entre 2003 e 2007 saiu de campo treze vezes sem o prazer de derrotar o rival.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de dois grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;times&lt;/span&gt;, com envergadura para figurar entre os maiores do mundo, e que não têm deixado o torcedor sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;gols&lt;/span&gt;. Prova disso é que nesses últimos onze jogos, que construíram o tabu que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;time&lt;/span&gt; do Parque São Jorge defende, apenas uma vez saíram de campo deixando pra trás um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;placar&lt;/span&gt; de zero a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;sãopaulinos&lt;/span&gt; que isso só aconteceu porque naquele dia o juiz anulou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;gol&lt;/span&gt; legítimo marcado por Adriano. Ele mesmo, o Imperador! Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;corintianos&lt;/span&gt;, por sua vez, vão preferir lembrar do dia em que, jogando no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; por obrigação, viram Ronaldo, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Fenômeno&lt;/span&gt;, dar o passe para o primeiro e depois marcar o segundo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;gol&lt;/span&gt; numa vitória por dois a zero que está prestes a completar um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que o mítico título do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Paulistão&lt;/span&gt; de 77 foi conquistado pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;Morumbi&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;hein&lt;/span&gt;? Não tenho nada contra essa rivalidade, apenas gostaria que ela fosse mais inteligente, e não acabasse transformada numa ameaçada velada à beleza do Majestoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1825447055188916575?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1825447055188916575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1825447055188916575&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1825447055188916575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1825447055188916575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/03/o-majestoso.html' title='O Majestoso'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1722862926072602093</id><published>2011-03-17T20:23:00.002-03:00</published><updated>2011-03-17T20:31:36.719-03:00</updated><title type='text'>Vida, minha vida</title><content type='html'>Vida? Vida é essa água me batendo na cara antes das seis da manhã, avisando do dia que se aprontou e me espera muito além da porta do barraco porque o mundo é um cabra vexado que não espera ninguém, que não tem uma estação de nome sossego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se faz calor o sol não tarda a tirar o suor da pele da gente nesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ônibus&lt;/span&gt; lotado. Se frio faz, antes do primeiro passo se instala na nossa alma a sensação gelada de quem tem pouco. De quem tenta barrar o vento com roupa fina de tão gasta. Temperatura baixa que se entranha com facilidade entre os vãos das nossas calças &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;puídas&lt;/span&gt;. Sofreguidão com destino certo: o batente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obrigação sem direito a bom dia ou boa tarde. Um cansaço que se abate sobre o corpo tal qual prestação que espera pagamento. A comida requentada tragada num canto. Trazida de longe. Comida cujo acompanhamento é um olhar espantado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;prum&lt;/span&gt; mundo muito além desse nosso, um mundo que passa a bordo dos carros, dos ternos, dos luxos fugazes de quase tudo que se compra com o dinheiro que a gente mesmo trabalhando a vida inteira não terá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu aqui, com os companheiros, não tenho nem sirene pra avisar que a jornada diária chegou ao fim, nem cartão de ponto, nem vale-&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;refeição&lt;/span&gt;, nem registro. Entro e saio desse ofício meio marginal sem carteira, sem fundo, sem garantia. Mas somos gente, e gente do bem sempre que chega ao fim de alguma tarefa, mesmo por pura obrigação ou necessidade, sente no peito uma ponta de orgulho. Um gosto bom de ter cumprido um papel. Sentimento que ajuda a voltar pra multidão com alguma ilusão. E isso, acreditem, faz muita diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz a gente se dissolver melhor na massa. Eu queria era contar pra mãe dessa vida que essa gente inventou aqui. Uma vida maluca em que se passa os dias sem plantar nada, sem ter horizonte pra olhar e, pior, sem nada pra colher depois de tanto esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na novela, que a mulher insiste em ver antes de dormir, há um resquício daquele mundo que a gente viu passar nesse transe diário de ir e voltar. Pistas de um mundo que o pessoal aqui ao redor não enxerga como nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se é dia de jogo, sempre dá pra lembrar com alguma felicidade da vida que existia quando, ainda menino, a gente sonhava que era a bola que nos daria outras possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois é só um sonho doído. Uma noite que distrai e assusta esse meu corpo exausto, que já não vê madrugada, um tanto judiado por alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tragos&lt;/span&gt; que não consigo abandonar. Um corpo ausente de grandes pecados, ausente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;boêmia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no fundo é como se eu, de tão maduro, não conseguisse esquecer, nem por um só segundo, que antes das seis da manhã, um novo jorro de água voltará a jogar a vida na minha cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* inspirado nas " Cartas à mãe" de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Henfil&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1722862926072602093?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1722862926072602093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1722862926072602093&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1722862926072602093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1722862926072602093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/03/vida-minha-vida.html' title='Vida, minha vida'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6443962557600874709</id><published>2011-03-16T19:42:00.002-03:00</published><updated>2011-03-16T19:48:24.685-03:00</updated><title type='text'>O mito do equilíbrio</title><content type='html'>Era dia desses que nos faz dizer verdades o que vivia quando me pus a digitar este artigo. Não digo verdades no sentido mais absoluto da palavra porque não alimento tal pretensão. Digo verdade como algo que de tão evidente, tão óbvio, se torna &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;incômodo&lt;/span&gt;. Dou um exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias atrás o fato dos quatro grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;times&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;paulistas&lt;/span&gt; terminarem uma rodada do torneio estadual com o mesmo número de pontos causou exaltação. A igualdade numérica tomou ares de grande acontecimento. Especialistas logo se puseram a vasculhar os arquivos com a intenção de esclarecer o quanto essa situação era mesmo singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, se a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atual&lt;/span&gt; edição do Campeonato Paulista tem alguma virtude não é essa, e sim a de dinamitar de uma vez o mito do equilíbrio. Em geral nas conversas que ouço sempre há a sugestão de que o equilíbrio poderia nos reservar um tipo de paraíso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ludopédico&lt;/span&gt;, um nirvana daqueles em que cada partida se tornaria mágica. Pura balela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos ter vinte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;times&lt;/span&gt; com o mesmo número de pontos que estaríamos do mesmo modo cercados por esse marasmo que anda rondando o futebol não é de hoje. Tivéssemos vinte Gansos, um em cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;time&lt;/span&gt;, aí sim a história poderia mudar muito e o paraíso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ludopédico&lt;/span&gt;, enfim, talvez se apresentasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Paulistão&lt;/span&gt; está nivelado não resta dúvida, o futebol está cada vez mais nivelado, mas a qualidade técnica está longe, muito longe de ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;impressionante&lt;/span&gt;. Nada tem dado um grande caldo, nem mesmo os clássicos, nada. Esse pretenso equilíbrio não deveria ser tratado como algo importante e vou dizer porque. Porque depois da rodada do último final de semana estou convicto de que só o talento dos jovens é que tem salvado o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Paulistão&lt;/span&gt; da modorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu não respeite o chute preciso de Marcos Assunção ou a técnica apurada de Rogério &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Ceni&lt;/span&gt;. Agora, quando começo a imaginar o torneio sem o estilo e a leveza de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Neymar&lt;/span&gt;, sem a categoria de Paulo Henrique Ganso, ou sem o momento mágico e preciso de um Lucas, resta quase nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que é pra dizer verdades (ou seriam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;obviedades&lt;/span&gt;?). Quero registrar aqui que o Santos pode até não conseguir, ou não querer, convencer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Muricy&lt;/span&gt; Ramalho a assumir o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;time&lt;/span&gt; da Vila Belmiro. Mas um clube que conseguiu montar um elenco como o do Santos, que alimenta as pretensões que o Santos alimenta, tem a obrigação de fazer o possível - e quem sabe até o impossível - para trazer o treinador que conquistou quatro dos últimos seis campeonatos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Muricy&lt;/span&gt; tem bem mais do que títulos pra justificar esse esforço. Pra usar uma palavra que costuma aparecer com certa constância no vocabulário do próprio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Muricy&lt;/span&gt;, pode até não dar liga. Ao passo que não tentar seria desdenhar de uma oportunidade que não se tem todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detalhe nesse caso, é que o Santos talvez não tenha trinta dias para gastar, esperando que o treinador cumpra sua espécie de "quarentena" que, aliás, parece ser de muito respeito com o futebol e com o ser humano que passa a vida se dedicando a ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6443962557600874709?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6443962557600874709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6443962557600874709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6443962557600874709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6443962557600874709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/03/o-mito-do-equilibrio.html' title='O mito do equilíbrio'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-78039780485497756</id><published>2011-03-10T19:29:00.002-03:00</published><updated>2011-03-10T19:34:57.525-03:00</updated><title type='text'>Futebol e carnaval</title><content type='html'>Toda vez que um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;carnaval&lt;/span&gt; chega ao fim eu me lembro da bela "Marcha da quarta feira de cinzas", música de Carlos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Lyra&lt;/span&gt;. A versão que trago cravada na memória é interpretada por Vinicius e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Toquinho&lt;/span&gt;. Obra de um lirismo absurdo. Pra mim uma prova contundente de que o saudosismo é capaz de produzir coisas maravilhosas, ao contrário do que costumam dizer os que fazem questão de se mostrar em total sintonia com a modernidade. Que fique claro, não é o meu caso. Tenho, aliás, sérias restrições no que diz respeito a modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que nestes dias em que os desfiles de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;carnaval&lt;/span&gt; invadiram a grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;mídia&lt;/span&gt; ouvi muita gente se deixar tomar por um certo saudosismo, o que reforçou a minha lembrança de tão sonora &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;marchinha&lt;/span&gt;. Ouvi muita gente dizer por aí que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;carnaval&lt;/span&gt; virou um grande negócio, que perdeu seu clima romântico, que já não é mais aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi ouvindo tais observações, tais lamentos, que em dado momento a comparação com o futebol se fez inevitável. Uma similaridade que vai muito além dessas ricas campanhas para vender cerveja, que se alimentam nos dois casos de uma euforia muito parecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No futebol também tem sido assim. Há muita gente por aí saudosista, dizendo que o futebol não é mais aquele. Confesso que há muito tempo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;carnaval&lt;/span&gt; deixou de ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sinônimo&lt;/span&gt; de diversão pra mim. Faz anos que me rendo apenas aos grandes truques de cena levados pra avenida, truques que jamais escapam da cobertura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;jornalística&lt;/span&gt;, justamente onde eu acabo sabendo deles. Foi o que aconteceu este ano com os integrantes daquela comissão de frente que subitamente perdiam suas cabeças. Achei o máximo. Grande sacada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito bom se os homens da bola tomassem esse espírito emprestado e se esmerassem na tentativa de levar o jogo a outro patamar. Futebol não é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;carnaval&lt;/span&gt; dirão os puritanos. Realmente não é, mas e daí ? Vai me dizer que tudo já foi inventado em matéria de futebol ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partilho dessa ideia de que tanto no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;carnaval&lt;/span&gt;, quanto no futebol, existe algo que se perdeu. E acho triste essa encruzilhada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;atual&lt;/span&gt; em que os dois se encontram. Ambos nasceram sem dinheiro. Ambos ganharam o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;estrelato&lt;/span&gt; graças ao suor de gente simples que pensava, acima de tudo, em se divertir. Ambos tinham o improviso como dogma. Hoje não, no gramado ou na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;passarela&lt;/span&gt; quem cuida do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;show&lt;/span&gt; sabe muito bem que ele custou caro demais para ser colocado sob risco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, arrisco dizer que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;carnaval&lt;/span&gt; tem levado certa vantagem, afinal, nos seus grandes palcos continua se apresentando sempre com casa cheia. Não está exposto a um calendário canibal,  ao menos até que um esperto qualquer cheio de dinheiro pra gastar não proponha  fazer um desfile no meio do ano usando como maior argumento a flagrante ociosidade dos nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;sambódromos&lt;/span&gt; ao longo do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão os modernos que as cifras de um clássico ou a majestade de um desfile na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Sapucaí&lt;/span&gt; nos dias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;atuais&lt;/span&gt; por si só provam a evolução do nosso futebol e do nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;carnaval&lt;/span&gt;. Compreendam, sempre tive certa dificuldade em acreditar que é preciso aceitar de tudo já que o mundo só anda pra frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que enquanto os refrões de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Carlinhos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Lyra&lt;/span&gt; rondam minha cabeça dizendo que "ninguém mais ouve cantar canções/ &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;ninguém&lt;/span&gt; passa mais brincando feliz/e nos corações/saudades e cinza foi o que restou", me recordo também dos versos de Caetano Veloso numa famosa canção que faz parte da trilha sonora do filme &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Tieta&lt;/span&gt;, aquela que diz "Futebol e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;carnaval&lt;/span&gt;/ Nada muda, é tudo escuro/Até onde eu me lembro/ Uma dor que é sempre igual".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos gramados ou nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;passarelas&lt;/span&gt;, nós, brasileiros, estamos todos frente a frente com dois dos nossos maiores espelhos. E ainda bem que existe a arte para nos aclarar os sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-78039780485497756?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/78039780485497756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=78039780485497756&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/78039780485497756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/78039780485497756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/03/futebol-e-carnaval.html' title='Futebol e carnaval'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1542521564623817457</id><published>2011-03-03T19:57:00.002-03:00</published><updated>2011-03-03T20:04:44.437-03:00</updated><title type='text'>Futebol. Do que se trata?</title><content type='html'>Não podia perder a deixa que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;CBF&lt;/span&gt; deu ao se defender no caso da máfia do apito. Não sei se vocês viram isso. Mas para se livrar da pena e, principalmente, pra não ter de abrir o cofre, a nossa poderosa Confederação fez questão de dizer verdades e inverdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreveu em sua defesa que esse papo de tratar o jogo de bola como paixão nacional é "slogan para vender cerveja", que "o futebol não tem interesse social relevante". E foi além. Fez questão de dizer também que o futebol contribui "para a desinformação do povo, já de si mal aparelhado intelectualmente". Desculpem, mas aí está a pura verdade. Em especial na constatação do "mal aparelhado intelectualmente". Já desdenhar da nossa paixão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ludopédica&lt;/span&gt; foi afronta, jogo baixo. Inverdade. Como inverdade me parece ser duvidar do "interesse social relevante" desse tipo jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, esta semana a Argentina revirou um pouco mais a sujeira da ditadura imposta naquele país. A figura central dela era o general Jorge Rafael &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Videla&lt;/span&gt;, que com outros réus irá responder por rapto, ocultação e troca de identidade de algumas dezenas de crianças. Para muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Videla&lt;/span&gt; atingiu o auge do poder quando fez da Argentina a sede da Copa do Mundo de 1978. Mundial que terminou com a própria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;seleção&lt;/span&gt; do país conquistando a taça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois um livro lançado três anos atrás -  "A vergonha de todos" - relata o fervor popular pelo evento em meio a um regime de terror. Afirma, inclusive, que naquela fatídica partida em que os donos da casa venceram o Peru por seis a zero, tirando o Brasil do caminho, o general &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Videla&lt;/span&gt; fez questão de visitar o vestiário dos peruanos antes do jogo, acompanhado pelo secretário de Estado dos EUA, Henry &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Kissinger&lt;/span&gt;. No discurso teria versado sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;solidariedade&lt;/span&gt; entre os dois povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, fosse o futebol um jogo simples, incapaz de mexer com o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;imaginário&lt;/span&gt; de um povo, não creio que generais e ditadores ao longo da história teriam gasto tanto tempo com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sugiro aproveitar a deixa da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;CBF&lt;/span&gt; pra tentar colocar o futebol no seu devido lugar. Como diria um amigo, filósofo do tipo que costuma brilhar pra valer no calor terno das discussões travadas sobre a luz difusa dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;botequins&lt;/span&gt;: O barato do futebol é que é o homem que está ali. O homem com todas as suas contradições e possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre daquele que não vê como o jogo nos vai na alma, como fez questão de lembrar com toda a graça possível, o iluminado Carlos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Drummond&lt;/span&gt;. Sim, porque o futebol reduzido ao resultado é e será sempre menor, coisa de gente "mal aparelhada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nas entrelinhas de qualquer jogo o embate do homem consigo mesmo. Dar-se por contente com a vitória é aceitar o mínimo. Querem nos fazer acreditar que os derrotados perdem o direito a alegria e devem aceitar com resignação o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;sarro&lt;/span&gt; adversário. Nada disso. É perfeitamente possível ver seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;time&lt;/span&gt; derrotado e ser feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que adiantou Nelson Rodrigues nos alertar de que o futebol é a coisa mais importante entre as coisas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;desimportantes&lt;/span&gt;, se o mundo continua cheio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;babacas&lt;/span&gt; dispostos a arrumar confusão e a matar em nome do futebol? Não existe crime passional quando se trata de futebol. Existe é ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os derrotados de hoje serão os vitoriosos de amanhã. Veja, quem diria que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; sem Roberto Carlos, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Jucilei&lt;/span&gt;, sem Ronaldo, seria imediatamente vitorioso? Vou além, sem medo. Anote aí: Na minha opinião &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Liedson&lt;/span&gt; tem sido muito mais surpreendente do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Ronaldinho&lt;/span&gt; Gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que surpresa há em ver um atleta que já foi alçado duas vezes à condição de melhor jogador do mundo conquistar uma Taça Guanabara? Conseguir dar um pouco de alma a um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;time&lt;/span&gt;? Vá lá, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;gol&lt;/span&gt; de falta que levou o rubro-negro ao título foi bonito, mas esteve longe de ser improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Improvável era apostar que o tal "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;levezinho&lt;/span&gt;" do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;, dois anos mais velho que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Ronaldinho&lt;/span&gt;, iria fazer o que temos visto nas últimas cinco rodadas. Concordo com o que ouvi outro dia. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Liédson&lt;/span&gt; anda fazendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;gol&lt;/span&gt; até quando erra. E isso é demais. Deixemos de lado o futebol levado ao extremo. Vamos curtir o acontecido com um olhar sereno. Vamos aproveitar a deixa que a própria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;CBF&lt;/span&gt; nos deu e nos render ao supremo barato do futebol que é o fato do homem estar ali, totalmente nu, com suas possibilidades e contradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, se fossemos bem aparelhados intelectualmente escrever aqui que as derrotas futebolísticas não encerram nada seria desnecessário, e eu teria na mão um tema muito mais eloquente e grandioso para vos apresentar. Fazer o quê? O jogo da vida é feito de muitas bolas fora. Não dá pra negar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1542521564623817457?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1542521564623817457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1542521564623817457&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1542521564623817457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1542521564623817457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/03/futebol-do-que-se-trata.html' title='Futebol. Do que se trata?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5012739034639703309</id><published>2011-02-24T18:45:00.002-03:00</published><updated>2011-02-24T19:03:54.113-03:00</updated><title type='text'>Era uma vez o Clube dos 13 ?</title><content type='html'>Não há novidade no que vou dizer. O futebol é pródigo em dinamitar biografias. Risco elevado ao extremo quando alguém aceita o papel de dirigente. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Patrícia&lt;/span&gt; Amorim, presidente do Flamengo, foi à sede da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;CBF&lt;/span&gt; receber um título vencido. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;CBF&lt;/span&gt; queria cortejá-la ? Ou premiá-la por ter sinalizado em algum momento que se deixaria seduzir, apesar de ocupar uma das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;vice&lt;/span&gt;-presidências do Clube dos 13? Resta torcer para que as intenções do anfitrião sejam claras, ao menos, para a mandatária do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;time&lt;/span&gt; rubro-negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o futebol visto pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;viés&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;mercadológico&lt;/span&gt; em breve não será mais o mesmo. Homens vestindo ternos bem cortados entrarão em uma sala e entregarão suas propostas. A bola está com eles. Dirão a que horas você verá o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;time&lt;/span&gt; entrar em campo, quantas vezes, e para ser ainda mais cruel, terão decidido previamente quanto estão dispostos a pagar por essa sua paixão, quanto o seu encanto pelo futebol anda valendo no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implosão do Clube dos 13, que cuidou dos interesses dos principais clubes do nosso futebol nos últimos vinte anos, sem dúvida, representa uma ruptura. Não é fácil aceitar derrotas, portanto, não causa espanto que na iminência dela os que se sentiram em perigo tenham se esmerado em tramar um jeito de driblar a tardia decisão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;CADE&lt;/span&gt; - Conselho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Administrativo&lt;/span&gt; de Defesa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Econômica&lt;/span&gt; - determinando que a era da preferência na hora de negociar os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro deveria ficar para trás, acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu para dizer o que está certo ou errado? Os dissidentes de agora, amparados na sua importância, na dimensão expressiva de suas torcidas, podem mesmo se dar bem. Que investidor não gostaria de se aliar às duas maiores torcidas do país e mais alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;seletos&lt;/span&gt; convidados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, diante de tantas jogadas e artimanhas porque não determinar que seja qual for o modelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;adotado&lt;/span&gt; deverá valer sempre a melhor oferta, afinal, quando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;CADE&lt;/span&gt; decidiu pelo fim da preferência queria preservar o futebol, o direito de quem der o maior lance. Ora, se a regra pode ser mudada de acordo com o interesse aí fica fácil ganhar o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção do Clube dos 13 não era passar a negociar cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;mídia&lt;/span&gt; em separado? TV aberta, fechada, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;internet&lt;/span&gt; e tal ? Então, uma vez rachado o Clube dos 13, deveria se estabelecer que os clubes terão que, individualmente, ou não, negociar seus direitos de transmissão sem exclusividade, quem der mais leva. Não era essa a regra? Bom, regras nunca são claras meus amigos, por mais que tentem nos convencer do contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ficará o futebol depois disso? Com os ricos mais ricos e os pobres mais pobres? O momento que a gente atravessa nos faz ver o óbvio: A grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;tabelinha&lt;/span&gt; do futebol brasileiro é feita entre a TV Globo e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;CBF&lt;/span&gt;. Ou vocês acham que podendo negociar com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;time&lt;/span&gt;, ou alguns de cada vez, o interesse não será maior pelos que representam o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;filé&lt;/span&gt;? Aos que chegarem atrasados para o banquete, sem muito a oferecer, restarão migalhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Bendito&lt;/span&gt; ano de 1987, que viu a criação do Clube dos 13 e que viu nascer a malfadada Copa União que virou argumento para que as raposas apostassem na desunião dos clubes. Está decidido? Ainda não. Era uma vez o Clube dos 13 como a gente conheceu? Talvez. A partir de agora é um pouco cada um por si. Resta saber se vai dar Liga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5012739034639703309?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5012739034639703309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5012739034639703309&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5012739034639703309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5012739034639703309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/02/era-uma-vez-o-clube-dos-13.html' title='Era uma vez o Clube dos 13 ?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-909323728239663104</id><published>2011-02-18T18:23:00.002-02:00</published><updated>2011-02-18T18:36:10.037-02:00</updated><title type='text'>Caprichos do futebol</title><content type='html'>Eu sei que esta semana que está chegando ao fim foi do Ronaldo, cuja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;aposentadoria&lt;/span&gt; anunciada nos fez enxergar melhor a dimensão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Fenômeno&lt;/span&gt;. O sorriso do menino criado em Bento Ribeiro permanecerá incrustado no imaginário dos amantes da bola pra sempre. Mas o futebol é caprichoso e eu gosto de me render aos seus caprichos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo do Sul-Americano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sub&lt;/span&gt;-20 e sua garotada. No dia em que o Uruguai derrotou a Argentina por um a zero e garantiu a classificação para os Jogos de Londres a delicadeza da história aflorou. Os uruguaios garantiram ali a volta deles a uma Olimpíada depois de mais de oitenta anos. Isso muita gente se apressou em dizer. Os detalhes, no entanto, ficaram de fora, e é neles que reside a beleza desse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o futebol amadureceu no início do século passado os uruguaios, elegantemente, tiveram papel de destaque. Não sediaram a primeira Copa do Mundo por acaso. Eram na época &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;bi&lt;/span&gt;-campeões olímpicos, donos de um futebol veloz e de um domínio de bola que impressionava até os ingleses. E foi justamente contra a Argentina nos Jogos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Amsterdã&lt;/span&gt;, em 1928, que eles conquistaram o ouro olímpico pela última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos antes, em Paris, já tinham enfrentado estádios lotados, com mais de sessenta mil pessoas, e só foram levar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;gol&lt;/span&gt; na semifinal, quando venceram a Holanda, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;time&lt;/span&gt; da casa, por dois a um. Seria o primeiro e o único &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;gol&lt;/span&gt; sofrido porque na final iriam garantir o ouro com uma vitória por três a zero sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Suiça&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente sabe que esse negócio de medalha de ouro é complicado. Só pode ser essa a explicação para o fato do nosso futebol não ter nos levado até hoje ao lugar mais alto do pódio olímpico. E olha que não foi por falta de craques. Vocês devem lembrar que recentemente Diego e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Robinho&lt;/span&gt; também &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;naufragaram&lt;/span&gt; nesse mar de tentativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a história segue caprichosa como sempre. Nossos garotos de agora podem ter cometido mais erros do que acertos diante da Argentina. Ouvi, de gente muito rodada, que a nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;seleção&lt;/span&gt; tinha deixado escapar a chance da vaga ali. Nada disso. A história nos reservou um final de arrepiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sempre que se chega a um título entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;seleções&lt;/span&gt; nacionais na última rodada, e condenando um adversário com a tradição do Uruguai a uma impiedosa goleada por seis a zero. O acontecido me fez pensar que nosso futebol é menos preciso quando amadurece. Acho que se distrai com a fama, perde aquela indispensável fome de bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe chegará o dia em que teremos os mesmos olhos para o andar de baixo, pra garotada. Ainda não temos. Fosse essa façanha obra da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;seleção&lt;/span&gt; principal o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;oba&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;oba&lt;/span&gt; seria o de sempre, de torrar a paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele meio de semana que ficou pra trás, quando o prazer pequeno burguês da TV a cabo me permitiu escolher entre vários jogos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Ituano&lt;/span&gt;, pelo Paulista, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Fluminenese&lt;/span&gt; e Argentinos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Juniors&lt;/span&gt;, pela Libertadores e Argentina e Uruguai pelo Sul-Americano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;sub&lt;/span&gt;-20, todos no mesmo horário, não tive dúvidas, só me entreguei pra valer ao jogo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;meninada&lt;/span&gt;. E afirmo - com a determinação de quem entra em uma dividida - que não me arrependi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam, a história tem sido tão rebuscada que mesmo tendo nos dado tanto em matéria de bola ainda não nos permite dizer que ganhamos tudo. Olho ainda neste instante, uma foto da garotada feliz, de taça na mão, na euforia da consagração, e me pergunto: Será essa a geração que nos levará a essa conquista que jamais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;experimentamos&lt;/span&gt;? Tramo um ponto final para este artigo rendido aos caprichos da história, que nos trouxeram Ronaldo, essa nova geração talentosa e que, por certo, nos trarão muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-909323728239663104?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/909323728239663104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=909323728239663104&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/909323728239663104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/909323728239663104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/02/caprichos-do-futebol.html' title='Caprichos do futebol'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1841170169266075133</id><published>2011-02-10T20:33:00.002-02:00</published><updated>2011-02-10T20:41:01.572-02:00</updated><title type='text'>Árido Futebol</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esqueça de uma vez por todas o futebol romântico. Seu ambiente acolhedor. Os uniformes feitos de algodão. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;shorts&lt;/span&gt; apertados e curtos sem nada estampado no traseiro. Sou do tempo em que a cerveja ainda era uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;consequência&lt;/span&gt; nada explícita do jogo de bola, do tempo em que curtíamos no intervalo, extasiados, na companhia segura dos nossos pais, uma velha e boa "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;caçulinha&lt;/span&gt;". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas o futebol, senhores, virou uma terra árida. Já não é possível chegar até a peleja relaxado, não conseguimos carregar pra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;arquibancada&lt;/span&gt; o astral sugerido pelos domingos. No fundo sabemos que a qualquer momento o bicho pode pegar, no pior dos sentidos. Até o sanduiche de pernil na porta do estádio é engolido com um olhar desconfiado que nos rouba o prazer do paladar. Como eram deliciosos os tremoços saboreados no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Ulrico&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Mursa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos idos de 1990 pra cá rolou muita paulada e muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;blá&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;blá&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;blá&lt;/span&gt;. Os nossos promotores de justiça descobriram que as organizadas tinham o incrível poder de transformá-los em celebridades, elegíveis, inclusive. Ao longo dos últimos anos, como sempre, o futebol mexeu com o coração de milhões mas, infelizmente, deixou um rastro de algumas dezenas de mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vandalismo e as ameaças recentes envolvendo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; são apenas a ponta de um imenso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;iceberg&lt;/span&gt;. Responda de primeira: Você tem medo de ir ao estádio? Não!? Então saia por aí dizendo, sem medo de errar, que és alguém mais destemido do que a grande maioria. Um levantamento feito recentemente apontou que de cada cem brasileiros apenas um vai ao estádio e o principal motivo desse afastamento é a violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está preocupado? O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;pay&lt;/span&gt;-per-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;view&lt;/span&gt; vai muito bem, obrigado. E se um dia o vazio dos estádios incomodar encheremos as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;arquibancadas&lt;/span&gt; por computador. A culpa não faz parte das regras que orientam o jogo dos donos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;espetáculo&lt;/span&gt;. Só quem se dispõe a pegar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;metrô&lt;/span&gt;, um trem, ou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;ônibus&lt;/span&gt; em dia de clássico na imensa São Paulo é que sabe e sente o tamanho da dose de coragem necessária pra embarcar numa dessa. O que não se faz em nome de uma paixão. Seja ela cega ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não venham me falar em Estatuto do Torcedor porque depois dele - criado em 2003 - a coisa só piorou. Entre 2005 e 2008 foram vinte e cinco mortes ligadas ao futebol, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;direta&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;indiretamente&lt;/span&gt;. Em nome da nossa segurança a Polícia Militar, já faz algum tempo, decidiu escoltar as torcidas organizadas até o campo de jogo. Seu desfile dantesco pelas ruas intimida o cidadão comum, paralisa o trânsito. A luz vermelha das viaturas acentua a imbecilidade de seus cantos belicosos repletos de ameaças.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;Por causa deles as bandeiras tiveram que deixar os estádios, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;radinhos&lt;/span&gt; de pilha tiveram que deixar os estádios e a geral nos pais de família na hora de entrar em um estádio é cada vez mais "fina".  Quem é que vai salvar o nosso futebol &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;desss&lt;/span&gt; falta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;fair&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;paly&lt;/span&gt; marginal? Quem é que vai fazer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;baderneiro&lt;/span&gt; bater ponto na delegacia na hora do jogo? É tanta baboseira que chegaram até a anunciar que a partir de 2010, isso mesmo 2010, pra frequentar os estádios o torcedor iria precisar se cadastrar, ser dono de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;carteirinha&lt;/span&gt;. Que criatividade, não? Ria, se puder. Ou chore. O futebol que nos tocou a alma está cada vez mais distante, cada vez mais pra trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1841170169266075133?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1841170169266075133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1841170169266075133&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1841170169266075133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1841170169266075133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/02/arido-futebol.html' title='Árido Futebol'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-449635756540899080</id><published>2011-02-02T13:37:00.002-02:00</published><updated>2011-02-02T13:40:39.538-02:00</updated><title type='text'>Ô peixe !</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/TUl6XqygxsI/AAAAAAAAAIU/azjwWfZ4sL8/s1600/rom%25C3%25A1rio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5569116961262061250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 131px; CURSOR: hand; HEIGHT: 76px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/TUl6XqygxsI/AAAAAAAAAIU/azjwWfZ4sL8/s320/rom%25C3%25A1rio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi esta semana. Ainda na segunda-feira. Eu vi. A coisa não estava sacramentada. Faltava o cerimonial, o juramento. Mas o baixinho já estava lá... na imensidão dos prédios oficiais de Brasília. E alinhado. De terno escuro. O jeito de falar, intacto, era o do velho boleiro. Não teve jeito, destoou. Estranho ouvir um político falando com jeito de jogador de futebol. Quem sabe uma mera questão de treino. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Inquirido sobre suas nobres intenções, como sempre costuma acontecer aos deputados, o eterno camisa onze citou as crianças e me fez lembrar do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Pelé&lt;/span&gt;, que segundo definição do próprio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Romário&lt;/span&gt;, calado é um poeta. O que devemos esperar? Discursos recheados de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;gírias&lt;/span&gt;, peixe? Ou é tua intenção mudar de estilo? Não creio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja qual for a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tática&lt;/span&gt;, fique de olho aberto, bem aberto. Há muita coisa em jogo. Muitas crianças, viu? Esse sim é um jogo pra valer. Como você nunca viu. Esqueça o futebol. Futebol não passa de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;esporte&lt;/span&gt; influente.  Olha, poucos são os países deste planeta que poderiam te dar tamanha torcida. E com todos torcendo a favor. Perceba o tamanho do sonho. Da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;responsa&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O macete é ser vigilante. Por que por mais que a gente deseje - e queira - a marcação aí é frouxa, dá mole, não se faz dura como deveria. E esse é o tipo de coisa que amolece a disposição e a moral dos homens. Digo mais. Você acaba de entrar em um reino onde não faltarão espertos querendo te mostrar os tais atalhos pra ganhar o jogo. Mestres em fazer a correria sem se cansar, entende? Pura tentação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Peixe, fica de olho porque essa vida no planalto pode te deixar parecido com os outros homens. Coisa que você nunca foi. Quem te viu em campo sabe bem disso. Dos tantos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;gols&lt;/span&gt; que já vi nessa vida é teu um dos que mais me dão prazer em rever. Brasil e Holanda, 1994. Um avanço rápido pela esquerda. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Bebeto&lt;/span&gt; cruza. A bola vem a meia altura, desenhando uma curva para baixo. Entras em velocidade pelo meio da área. Marcado de perto. De olho na bola. De repente, ela pinga. E você, com um passo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;balé&lt;/span&gt;, intui o momento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;exato&lt;/span&gt; de tocá-la. Com o bico da chuteira, corpo no ar, a manda pro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;gol&lt;/span&gt;. Domínio absoluto da arte.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; Juro que não queria acreditar. Quando o repórter perguntou em quem você iria se espelhar para exercer teu legítimo mandato, por um instante, prendi a respiração. Saíste pela tangente sem deixar um nome sequer. Posso compreender. Não é uma tarefa simples buscar exemplos nesse deserto de ídolos que virou a nossa política. Criteriosamente escolhidos os bem intencionados daí talvez não sejam suficientes para montar um único &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;time&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E mais, Brasília não tem praia. Louvados sejam os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;recessos&lt;/span&gt;. Não esquente, por certo ao redor do Lago &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Paranoá&lt;/span&gt; não faltarão quadras de areia para que possas brincar teu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;futevôlei&lt;/span&gt;. Além disso, a vida, essa sim uma verdadeira caixinha de surpresas, é bondosa, você bem sabe. Portanto, você há de encontrar alguns bons parceiros nessa enorme bancada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não esqueça apenas que aqui fora a onda da torcida continua sendo a mesma. O que a gente quer, e precisa, é de alguém que entre pra valer nas divididas. Como disse o artista, a gente quer é ver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;gol&lt;/span&gt;. Não precisa ser de placa. Ô peixe, o que a gente quer é ver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;gol&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-449635756540899080?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/449635756540899080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=449635756540899080&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/449635756540899080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/449635756540899080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/02/o-peixe.html' title='Ô peixe !'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/TUl6XqygxsI/AAAAAAAAAIU/azjwWfZ4sL8/s72-c/rom%25C3%25A1rio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5557707314513753205</id><published>2011-01-26T17:42:00.002-02:00</published><updated>2011-01-26T17:48:06.511-02:00</updated><title type='text'>E por falar em futebol</title><content type='html'>Um dos segredos do futebol mundo afora pode ter sido o fato de se tratar de uma modalidade que nos permite, ou permitiu, ir muito além do deleite visual e do resultado. Há em torno desse que é tido como o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;esporte&lt;/span&gt; mais popular do planeta toda uma aura teórica, uma discussão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;infinda&lt;/span&gt; que o transforma, também, num divertimento mental. Algo que nem mesmo as mais clássicas provas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;esporte&lt;/span&gt; tiveram direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o mais correto seja até dizer delírio mental tendo em vista as conversas travadas por aí. O fato é que, claramente, discutir o futebol passou a ser tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;prazeroso&lt;/span&gt; quanto assisti-lo. E do jeito que as coisas andam não tardará o dia em que a discussão será mais interessante do que o próprio jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse raciocínio pode servir de explicação para algo muito comum entre aqueles que têm como ofício interpretar, dissecar o futebol: O fato de que não há opinião que faça o sujeito mudar de ideia sobre o que viu ou pensa que viu. A visão que as pessoas passaram a ter sobre o jogo virou algo tão pessoal, que pouco adianta tentar usar o bom senso para mostrar outras possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que interessa é o que o cara acha que viu e ponto. Cismou que não foi penalti ? Que o lateral do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;time&lt;/span&gt; dele é um perna de pau? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Ih&lt;/span&gt;! Não haverá teoria, raciocínio ou número capaz de salvá-lo de tal condenação. E ficamos assim, uns tentando convencer os outros do que acreditam ter visto no gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me incomoda é que muitas vezes a sensação que tenho é a de que fazer o próprio ponto de vista valer passou a ser uma questão de honra. E está aí um combustível poderoso para discussões idiotas, mal pensadas, mal criadas. Há ainda um outro aspecto que me chama a atenção. No papo, assim como na hora de jogar bola, o sujeito se revela, não tem jeito. Estar com o futebol na ponta da língua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;escancara&lt;/span&gt; a alma do cidadão tanto quanto uma pelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro detalhe é o interesse das pessoas por opiniões. A cada dia a opinião parece triunfar sobre a notícia. O sujeito abre o jornal e vai logo procurando os colunistas. Não quer se informar, quer o duelo mental com quem escreveu, seja pra concordar ou não. É possível, inclusive, que este seja até o motivo de eu estar tendo a honra da sua leitura neste &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;exato&lt;/span&gt; momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ter sido sempre assim, não descarto essa possibilidade, mas a minha aposta é a de que este modo de agir cresce a olhos vistos. Na maior parte das vezes a discussão tem como ponto de partida uma opinião dada por alguém e não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;exatamente&lt;/span&gt; uma notícia ou uma jogada. Os lances &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;polêmicos&lt;/span&gt; é que embaralham um pouco essa maluquice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde já se viu? Elevamos as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;presepadas&lt;/span&gt; dos juízes ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;estrelato&lt;/span&gt;, mas não damos o mesmo tratamento a uma bola bem colocada entre as pernas do adversário. Não deixamos que os bons dribles que não se transformaram em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;gols&lt;/span&gt; virem manchetes. Precisamos curar um pouco esse nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ludopédico&lt;/span&gt;. Em qualquer campo o excesso de reflexão costuma brigar com aquela atitude mais poética que só pode ser extraída do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; Já basta ter de aturar o cada vez mais reforçado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;time&lt;/span&gt; dos devotos da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;polêmica&lt;/span&gt;. Torço para que a gente use bem este ano que está só começando e torço também para que as nossas estrelas, repatriadas ou não, sejam capazes de fazer o jogo muito mais nobre do que a nossa conversa sobre ele. Como diria Nelson Rodrigues, não sei se me faço entender. Será?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5557707314513753205?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5557707314513753205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5557707314513753205&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5557707314513753205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5557707314513753205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2011/01/e-por-falar-em-futebol.html' title='E por falar em futebol'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5675874279773698856</id><published>2010-12-16T19:41:00.002-02:00</published><updated>2010-12-16T19:48:53.309-02:00</updated><title type='text'>A arte da intuição</title><content type='html'>Em matéria de futebol há uma coisa que sempre me deixou intrigado.E agora que a temporada chegou ao fim vou aproveitar a deixa pra colocar o assunto em campo. A bola não está rolando mesmo. Os que me conhecem podem ficar até com a impressão de que este é um texto feito em causa própria. Não lhes tiro a razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que sempre percebi entre os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;profissionais&lt;/span&gt; que me cercam uma certa falta de habilidade para adivinhar resultados de jogos. Não falo da capacidade de análise. Conheço figuras que fazem um raio x de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;time&lt;/span&gt; de futebol com uma profundidade e com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;embasamento&lt;/span&gt; de arrepiar. Mas na hora de cravar o resultado do jogo a teoria não se comprova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De minha parte, inclusive, conheço muitos jornalistas que jogam na loteria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;esportiva&lt;/span&gt;, mas não tenho notícia de que algum deles tenha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;faturado&lt;/span&gt; algo. Compreendo que o segredo nesses casos convém, mas duvido que o sujeito iria perder a chance de contar o feito para, secretamente, se deliciar com o fato de ter sido capaz de antever o que iria acontecer nos quatorze jogos listados. Não teria sido uma simples sequência de chutes. Jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, conheço algumas figuras que nada têm a ver com o futebol e que causam assombro com essa capacidade. Conheço um sujeito, por exemplo, que certa vez fez todo mundo rir quando disse que o Flamengo, apesar da vantagem, não iria segurar o América do México em pleno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Maracanã&lt;/span&gt;. E não é que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Mengo&lt;/span&gt; levou um tremendo de um chocolate e os rubro-negros ainda hoje se lembram bem de um tal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Cabañas&lt;/span&gt;? Os descrentes dirão se tratar de uma obra do acaso. Pois fiquem sabendo que o cara, um engenheiro, antes disso, já tinha acertado umas três ou quatro do mesmo tipo. Onde estava este fatídico salto alto que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;nenhum&lt;/span&gt; dos especialistas que conheço foi capaz de enxergar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico cada vez mais com a impressão de que muita teoria, muita informação, anula o nosso sexto sentido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ludopédico&lt;/span&gt;. Sei que esse "nosso" será combatido, pois muitos não terão coragem de se irmanar comigo nessa deficiência &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;interpretativa&lt;/span&gt; do que estará estampado no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;placar&lt;/span&gt; quando a partida chegar ao fim. Não é de hoje que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;time&lt;/span&gt; dos humildes tem elenco menos numeroso do que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;time&lt;/span&gt; dos metidos a visionários do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;score&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale dizer também que o que me levou a escolher este tema foi uma matéria que li dias atrás na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;internet&lt;/span&gt;. Ela dizia que os capitães dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;times&lt;/span&gt; brasileiros da primeira divisão, como videntes, tinham se revelado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ótimos&lt;/span&gt; jogadores. Dos vinte atletas ouvidos no início do Campeonato nenhum deles foi capaz de apontar o Fluminense como campeão. E apenas um, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;zagueiro&lt;/span&gt; William do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;, apontou o Jonas, do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Grêmio&lt;/span&gt;, como artilheiro do torneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá certo que nesse caso o grau de dificuldade é muito maior. Mas se trata de gente que vive o futebol, de gente que conhece bem os seus meandros, e que mesmo assim parece não ter sido capaz nem ter de desconfiar do que o futebol reservava. É por essas e outras que eu acredito que, muitas vezes, só a intuição pura decifra o jogo. Vai apostar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5675874279773698856?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5675874279773698856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5675874279773698856&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5675874279773698856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5675874279773698856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/12/arte-da-intuicao.html' title='A arte da intuição'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3584009500984688927</id><published>2010-12-03T13:10:00.002-02:00</published><updated>2010-12-03T13:17:23.816-02:00</updated><title type='text'>A bola está com os astros</title><content type='html'>Foi antes da penúltima rodada. Ele passou por mim, quando todo mundo já dava como certo que o Palmeiras não faria o menor esforço pra complicar a vida do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Flu&lt;/span&gt; e, com o olhar limpo de quem se ampara nos astros, fez a profecia de que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Felipão&lt;/span&gt; era de escorpião, tipo de gente que leva a moral em conta. Disfarçadamente garantia ali que o duelo não seria a moleza que muitos previam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dirão que está aí um belo exemplo de que até os astros podem ser driblados. Ou não? Estaria mesmo traçado o nosso destino? E aquele chute em curva do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Dinei&lt;/span&gt;? Seria prova disso, ou prova de que essa coisa de entregar o jogo é história pra boi dormir? Cada um com sua crença. O fato é que o papo me deixou curioso pra saber o que o cara podia tirar dos astros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Silviano&lt;/span&gt;, companheiro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;redação&lt;/span&gt;, torcedor do São Paulo e místico por natureza. Não resisti. Resolvi convidar o sujeito para fazer uma prévia leitura da derradeira rodada do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Brasileirão&lt;/span&gt;. Escrevi num pedaço de papel o nome e a data de nascimento de alguns personagens. Sugeri, não uma previsão, mas um perfil rápido. E não é que o sujeito topou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou no dia seguinte com o papel todo rabiscado. Ao me ver, abriu o sorriso e avisou que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Muricy&lt;/span&gt; estava com tudo. Sagitário e cabra - no horóscopo chinês - o técnico do Fluminense estaria vivendo um ano de dádivas, ainda que confusas. De início cravou que seria o campeão, depois pensou melhor e disse que o escorpião (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Mancini&lt;/span&gt; ) é o inferno astral do sagitário ( &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Muricy&lt;/span&gt;). Completou dizendo que o treinador do tricolor das &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;laranjeiras&lt;/span&gt; poderá num futuro breve acabar na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;seleção&lt;/span&gt;. Foi assim que ele interpretou a possibilidade de novos e proveitosos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;contatos&lt;/span&gt; ditados pela astrologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o duelo entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Grêmio&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Botafogo&lt;/span&gt; vislumbrou que o quarto lugar do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Brasileirão&lt;/span&gt; ficará com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;virginiano&lt;/span&gt; Renato Gaúcho. Não sem antes avisar que o cara é tigre no horóscopo chinês. E de acordo com o nosso astrólogo convocado, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;capricorniano&lt;/span&gt; Joel Santana, rato no chinês, é um cara muito sensível e, apesar de viver um ano bom, será &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;afetado&lt;/span&gt; por um ambiente que não é dos melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Vagner&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Mancini&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Arthur&lt;/span&gt; Neto, técnicos do Guarani e do Goiás, fez questão de dizer que os dois estão sob muita pressão. Mas traduziu o sinal de progresso no lado técnico da profissão como uma possibilidade de triunfo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;goiano&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Sulamericana&lt;/span&gt;. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Tite&lt;/span&gt;? Claro! Classificou o treinador &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;corintiano&lt;/span&gt;, que é boi no chinês, como um visionário, que atravessará um período difícil mas será capaz de perseverar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei também pra pedir alguma luz sobre a partida que irá revelar o último rebaixado da série A, Vitória e Atlético &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Goianiense&lt;/span&gt;. A sentença foi de que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Antonio&lt;/span&gt; Lopes, técnico do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;time&lt;/span&gt; baiano, tem a qualidade de saber esperar e não ficar nervoso nunca. Mas como se trata de um duelo com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Renê&lt;/span&gt; Simões, ou seja, um duelo entre dois dragões o jogo terminará empatado, o que salvará os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;goianos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, preparem-se, porque a notícia mais bombástica de todas ele deixou pro fim: Washington voltará a marcar! Diz ele que os astros reservam um lucro pro atacante do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Flu&lt;/span&gt; no final do ano. E esse lucro, segundo o místico, seria o reencontro com alegria do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;gol&lt;/span&gt;. Acredite se quiser.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3584009500984688927?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3584009500984688927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3584009500984688927&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3584009500984688927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3584009500984688927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/12/bola-esta-com-os-astros.html' title='A bola está com os astros'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-4750436894459232403</id><published>2010-11-24T17:52:00.002-02:00</published><updated>2010-11-24T17:56:29.118-02:00</updated><title type='text'>Pontos (e corações) corridos</title><content type='html'>Evitar um campeão de ocasião, neutralizar a alta dose de surpresa que o futebol traz no ventre. Não vamos nos iludir, esses foram alguns, mas estão longe de serem os únicos interesses que fizeram a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cartolagem&lt;/span&gt; aceitar a fórmula de disputa que por hora decide o nosso principal campeonato nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo os entendidos no assunto clamaram por ela. Anunciada como a mais justa, a que premia a regularidade, a que enaltece o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;planejamento&lt;/span&gt;. A fórmula em questão, ao ser eleita, foi recebida com honras. Demos adeus a era dos mata-matas de nariz um tanto empinado, com o ar sisudo de quem carrega consigo a certeza de fazer jus a alcunha de moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora que os interessados em outros detalhes do jogo já não têm vergonha de confessar sua saudade dos tempos que ficaram pra trás e o nosso jeito original de encarar as coisas se manifestou, os pontos corridos parecem despidos de qualquer nobreza, de algo que o faça melhor que os outros. Convenhamos, não tardou para que o nosso jeitinho brasileiro desse um colorido todo especial a esse tipo de disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Campeonato Brasileiro de 2010 representa, expressa, o amadurecimento entre nós desse jeito de decretar um campeão. Nele torcemos diferente. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sãopaulinos&lt;/span&gt;, por exemplo, descobriram que nem só a vitória do próprio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;time&lt;/span&gt; é capaz de trazer alegria. E no auge da descoberta nem tiveram receio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;externar&lt;/span&gt; essa euforia, esse entusiasmo pelo triunfo do outro, o que deixou o presidente Lula, digamos, insatisfeito. E não é tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo que vem os são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;paulinos&lt;/span&gt; ainda terão a possibilidade de tirar uma casquinha ao ver o Palmeiras executar sua missão diante do líder Fluminense. Mas não se deixem enganar. Nada disso brota da bendita fórmula eleita. Brota é da gente esse jeito perverso e gostoso de torcer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carregamos as mesmas mazelas e vícios, seja diante dos pontos corridos ou dos mata-matas. A cada campeonato ficamos mais na cara do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;gol&lt;/span&gt; da nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;personalidade&lt;/span&gt;. A cada campeonato nos revelamos mais a nós mesmos. No fundo todo torcedor sabe que essa pretensão da fórmula &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;exata&lt;/span&gt; não existe. O futebol não a permite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azar de quem um dia acreditou que seria possível neutralizar uma fatia qualquer que fosse dessa capacidade de surpreender que faz parte do bate-bola. Restam duas rodadas. Mas quem será capaz de prever tudo o que elas reservam? Aí está a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores, enquanto o futebol respira o improvável nos ronda. Creiam. Nesta hora não há um só &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;corintiano&lt;/span&gt; convencido de que o centenário foi um ano que passou sem título. E também não há nesse mundo torcedor do Fluminense que secretamente não leve em conta essa veia fatal do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade do triunfo é que nos acelera coração. O título só o inunda de alegria, euforia. São coisas diferentes. Emoções outras. Poeticamente falando, nos pontos corridos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;times&lt;/span&gt; aceitam o critério de construir uma obra. No mata-mata também, mas aceitam no fim de tudo colocá-la em jogo. Aceitam provocar a sorte, se expor às surpresas das quais tratamos aqui. Mas a fórmula que nos revira e nos revela como torcida é a mesma sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-4750436894459232403?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/4750436894459232403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=4750436894459232403&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4750436894459232403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4750436894459232403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/11/pontos-e-coracoes-corridos.html' title='Pontos (e corações) corridos'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3615841230842200194</id><published>2010-11-09T17:49:00.002-02:00</published><updated>2010-11-09T17:54:19.047-02:00</updated><title type='text'>É vencer ou vencer</title><content type='html'>Ainda que o encontro no início da semana entre o governador do Estado, o prefeito de São Paulo e o todo-poderoso Ricardo Teixeira não tenha revelado de onde virão os milhões que farão a capacidade do futuro estádio do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; saltar dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atuais&lt;/span&gt; 47 mil lugares para algum número além dos 60 mil, a minha impressão é a de que será muito mais difícil e trabalhoso o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Timão&lt;/span&gt; ganhar o Campeonato Brasileiro do que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;faturar&lt;/span&gt; a abertura da próxima Copa do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaria uma ou outra conquista para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;alvinegro&lt;/span&gt; salvar este tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;cultuado&lt;/span&gt; ano centenário. No caso das duas virarem realidade aí a alma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;corintiana&lt;/span&gt; estará lavada. Uma alegria tão grande que promete fazer os fiéis do Parque São Jorge esquecerem, ao menos por enquanto, essa ausência sofrida de uma conquista continental libertadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em campo, como se não bastassem os adversários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;diretos&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; ainda terá que lidar com a desconfortável sensação de ver o seu destino sendo decidido pelos pés de alguns dos maiores rivais. Isso sem falar nas coisas de ar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt; que vez ou outra garantem ao futebol desfechos inesperados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, muito mais controlada parece andar a coisa no campo político onde o principal adversário tem toda a pinta de já ter sido batido. Além do mais, se Ricardo Teixeira, presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;CBF&lt;/span&gt; e do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Comitê&lt;/span&gt; Organizador Local há tempos vestiu a camisa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;, quem será verdadeiramente capaz de endurecer o jogo? Lula? Não creio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não lembra, o anúncio oficial do futuro estádio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;corintiano&lt;/span&gt; foi feito na véspera do centenário do clube. Notícia de precisão cirúrgica. E quando Lula esteve lá pra ser homenageado, muita gente interpretou o silêncio dele sobre o novo estádio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;alvinegro&lt;/span&gt; como uma desaprovação sobre o rumo que a Copa de 2014 na cidade de São Paulo tomava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse jogo de cartas marcadas o momento ideal para divididas costuma passar &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;rápido&lt;/span&gt;, é breve. E agora que o estádio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;corintiano&lt;/span&gt; virou o representante do Estado para a próxima Copa os descontentes têm pouco a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente estranhou quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Andrés&lt;/span&gt; Sanchez foi anunciado chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo da África. Hoje, só estando muito desatento pra não perceber que essa "convocação" deu frutos. Teixeira tinha mesmo um plano pra ele. Não aceitar isso seria defender a versão de que tudo foi uma conquista de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Andrés&lt;/span&gt;, que com habilidade descomunal convenceu o presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;CBF&lt;/span&gt; a fazer dele o homem que daria um estádio ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;. Coisa que já frequentou a agenda de muita gente graúda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será o preço disso tudo? Isso é que realmente deve importar. Posso estar enganado? Posso. Mas estou convicto de que um dia teremos a resposta. Toda a verdade deixa pistas.&lt;br /&gt;Que a imensa nação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;corintiana&lt;/span&gt; desfrute de toda a alegria possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3615841230842200194?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3615841230842200194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3615841230842200194&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3615841230842200194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3615841230842200194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/11/e-vencer-ou-vencer.html' title='É vencer ou vencer'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6258254292306452800</id><published>2010-10-28T17:04:00.002-02:00</published><updated>2010-10-28T17:09:55.385-02:00</updated><title type='text'>Doping! Doping?</title><content type='html'>Nos últimos tempos os casos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;doping&lt;/span&gt; têm sido acompanhados de intimidades. Esquisito. Que dizer do nadador francês &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Fréderick&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Bousquet&lt;/span&gt;, que depois de ter sido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;flagrado&lt;/span&gt; no exame revelou que há oito anos tratava de hemorróidas? Se defendeu dizendo que usava um remédio que não continha o estimulante &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;heptaminol&lt;/span&gt;, mas que por conta de uma crise pouco antes de um torneio em seu país entrou na farmácia, comprou uma outra medicação e a usou sem ler a bula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dramas que provocam risos. Querem outro exemplo? O do velocista norte-americano, La Shaw &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Merritt&lt;/span&gt;, medalha de ouro nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;quatrocentos&lt;/span&gt; metros na ultima olimpíada, que irá amargar uma suspensão muito maior que a de dois meses imposta ao nadador francês. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Merritt&lt;/span&gt; levou um gancho de quase dois anos. E por que? Segundo ele porque andou ingerindo um remédio para aumentar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;pênis&lt;/span&gt;. Um remédio que prometia um aumento "natural" do dito cujo de até vinte e sete por cento. Pelo visto, nem todos os músculos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Merritt&lt;/span&gt; foram capazes de o levar até onde ele pretendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana até a vitória da Alemanha sobre a lendária Hungria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Puskas&lt;/span&gt; na Copa de 54 foi posta em dúvida, depois que um estudo revelou que vários jogadores alemães se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;doparam&lt;/span&gt; com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;injeções&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;pervitina&lt;/span&gt;, uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;metanfetamina&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;dopante&lt;/span&gt;. Segundo a pesquisa eles acreditavam que se tratava de vitamina C. Vai saber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a cena mais explícita de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;doping&lt;/span&gt; eu testemunhei dia desses. E essa ninguém me contou. Eu vi. A pelada corria solta na areia da praia. Próximo de uma das traves um verdadeiro amontoado de jogadores me chamou a atenção. Parei pra ver. Estavam todos ali na ânsia de ter nos pés uma bola que poderia vir da esquerda. Exemplo puro de futebol passional, com todo mundo achando que podia resolver a parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restavam do outro lado do campo, claro, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;goleiro&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;time&lt;/span&gt; que não estava sendo atacado e um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;zagueiro&lt;/span&gt;, que vestia uma camisa três azul celeste. Um senhor de bigode imponente e muitos cabelos brancos a sugerir respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até achei normal quando ele olhou para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;barraquinha&lt;/span&gt; - que se encontrava pouco depois da linha lateral - e fez um sinal com as mãos. Imaginei, de imediato, que tinha acusado o golpe do calor e pedido uma garrafa de água. Segui, distraído, com os olhos na contenda e quase não acreditei quando o cara da barraca se aproximou com um copo nas mãos. Água? Que nada! Ele tinha mandado era preparar uma batida de maracujá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediu os movimentos da rapaziada atrás da bola, o bolo perto da área adversária estava formado mais uma vez. Enfim, o momento era perfeito para o bote. Apertou o passo. Tomou o copo de plástico das mãos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;barraqueiro&lt;/span&gt;, dispensou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;canudinho&lt;/span&gt; e mandou pra dentro um gole robusto. Como percebeu que ainda tinha mais tempo. Tornou a apreciar a bebida. E não me venham falar em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;isotônicos&lt;/span&gt;. Voltou pra posição mais feliz do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou perder tempo esmiuçando a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;atuação&lt;/span&gt; dele depois disso, porque a essa altura vocês poderão achar que uma possível falta de classe para tratar a bola poderia ser resultado dessa prática, digamos, liberal. Puro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;doping&lt;/span&gt;? Pode até ser. Mas um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;doping&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;charmoso&lt;/span&gt;. Sem a intenção de vencer ninguém. Pelo contrário, talvez o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;descompromissado&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;zagueiro&lt;/span&gt; saiba muito bem que essa prática pode deixá-lo mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;suscetível&lt;/span&gt; a derrota. Mas de que vale uma vitória sem prazer? Que vida boa essa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;zagueirão&lt;/span&gt; lá da praia. Sem ter que dar satisfação pra ninguém. Não é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6258254292306452800?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6258254292306452800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6258254292306452800&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6258254292306452800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6258254292306452800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/10/doping-doping.html' title='Doping! Doping?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1228151705755299195</id><published>2010-10-21T17:06:00.003-02:00</published><updated>2010-10-21T17:34:28.647-02:00</updated><title type='text'>Da vida dos Reis</title><content type='html'>Da vida dos Reis costuma-se exaltar os grandes feitos, o conforto, as facilidades da nobreza, as muitas mordomias. Tudo normal, quando o mundo, de tanto girar, fez desses nobres personagens fáceis. Que Reis nos sobraram? O Juan Carlos, da Espanha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não se fala é que ao longo da história grande parte dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Reis&lt;/span&gt; não teve vida fácil. Morriam cedo. Muitos passaram a maior parte da vida em meio a batalhas ferozes, dormindo em camas de campanha, cercado de homens e de uma realidade imunda. Assim, e só assim, conseguiam reafirmar a condição de líderes e manter a honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Metaforicamente&lt;/span&gt; com o Rei do Futebol não foi diferente. Lembro que dez anos atrás, quando completava sessenta anos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Pelé&lt;/span&gt; concedeu uma entrevista a uma rádio. Depois de cumprir o compromisso por lá, se entregou a um bate-papo em clima amistoso, como sempre, com os jornalistas que naquele dia tinham a missão de ouvi-lo e, mais importante, tinham a informação de onde ele estaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo também que no final do encontro, quando o pessoal já dispersava, eu, e se não me engano, o Luciano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Faccioli&lt;/span&gt;, estendemos um pouco a conversa e tomamos a liberdade de brincar com o fato de sua majestade não ter um único fio de cabelo branco. Usaria o rei uma tintura? Nada como estar diante de um Rei "diferente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, perto de completar setenta anos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Pelé&lt;/span&gt; decidiu não falar. Quantas perguntas sobre o tema fariam sentido? Sinto, porque por outro lado, a idade costuma dar aos homens uma lucidez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;impressionante&lt;/span&gt;. Além do mais, uma chance a menos de falar com o Rei será sempre uma chance a menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas queria dizer que parte dessa lucidez percebi na entrevista que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Pelé&lt;/span&gt; concedeu na última sexta durante o lançamento de um programa educacional-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;esportivo&lt;/span&gt;. Disse, por exemplo, que chegou a dizer pra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Neymar&lt;/span&gt; que " o dom do futebol a gente ganhou de Deus. Mas o resto é a gente que tem que cuidar. A gente tem que cuidar da condição física".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como li certa vez, se a gente pudesse aprender com a cabeça dos outros deixaria de dar várias cabeçadas nessa vida. Mas já vivi o suficiente para perceber que, entre aqueles que viram essa lenda dos gramados de perto, a condição física dele, inata ou não, foi um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;fator&lt;/span&gt; que o colocou na frente de todos os outros. Portanto, fica aí a dica, que serve até para os cabeças-de-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;bagre&lt;/span&gt; irem um pouco além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho até que isso pode explicar aquela ausência de cabelos brancos nessa divindade. Há quem diga ainda que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Pelé&lt;/span&gt; foi muito ajudado pelo fato de ter brilhado em uma época em que a televisão já se fazia presente. Não entro nessa. Se pouco vi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Pelé&lt;/span&gt;, imagina os que vieram antes dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito os homens pela história que deixam. Não é fácil construí-las. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Pelé&lt;/span&gt;, quem sabe, desta vez, ciente disso decidiu dar um drible nessa invenção maluca que leva tudo de bom e de ruim para dentro da nossa casa. Pobre dos que não sabem usá-la com moderação. O que sei do Rei é que poucas vezes na vida encontrei alguém com tamanha capacidade para lidar com a fama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, quando o Santos inaugurava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;CT&lt;/span&gt; ali perto da Santa Casa de Santos, depois de perceber que o "homem" iria chegar e não havia uma bola no lugar. Sim, o centro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;treinamento&lt;/span&gt; estava sendo erguido. Perto do desespero, implorei a um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;guri&lt;/span&gt; que se amontoava entre os fotógrafos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;cinegrafistas&lt;/span&gt; para que arrumasse uma bola. O menino deu conta do recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Rei chegou, olhou aquela multidão de sedentos por imagens e declarações, mirou o sol, e decretou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Quem está com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;câmeras&lt;/span&gt; vai pra lá. A luz tá melhor pra lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordenou que todos se posicionassem atrás de um dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;gols&lt;/span&gt;. E com a bola debaixo de um dos braços caminhou lentamente até a linha imaginária do meio de campo, que também não existia. Colocou a bola no chão e veio com ela dominada, narrando sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;trajetória&lt;/span&gt; até o chute derradeiro. Finalizou dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Lá vai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Pelé&lt;/span&gt;! É &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;gol&lt;/span&gt;!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi ao fundo da rede, pegou a bola e saiu dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O primeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;gol&lt;/span&gt; aqui nesse lugar foi eu que fiz! Isso ninguém vai tirar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu nunca mais esqueci como era diferente de tudo ver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Pelé&lt;/span&gt; fazer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;gol&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1228151705755299195?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1228151705755299195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1228151705755299195&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1228151705755299195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1228151705755299195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/10/da-vida-dos-reis.html' title='Da vida dos Reis'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-211234133607364130</id><published>2010-10-14T16:34:00.001-03:00</published><updated>2010-10-14T16:37:30.877-03:00</updated><title type='text'>Técnico ganha jogo?</title><content type='html'>Quantas pessoas você conhece que têm um treinador como ídolo? Será que eles são tão importantes assim? Veja, não se trata de diminuir a importância de figuras como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Telê&lt;/span&gt; Santana e outros. Faço as perguntas tentando dividir com vocês uma reflexão sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;frenesi&lt;/span&gt; que envolveu a chegada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Carpeginai&lt;/span&gt; ao São Paulo e, mais recentemente, a saída de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Adilson&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Batista&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;time&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou correr do lugar comum, até porque se a pergunta soa banal, sua resposta há tempos provoca profundas reflexões em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;botecos&lt;/span&gt;, mesas redondas e afins. Afinal, técnico ganha jogo? Não! Como ouvi certa vez de um pragmático que tinha o cotovelo apoiado no balcão. "Técnico só ganharia jogo se entrasse em campo. Como não entra, não ganha!". Vai discordar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que ganhando, ou não, a importância deles é incontestável. Só sendo importante pra receber quase, ou meio, ou mais de um milhão de reais por mês. Não quero com isso dizer que não merecem cada centavo que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;faturam&lt;/span&gt;, mas quero apontar o que considero a grande virtude de um treinador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diria que um grande treinador é aquele que sabe como funciona o universo da bola e, principalmente, como os homens lidam e se comportam quando estão dentro dele. Isso explica porque nem sempre grandes jogadores se tornam grandes treinadores e porque pernas-de-pau nacionalmente conhecidos acabam sendo vistos como grandes estrategistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma tendência, que me parece cada vez mais forte, de reduzir toda a complexidade do futebol a esquemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;táticos&lt;/span&gt;. Na última sexta-feira, durante a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;coletiva&lt;/span&gt; que concedia a um grupo considerável de jornalistas, o treinador do São Paulo, Paulo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Cesar&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Carpegiani&lt;/span&gt;, enquanto respondia a uma dessas questões &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;táticas&lt;/span&gt;, não mediu palavras. Foi enfático ao avisar o autor da pergunta que não era "apegado a esquemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;táticos&lt;/span&gt;, essas coisas" e que para ele  mais importante que isso era o posicionamento do jogador em campo. Mas ninguém se interessou em fazer daquilo uma oportunidade pra mudar o rumo da prosa e o papo seguiu o curso de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso envolvendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Adilson&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Batista&lt;/span&gt;, a questão é outra. Por mais que tentem sinalizar que o problema passava pelo lado inventivo do treinador, muita coisa me faz crer que questões  distantes dos esquemas e das teorias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;táticas&lt;/span&gt; levaram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Adilson&lt;/span&gt; a jogar a toalha. Os desfalques? A necessidade de improvisar? Sim, tudo isso fez parte da receita que o fez durar pouco mais de dois meses no comando do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;time&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, na minha modesta opinião, foram as questões humanas que provocaram a saída. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Adilson&lt;/span&gt; se recusou a conversar com a torcida, por exemplo. Dizem que silenciosamente respondeu essa intimidação com uma ousadia disfarçada, colocando em campo todos os jogadores condenados pela voz que dizia falar em nome dos que frequentam a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;arquibancada&lt;/span&gt;. Técnico ganha jogo? Não. Mas na minha opinião valem mais aqueles que uma vez perdido o jogo fazem questão de salvar a honra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-211234133607364130?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/211234133607364130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=211234133607364130&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/211234133607364130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/211234133607364130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/10/tecnico-ganha-jogo.html' title='Técnico ganha jogo?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2270492417481503503</id><published>2010-09-29T17:23:00.002-03:00</published><updated>2010-09-29T17:26:36.411-03:00</updated><title type='text'>Que jogo é esse?</title><content type='html'>Nestes tempos de jogo pesado a semana começou com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;baita&lt;/span&gt; contra-ataque da imprensa, cansada das entradas duras desferidas pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;time&lt;/span&gt; que está ganhando. E ganhando bem. Vocês viram? Sabe como é, quando a partida esquenta sempre aparecem aqueles que acreditam que a história de ganhar no grito pode fazer algum sentido. Quase todo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;time&lt;/span&gt; tem esse tipo de sujeito, ou alguém chegado a tramas, a ardis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o caso vale destacar que o que pesou mesmo para deixar o ambiente tenso foi a já conhecida rivalidade histórica. Coisa de muitos anos. Trata-se de um clássico mundial. E sempre com um dos lados batendo mais, disso não podemos esquecer. Prestem atenção. Falo de um jogo pra valer, desses de acabar com a ilusão, desses que podem nos imputar derrotas irreparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pudera todo o peso da vida ser o da torcida que vê seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;time&lt;/span&gt; cair, pudera. A vida não é feita de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;gols&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Gols&lt;/span&gt; são apenas enfeites desse nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; duro. A vida é mais, e o dia da grande decisão se aproxima. Esquentar o clima, nessas horas, sempre vai interessar a alguém. Já sinto no ar aquele burburinho que costuma incendiar as grandes pelejas. Sei que tremularão as bandeiras, que gritarão os mais entusiasmados, os mais fanáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia está aí. No domingo, de preferência antes do futebol, terás que escalar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;time&lt;/span&gt;, meu amigo. Dizer quais são os que você levaria a campo. Pra mim, tarefa das mais difíceis. E pensar que ainda tem técnico por aí reclamando do elenco que tem pra trabalhar. Há tempos olho a lista dos relacionados e nenhuma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;escalação&lt;/span&gt; que imagino me traz a sensação de dar conta do recado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hora, cá estou, com essas seis camisas na mão, imaginando quais seriam os melhores para cada posição, sem saber direito a quem entregá-las. Mais hei de usar o tempo que me resta para pensar numa boa maneira de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atuar&lt;/span&gt;, numa boa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;tática&lt;/span&gt;. Como se não bastasse tão exigente tarefa, ainda tenho aqui na garganta aquele empate por cinco a cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que empate? Aquele em que o juiz não soube o que fazer, não decretou prorrogação, nem o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;gol&lt;/span&gt; de ouro, muito menos uma disputa por &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;penaltis&lt;/span&gt;. Nada! Não houve ganhador em tão solene confronto. Ficamos assim, sedentos de uma decisão suprema, com esse intrigante &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;placar&lt;/span&gt; rondando nossas cabeças. Com essa possibilidade de vitória em aberto, nos deixando ansiosos, nos frustrando. Talvez não valha a pena esquentar a cabeça. Com o que vale?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só mais um caso de regulamento mal redigido. Ou mais um descaso. Deveriam ter pensado em chamar o cara que fez o regulamento da Série D. Talvez estranhássemos a proposta, mas ficar sem saber quem ganhou, isso jamais. Vamos pensar que se tratou, ao menos, de um marcador muito sugestivo. Afinal, qual seria o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;placar&lt;/span&gt; para um duelo entre fichas sujas e fichas limpas? Empate? É provável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol será sempre essa eterna caixinha de surpresas, enquanto nessa vida absurda que se desenrola além das quatro linhas nada mais há de nos surpreender. O jogo é duro, sempre foi, quem é do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;time&lt;/span&gt; sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2270492417481503503?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2270492417481503503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2270492417481503503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2270492417481503503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2270492417481503503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/09/que-jogo-e-esse.html' title='Que jogo é esse?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8210857592541111224</id><published>2010-09-15T18:46:00.013-03:00</published><updated>2010-09-15T19:05:04.031-03:00</updated><title type='text'>Uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/TJE_iJQTGyI/AAAAAAAAAH0/uagYKLEHrLg/s1600/valck+e+teixeira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517260874337950498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 194px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/TJE_iJQTGyI/AAAAAAAAAH0/uagYKLEHrLg/s320/valck+e+teixeira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/TJE_clcuZQI/AAAAAAAAAHs/-PY_p1R9jiA/s1600/apo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517260778827048194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/TJE_clcuZQI/AAAAAAAAAHs/-PY_p1R9jiA/s320/apo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;************************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O secretário-geral da FIFA, Jérome Valcke, em sua recente visita ao país afirmou:&lt;br /&gt;" Posso dizer que a FIFA está contente com o trabalho". Precisava? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A foto é de Luiz Mello/O Dia&lt;br /&gt;Na outra imagem Lula tinha acabado de assinar a MP que cria a APO &lt;/div&gt;&lt;div&gt;(Autoridade Pública Olímpica). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8210857592541111224?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8210857592541111224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8210857592541111224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8210857592541111224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8210857592541111224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/09/uma-imagem-vale-mesmo-mais-do-que-mil.html' title='Uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/TJE_iJQTGyI/AAAAAAAAAH0/uagYKLEHrLg/s72-c/valck+e+teixeira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-4358546710302929737</id><published>2010-09-15T13:16:00.000-03:00</published><updated>2010-09-15T13:19:13.757-03:00</updated><title type='text'>Quem entende o futebol ?</title><content type='html'>Pobre de quem pensa ser capaz de decifrar o futebol. Vai por mim. Outro dia, nem bem o sol tinha raiado, um sujeito na padaria, ao me ver saboreando um café com leite - ponto de partida pra premeditar uma maneira de encarar o batente - mandou na lata, sem nem mesmo ter o zelo de fazer um singelo "bom dia" de prefácio, nada disso, baixou na área incorporando o melhor estilo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;beque&lt;/span&gt;-de-fazenda e cravou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Como é que você explica o São Paulo, caindo aos pedaços, em crise, empatar com o Fluminense, a sensação do Campeonato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumado com as armadilhas impostas pelo ofício, contido, respondi a traiçoeira pergunta com um sorriso discreto e, acima de tudo, silencioso. Era cedo demais pra aceitar um desafio teórico dessa magnitude. Mas a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tática&lt;/span&gt; falhou. O sorriso e o silêncio não bastaram. Apelei, então, para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;simplicidade&lt;/span&gt; e, colocando na frase um tom de despedida, sugeri:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ O São Paulo jogou bem e o Fluminense estava longe de ser aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra meu alívio o inquisidor matutino se deu por satisfeito e seguiu seu caminho. Hoje, algumas rodadas depois, fico eu aqui tentando adivinhar o que ele anda pensando sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;time&lt;/span&gt; armado por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Muricy&lt;/span&gt;, principalmente, depois da derrota para o Guarani. Ainda bem que ele não me pediu para decifrar a goleada do Atlético &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Goianiense&lt;/span&gt;, então lanterna, sobre o Palmeiras de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Felipão&lt;/span&gt;, nem para lhe dizer a razão que faz o Atlético Mineiro de Diego &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Souza&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Ricardinho&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Tardelli&lt;/span&gt;, patinar nas mãos de Luxemburgo. Ou ainda, esclarecer os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;tropeços&lt;/span&gt; do Barcelona e do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Milan&lt;/span&gt; diante de adversários modestos muito além das nossas fronteiras. A zebra é uma possibilidade mundial, senhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que esta semana nem bem tinha começado e eu me vi, de novo, diante de uma outra "casca de banana" &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ludopédica&lt;/span&gt;? Com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; na cola do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Flu&lt;/span&gt;, a charada da vez era a seguinte: Qual deles é o melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Jucilei&lt;/span&gt;, volante do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;timão&lt;/span&gt;, já faz algum tempo, ajudou a ecoar o debate ao dizer que o melhor elenco estava no Parque &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;São&lt;/span&gt; Jorge. Nessa também não caio. Falar em elenco é amplo demais. Topo a parada, mas me dou o direito de não tornar esse duelo muito pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;gol&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Julio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Cesar&lt;/span&gt; pode não ter a experiência de Fernando Henrique, mas tem dado conta do recado. Vejo aí certa igualdade. O mesmo serve para a defesa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Willian&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Chicão&lt;/span&gt; têm entrosamento e maturidade, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Gum&lt;/span&gt; tem mostrado ser um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;zagueiro&lt;/span&gt; acima da média. Se eu fosse montar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;time&lt;/span&gt; e tivesse que escolher os laterais de um ou de outro, ficaria com os do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de campo a briga é boa. Isso quando se trata da parte criativa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Deco&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Conca&lt;/span&gt; desequilibram. Já quando se trata de volantes fico com os comandados por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Adilson&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Batista&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ataque não tem jeito, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;time&lt;/span&gt; das Laranjeiras leva ampla vantagem. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Emerson&lt;/span&gt; é, ou foi (quem sabe?) um dos segredos do sucesso do tricolor carioca. Fred, em perfeitas condições de jogo, é respeitável. Assim como é impossível negar em Washington a vocação para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;gol&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é bom lembrar que a briga pelo título brasileiro deste ano, a meu ver, está muito além. Não descarto o Cruzeiro, nem mesmo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Inter&lt;/span&gt;. Duvido um tanto da capacidade competitiva do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Botafogo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sou adivinho, nem alimento a arrogância de achar que é possível saber tanto de futebol a ponto de antecipar surpresas. Fosse assim naquele dia, na padaria, estaria com a resposta na ponta da língua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-4358546710302929737?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/4358546710302929737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=4358546710302929737&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4358546710302929737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4358546710302929737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/09/quem-entende-o-futebol.html' title='Quem entende o futebol ?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2531326189506668953</id><published>2010-08-26T18:03:00.002-03:00</published><updated>2010-08-26T18:05:50.590-03:00</updated><title type='text'>Torcer é um tipo de esperança</title><content type='html'>Eu sei que a maioria sempre acha que por trás de cada palavra dita ou escrita por um jornalista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;esportivo&lt;/span&gt; está a paixão dele por um clube. Mas não temo tais acusações e, por isso, voltarei ao assunto. Faço questão de deixar aqui registrada a minha torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o momento em que o presidente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;santista&lt;/span&gt; anunciou que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Neymar&lt;/span&gt; ficaria torço para que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;projeto&lt;/span&gt; dê certo. Por puro amor ao futebol. Nada a ver com clubes, distintivos, história pessoal. Penso simplesmente no bem que o sucesso da empreitada poderá nos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do lance mais a favor do nosso futebol desde que o Palmeiras em meados de 2009, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;inflado&lt;/span&gt; pela possibilidade de voltar a ser campeão brasileiro, anunciou que não venderia nem Diego &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Souza&lt;/span&gt;, nem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Cleiton&lt;/span&gt; Xavier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o tempo passou e os acontecimentos no Parque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Antártica&lt;/span&gt; fizeram muita gente questionar a atitude. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;time&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;alviverde&lt;/span&gt; deixou escapar o título e, para trauma geral, até a vaga na Libertadores. A torcida bufou, com razão. O elenco acusou o golpe. A vida seguiu. A prometida volta por cima demorou e a paciência da torcida chegou ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Souza&lt;/span&gt; perdeu a classe, foi afastado, e não é demais dizer que precisou sair pela porta dos fundos nos idos do último mês de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;junho&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Cleiton&lt;/span&gt; Xavier, que a essa altura estava longe de ser visto com o respeito e a admiração de antes, acabou vendido para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Metalist&lt;/span&gt;, da Ucrânia, pouco mais de duas semanas depois. A dupla, outrora vista como a grande arma do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;time&lt;/span&gt;, acabou numa gelada. O caminho para trazer de volta a euforia e a fé no futuro tem custado muito caro ao Palmeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essas e outras que digo que é preciso torcer para que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;projeto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;santista&lt;/span&gt; tenha um desdobramento favorável. Caso a coisa não saia como o esperado as acusações de que o Santos rasgou dinheiro serão inevitáveis. E pior, terá ido por água abaixo o sonho de um dia poder lutar contra os milhões disparados constantemente pelas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;super potências&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;econômicas&lt;/span&gt; do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o presidente do Clube do 13, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Fabio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Koff&lt;/span&gt;, ligou para elogiar o mandatário &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;santista&lt;/span&gt;. Até o Lula, na segunda, deu um jeito de se aproximar e tirar uma casquinha dessa boa imagem tão corajosamente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;construída&lt;/span&gt;. Louvável.  Mas pouco restará se o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;projeto&lt;/span&gt; não vingar, se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Neymar&lt;/span&gt; não for negociado por números que justifiquem tanto sonho, ou se deixar de ser em campo esse menino audacioso, de golas levantadas, como que a avisar que ali está um talento ímpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Neymar&lt;/span&gt; continuar sendo esse que se viu no gramado da Vila no último domingo, à vontade com a sua missão, se os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;projetos&lt;/span&gt; de marketing tiverem suas cifras aumentadas, se o lucro for maior na hora da partida, se o Santos resgatar um pouco daquela imagem de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;time&lt;/span&gt; que um dia perambulou pelo planeta se exibindo, aí não vai faltar quem queira copiar a fórmula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nós, amantes do futebol, com nossas preferências seja lá por que clube for, teremos muito a comemorar. Eu disse, eu disse, torcer é um tipo de esperança.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Artigo escrito para o jornal " A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Tribuna&lt;/span&gt;", Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2531326189506668953?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2531326189506668953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2531326189506668953&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2531326189506668953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2531326189506668953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/08/torcer-e-um-tipo-de-esperanca.html' title='Torcer é um tipo de esperança'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-691057483185138684</id><published>2010-08-19T12:59:00.002-03:00</published><updated>2010-08-19T13:06:04.993-03:00</updated><title type='text'>A nossa moeda</title><content type='html'>Desde que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;seleção&lt;/span&gt; brasileira recheada de juventude brilhou as páginas dos cadernos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;esporte&lt;/span&gt; amanhecem ainda mais cheias de cifras retumbantes. Milhões de euros têm sido oferecidos. Nem bem o gramado do bilionário estádio de Nova &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Jérsey&lt;/span&gt; tinha sido colocado às escuras e o quase &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;anônimo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;zagueiro&lt;/span&gt; David &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Luiz&lt;/span&gt; fazia o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Chelsea&lt;/span&gt; se dispor a tirar dos cofres vinte e sete desses milhões estrangeiros que andam voando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamanho é o desejo de consumo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;time&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Stamford&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Bridge&lt;/span&gt; que o Santos ameaçou se refugiar na mediação da FIFA. David &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Luiz&lt;/span&gt; ainda não foi, mas a esquadra inglesa do russo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Abramovich&lt;/span&gt;, cuja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;trajetória&lt;/span&gt; parece &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;saída&lt;/span&gt; de um filme &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;holywoodiano&lt;/span&gt; sobre mafiosos - subiu a proposta para trinta e cinco milhões, isso depois de torrar outros vinte e dois milhões de euros e levar o "nosso" Ramires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números sugerem que essas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;transações&lt;/span&gt; alimentam um mercado saudável. Pura ilusão! Os clubes espanhóis estão falidos, os clubes ingleses passam de mão em mão, o Campeonato Italiano exibe um módico resquício de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;glamour&lt;/span&gt;. Mas o futebol é sedutor e, mesmo assim, atrai a todo instante um novo bilionário para o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe pra nós. Sei que não será agradável admitir. A terra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;brasilis&lt;/span&gt; há tempos virou uma espécie de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;escolinha&lt;/span&gt; onde os garotos mais talentosos conquistam o direito de ir buscar fama e fortuna nos "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;times&lt;/span&gt; de cima", leia-se hemisfério norte. Pra sobreviver precisamos vender tantos jogadores por ano. É provável que você já tenha ouvido a frase anterior sair da boca do cartola-mo do seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;time&lt;/span&gt;. Falam na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;sobrevivência&lt;/span&gt; do futebol mas estão preocupados mesmo é em manter suas benesses. O preço dessa manutenção é a brevidade do seu prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquele jogador que você tem em alta conta, aquele que fez a diferença, aquele que te encheu de orgulho durante a temporada ? Aquele que você sempre lembrava na hora de tirar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;sarro&lt;/span&gt; com os amigos? É justamente ele que seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;diretor&lt;/span&gt; e seu presidente, cercado por parceiros e agentes, decidirão vender em jantares e encontros regados a tudo que existe do bom e do melhor. Será com ele que os tais irão pagar a conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treinadores com salários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;astronômicos&lt;/span&gt;, craques rodados repatriados como artigos de luxo, tudo isso não passa de um esquema para manter a roda viva. Dela sairá o argumento para deixar tudo mais ou menos como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ter sido informado de que o Palmeiras foi ao banco pedir empréstimo e deu como garantia suas cotas de transmissão do Campeonato Paulista dos próximos anos, acabo de saber que o São Paulo - o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;time&lt;/span&gt; "diferente" do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; - trilhou o mesmo caminho e entregou como garantia aos banqueiros, sempre solícitos, os direitos de TV dos próximos quatro estaduais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você conseguiria ser feliz sabendo que suas contas estão cada dia piores, que você anda gastando mais do que ganha? Pois é! Mas os homens do futebol não estão nem aí. A bancarrota nunca lhes foi uma ameaça. Não há código civil ou estatuto que os ponha contra a parede. Seus enormes Centros de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Treinamentos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;construidos&lt;/span&gt; em áreas doadas estão isentos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;IPTU&lt;/span&gt;, não faltam influentes dispostos a ajudar e, além do mais, é sempre possível tramar um refinanciamento, bolar uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;timemania&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O talento dos nossos jovens é a moeda que eles têm nas mãos. Moeda que dá a eles a certeza de que a bola e as dívidas continuarão rolando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-691057483185138684?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/691057483185138684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=691057483185138684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/691057483185138684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/691057483185138684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/08/nossa-moeda.html' title='A nossa moeda'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3833633793079685320</id><published>2010-07-29T13:15:00.002-03:00</published><updated>2010-07-29T13:19:20.390-03:00</updated><title type='text'>A Pátria de técnico novo</title><content type='html'>Relembre aí os bate-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;papos&lt;/span&gt; que você travou nos últimos dias. As conversas no botequim, no banco,na padaria. Fiquei com a nítida impressão de que a estratégia atabalhoada - e arrogante - da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;CBF&lt;/span&gt; para escolher o novo treinador da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;seleção&lt;/span&gt; brasileira conseguiu o improvável, ou melhor, o indesejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condução do negócio transformou o "não" de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Muricy&lt;/span&gt; Ramalho em algo maior e mais saboroso pra ser discutido do que o "sim" de Mano Menezes. Pelo jeito o assunto foi ouvido até no silêncio das igrejas, entre uma reza e outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode pensar o que quiser sobre esses fatos, partilhar da opinião que me parece da maioria, e achar que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Muricy&lt;/span&gt; deixou escapar uma chance de ouro, que não teve a noção &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;exata&lt;/span&gt; da oportunidade que se apresentava. Mas é preciso dar ao fiel das Laranjeiras, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Muricy&lt;/span&gt; Ramalho, o direito de cuidar da própria vida. E mais, optar por não conviver com o estilo de Ricardo Teixeira deixa no ar a possibilidade de uma certa sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mesmo sem aceitar a missão o treinador do Fluminense pôde sentir o gostinho do cargo, afinal, acordou no dia seguinte com o país discutindo uma decisão que era só dele. Dias depois a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;internet&lt;/span&gt; ainda navegava no mar da repercussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na já tardia segunda-feira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Zagallo&lt;/span&gt; disse que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Muricy&lt;/span&gt; errou: "O Fluminense tinha que ficar em segundo plano. Em primeiro sempre vem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;seleção&lt;/span&gt;, o seu país." Com todo o respeito Velho Lobo, por favor, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Dunga&lt;/span&gt; se foi, viramos a página, vamos aproveitar a oportunidade para deixar de lado essa dose extrema de pátria quando o assunto é futebol. Até porque a pátria também tem suas obrigações, e pátria que se preza não deixa, jamais, seu torcedor sem segurança, saúde, educação e tantas outras coisas. Essa sim a mais verdadeira falta de amor à camisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Muricy&lt;/span&gt; surpreendeu ao fazer questão de honrar a palavra dada, coisa rara neste nosso país farto de condutas deploráveis, o ex-comandante &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;corintiano&lt;/span&gt; tem sido reconhecido não só pelo trabalho técnico, mas pelo comportamento franco, pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;transparência&lt;/span&gt;. Neste ponto acredito que estamos, então, diante de um empate. Mas também não resta dúvida de que a convocação para o amistoso contra os Estados Unidos foi o primeiro lance de um treinador que saiu em desvantagem. E foi um bom lance. Mais do que nunca Mano tem nas mãos a tarefa de virar o jogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3833633793079685320?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3833633793079685320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3833633793079685320&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3833633793079685320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3833633793079685320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/07/patria-de-tecnico-novo.html' title='A Pátria de técnico novo'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6247647986318163534</id><published>2010-06-18T11:57:00.002-03:00</published><updated>2010-06-18T12:01:54.309-03:00</updated><title type='text'>Em nome da bola</title><content type='html'>O assunto ficou pingando na área, vocês sabem. De minha parte, penso que a bola deveria ser inatacável. Vê-la na condição de ré me causa certo constrangimento. Tão redonda e desafiadora. Ainda mais quando se trata dessas que têm os gomos cuidadosamente unidos para servir a nata do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;esporte&lt;/span&gt; bretão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse maltratá-la com os pés, agora deram para ofendê-la, deram para difamá-la. Sabe-se lá com que interesses. Por pior que seja, a difamada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Jabulani&lt;/span&gt; deve ter lá suas qualidades, cuidadosamente moldadas em laboratórios de alta tecnologia e última geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, e levando em conta a qualidade técnica que temos visto por aí, faz muito sentido que as estrelas, de repente, se vejam ameaçadas por ela. Vou além. Traiçoeira ou não, será a mesma para todos. A bola tem espírito nobre, jamais deixaria alguém em desvantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhar a bola, é quase do jogo. Recordo que quando menino muitas vezes na hora da pelada escolher a bola era motivo de briga. Se fosse jogo contra o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;time&lt;/span&gt; de outra rua, aí nem se fala. A coitada recebia todo tipo de insulto. Era acusada de estar velha, murcha, dura, pingando demais, de menos. Em geral, era o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;time&lt;/span&gt; que estava em casa que decidia qual delas iria rolar. Todo mundo sempre prefere jogar com a bola que está acostumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando nisso, tempos atrás tive que me desfazer de duas bolas. Uma de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;vôlei&lt;/span&gt; e uma de futebol. Sei que pode soar ridículo, mas não foi fácil. Depois de ter me divertido tanto com elas, me sentia como se estivesse tramando a pior das traições. De tanto adiar o momento encontrei um paliativo: fotografá-las! Seria uma maneira de guardá-las além da memória. E assim o fiz. Ao lembrar de tal fato, neste instante, é inevitável pensar nos pés e mãos de quem terão ido parar. Será que ainda fazem a alegria de alguém? Basta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;reminiscências&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola, como eu dizia senhores, entre diversas injúrias, foi acusada de parecer ter sido "comprada em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;supermercado&lt;/span&gt;". Pois quando eu era moleque comprei e ganhei muita bola " de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;supermercado&lt;/span&gt;". E elas me deram muito alegria. Como toda a galera da rua, eu não nutria muita simpatia pelas que eram leves demais. Mas não as desprezava, é importante que se diga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostávamos mesmo de uma um pouco mais pesada e resistente, e ela tinha nome: dente-de-leite.Era de plástico, sim, e vendida em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;supermercado&lt;/span&gt;. Toda branca, imitava o desenho clássico das bolas de couro, com os gomos em hexágono pintados em preto. Era o máximo. Um verdadeiro sonho de consumo. E nem vamos aqui falar nas bolas de meia, dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;rachões&lt;/span&gt; frenéticos disputados com bolinha de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;tênis&lt;/span&gt;. Ah! Que saudade que me deu agora do "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;capotão&lt;/span&gt;" queimando o peito do pé a cada chute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim, essa picuinha toda em torno da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Jabulani&lt;/span&gt;, a bola oficial da Copa da África, vem provar um dos grandes pecados do futebol &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;atual&lt;/span&gt;: ter se distanciado da essência do jogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6247647986318163534?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6247647986318163534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6247647986318163534&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6247647986318163534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6247647986318163534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/06/em-nome-da-bola.html' title='Em nome da bola'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8132856095832250842</id><published>2010-05-13T13:30:00.001-03:00</published><updated>2010-05-13T13:31:23.897-03:00</updated><title type='text'>O menino</title><content type='html'>Tenho visto esse menino, e seu encanto, muitas vezes, já fez eu me pegar imaginando como seria o futebol jogado em outros tempos. O futebol dos craques que hoje os mais velhos não cansam de lembrar e endeusar. Há nele um ingrediente improvável, aquela elegância que costumamos encontrar apenas nas fotos e vídeos em preto e branco que se encarregaram de eternizar a alma do futebol brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que baixei no mundo depois deles, vi Zico, vi Maradona, vi Romário, vi Ronaldo, e não posso reclamar. Os que virão, talvez vejam muito menos. A modernidade tem lá sua pobreza. Quem sabe se a vida tivesse me dado a chance de apreciar um Ademir da Guia no auge hoje as palavras não tivessem aqui tentando driblar a minha pretensão de fazer esse elogio. O texto fluiria melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é que tenho visto esse menino, tal qual um mágico, a revelar espaços no gramado. Espaços que só se materializam no momento em que ele faz nascer um passe, um lançamento, ou coisa que o valha. Um menino, sim, mas com o olhar altivo de quem enxerga o campo de jogo de um ponto qualquer, superior, calmo, calculado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que aprender, descobri, e faz tempo, que há uma certa sabedoria, em seja qual for o ofício, que resulta em estilo, resulta numa plástica apurada. E isso ele tem de sobra, como tem. O corpo e os pés em total sintonia com os movimentos que sua imaginação propõe. E como se não bastasse, o cabelo de corte simples, o olhar sem deslumbre, a lucidez de quem tem um dom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa do futebol desse menino, no futuro, quando os interessados na memória do nosso futebol revirarem a história do Campeonato Paulista de 2010, irão certamente encontrar, decantado, o requinte das jogadas dele. Conforta saber que o futebol atual tem algo a deixar como legado. Há neste menino o consenso reservado aos grandes artistas, e isso soa justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco importa que o treinador da seleção brasileira prefira os outros, ou que alimente uma cegueira própria dos que fazem da vitória o grande objetivo. No escrete que acaba de ser anunciado, ela, a vitória, é muito mais provável do que a beleza.  Pensando bem, esse menino merece um outro ambiente. O nome desse menino é Paulo Henrique Chagas de Lima, vulgo "Ganso".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8132856095832250842?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8132856095832250842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8132856095832250842&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8132856095832250842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8132856095832250842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/05/o-menino.html' title='O menino'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3744405165674281774</id><published>2010-04-27T19:06:00.002-03:00</published><updated>2010-04-27T19:16:57.561-03:00</updated><title type='text'>As palavras</title><content type='html'>Do Ministro do Esporte, Orlando Silva, sobre a possibilidade da Copa do Mundo de 2014 ter oito, e não doze sedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Possibilidade de exclusão (de sede) sempre existe. Insisto: O plano da FIFA era construir em oito cidades. Nós é que insistimos para que fossem doze."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De uma vez só deixou transparecer a principal intenção da FIFA... e a "nossa".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3744405165674281774?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3744405165674281774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3744405165674281774&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3744405165674281774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3744405165674281774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/04/as-palavras.html' title='As palavras'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8065149021438627656</id><published>2010-04-16T14:07:00.002-03:00</published><updated>2010-04-16T14:12:26.752-03:00</updated><title type='text'>Uma versão dos fatos</title><content type='html'>À procura de um tema para esse nosso encontro semanal acabei me lembrando de um romance de Luigi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Pirandello&lt;/span&gt;. O livro do autor italiano que me veio à cabeça é "Um, nenhum e cem mil".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da história de um homem que, a partir de um comentário trivial feito por sua mulher, começa a descobrir que é visto pelos outros de uma forma muito diferente da que imaginava. E mais, que essa maneira de encará-lo era única para cada um dos habitantes da pequena cidade em que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, o personagem principal da obra, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Vitangelo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Moscarda&lt;/span&gt;, passa a conviver com essa intrigante descoberta de que, ao mesmo tempo em que é apenas um, não é nenhum daqueles que as pessoas imaginam, mas ao mesmo tempo é todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa hora os mais impacientes estarão se perguntando: E daí, e daí? Bom, e daí que o futebol também vive, e sempre viveu, esse choque de versões, essa riqueza filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu aqui com as minhas verdades, nada absolutas, afirmo que o árbitro da primeira partida da semifinal entre São Paulo e Santos, preocupado em não perder o controle da situação optou por uma maneira de agir pouco corajosa e saiu distribuindo cartões amarelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, certos jogadores do São Paulo devem ter imaginado, como aqueles que encaravam o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Vitangelo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Moscarda&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Pirandello&lt;/span&gt;, que o homem do apito era um cara diferente, e ao forçar uma situação, acabaram provocando uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;reação&lt;/span&gt; inesperada por eles, e que levou à expulsão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Marlos&lt;/span&gt;, o jogador mais estratégico do elenco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;sãopaulino&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;time&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; soube tirar proveito da maturidade, porque só tendo maturidade é possível reagir diante da desvantagem de ter um jogador a menos em campo e um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;placar&lt;/span&gt; marcando dois a zero para o adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo também que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;time&lt;/span&gt; do Santos esteve longe de fazer uma apresentação de gala, e pra mim o principal sintoma disso foi ver o talentoso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Neymar&lt;/span&gt; ir ao chão sozinho ao tentar uma arrancada. Agora, decisivo mesmo pra que eu centrasse a atenção nessa relação "atleta x árbitro" foi ter acompanhado a outra semifinal, entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Grêmio&lt;/span&gt; Prudente e Santo André, onde essa tensão praticamente não existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, no tira-teima entre dois &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;times&lt;/span&gt; mais modestos, todo mundo parecia mais preocupado em jogar futebol do que  em ficar rezando na orelha do juiz a sua versão do que acontecia em campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao clássico, insisto em dizer que o jogo aproximou as duas torcidas da realidade. Afinal, só se surpreende com o fato de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;time&lt;/span&gt; formado por garotos titubear diante do peso de uma decisão, os interessados em fabricar super-heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na outra ponta desse enredo, os torcedores do São Paulo, sempre tão exigentes, puderam ver que há no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; um elenco capaz de encarar de igual pra igual o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;time&lt;/span&gt; que é a sensação da temporada, e a prova disso é que só os mais empolgados serão capazes de dizer, neste momento, que a vantagem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;santista&lt;/span&gt; já decidiu a vaga na final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não fique chateado se, por um acaso, você tiver uma outra versão dos homens e dos fatos. Em se tratando de futebol, somos bem mais de cem mil. .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8065149021438627656?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8065149021438627656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8065149021438627656&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8065149021438627656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8065149021438627656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/04/uma-versao-dos-fatos.html' title='Uma versão dos fatos'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8400652437252752567</id><published>2010-03-31T21:54:00.007-03:00</published><updated>2010-03-31T22:26:11.084-03:00</updated><title type='text'>Não é mentira !</title><content type='html'>Nesta quinta, 1 de Abril, o Cartão Verde terá um novo cenário.&lt;br /&gt;Passa lá pra ver! É na Tv Cultura, ao vivo, às 22 horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S7PzqQ3Tx_I/AAAAAAAAAHM/qjn8op3UbgE/s1600/CARTAO+VERDE_APRESENTADORES_NOVO+CENARIO_23_03_2010_FOTO+JAIR+BERTOLUCCI_CEDOC+FPA+(2)%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 208px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5454971481082808306" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S7PzqQ3Tx_I/AAAAAAAAAHM/qjn8op3UbgE/s320/CARTAO+VERDE_APRESENTADORES_NOVO+CENARIO_23_03_2010_FOTO+JAIR+BERTOLUCCI_CEDOC+FPA+(2)%5B1%5D.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8400652437252752567?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8400652437252752567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8400652437252752567&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8400652437252752567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8400652437252752567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/03/nao-e-mentira.html' title='Não é mentira !'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S7PzqQ3Tx_I/AAAAAAAAAHM/qjn8op3UbgE/s72-c/CARTAO+VERDE_APRESENTADORES_NOVO+CENARIO_23_03_2010_FOTO+JAIR+BERTOLUCCI_CEDOC+FPA+(2)%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8030785705437062322</id><published>2010-03-29T22:12:00.004-03:00</published><updated>2010-03-29T22:25:57.453-03:00</updated><title type='text'>O Mestre</title><content type='html'>Não, não convivi com Armando Nogueira. Não trabalhei com ele.&lt;br /&gt;Mas o ofício que escolhi me deu o prazer de entrevistá-lo e&lt;br /&gt;também o prazer de hoje comandar o "&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;Cartão Verde&lt;/span&gt;", programa criado e batizado por ele.&lt;br /&gt;Transcrevo abaixo um post de tempos atrás que, acredito, deixará transparecer a sua importância...e a minha reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;quinta-feira, 10 de janeiro de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estatístico" ou "Nogueiriano" ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao tomar conhecimento da eleição de Dunga como o melhor técnico de futebol do mundo pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), imediatamente lembrei de um detalhe interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convidado a participar de uma reunião do "MEMOFUT" - um grupo que tem como único objetivo zelar pela memória do futebol - ouvi do seu Presidente, o Sr Domingos D'Angelo, que ali os participantes se dividiam em dois grupos. Um formado pelos "estatísticos", e o outro, pelos "Nogueirianos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros, devotos confessos dos números. Os outros, afinados com o mestre Armando Nogueira, adeptos de uma visão mais poética do jogo, pra não dizer mais humana, o que, evidentemente, soaria tendencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem titubear me inclui entre os "Nogueirianos", claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contesto o título dado ao treinador brasileiro. Afinal, uma vez escolhido o método, a matemática se encarrega do resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas prefiro encarar essa eleição como uma boa prova de que os números, muitas vezes, brigam com a razão. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8030785705437062322?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8030785705437062322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8030785705437062322&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8030785705437062322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8030785705437062322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/03/o-mestre.html' title='O Mestre'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8163755706417240303</id><published>2010-03-25T16:00:00.002-03:00</published><updated>2010-03-25T16:04:40.405-03:00</updated><title type='text'>Futebol, diversão e alegria</title><content type='html'>" O jogador se diverte e não para de fazer gols". Encontrei essa frase, perdida entre muitas outras, quando lia uma matéria sobre Lionel Messi, o jogador do Barcelona. E ela me bateu como uma iluminação. Clareou um sentimento que eu já havia alimentado. Vou dizer porque. Tempos atrás, quando Ronaldinho Gaúcho vivia uma fase muito parecida com a que o jovem argentino desfruta agora, cheguei a escrever que tão impressionante quanto suas jogadas e seu talento era a alegria que ele deixava transparecer a cada lance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu rosto estava cheio de sorrisos. Sei que diversão e alegria são coisas diferentes, mas não dá pra negar que tenham íntima relação. E se os talentosos acabam com o jogo porque estão alegres, ou se estão alegres porque andam acabando com o jogo, jamais saberemos. Interessa é que o biscoito esteja sempre fresquinho. É ou não é? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem susto - e mesmo correndo o risco de beirar a literatura de auto-ajuda - digo mais, essa teoria da diversão e da alegria é capaz de explicar também o brilho do atual time santista. Sinceramente, não consigo imaginar que exista alguém nessa terra capaz de duvidar que o segredo da meninada da Vila, além do talento, é estar imersa em imensa alegria e divertimento. Não seria assim se o nível de cobrança fosse outro. Não mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, mandando a humildade de vez pra escanteio, afirmo que essa minha teoria tem ainda a virtude de apontar o mar de interesses, as transações milionárias e a necessidade extrema do sucesso, como os grandes vilões do jogo de bola. Vejam. Será que a ausência da alegria e do divertimento não explicam a dificuldade encontrada pelo Palmeiras, pelo São Paulo, e mais ainda pelo Corinthians? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada que neutralize mais a possibilidade de se divertir do que ter que lidar com uma cobrança colossal por um título que escapou no ano passado, por um que precisa se repetir, ou por um que nunca veio. Pra completar, há sobre as costas do elenco comandado por Mano Menezes o peso de um século que se fecha. Os mais duros dirão que Ronaldo, Roberto Carlos e seus companheiros ganham bem pra isso. Também é verdade. Como é verdade que a obrigação sempre foi um antídoto para a alegria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azedos de todos os cantos não darão o braço a torcer, afinal, a alegria não é o objetivo primeiro de um profissional. Mas quantas profissões nasceram de uma brincadeira? Relembre o cara da sua rua que fazia chover durante as peladas, investigue na memória se os olhos dele não tinham um brilho diferente quando miravam a bola, se não vivia de bem com a vida, sorrindo a todo instante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neymar, Ganso, André, mais do que a maioria, conservam parte desse sentimento que, infelizmente, se perde aos poucos. Os chatos vivem a puxar suas orelhas, eu, que achei aquela comemoração da estátua o máximo, me limito a alertar que seja no Camp Nou,em Barcelona, ou na Vila Belmiro, em Santos, nada melhor para coroar essa possibilidade da diversão e da alegria em campo do que um título.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8163755706417240303?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8163755706417240303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8163755706417240303&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8163755706417240303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8163755706417240303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/03/futebol-diversao-e-alegria.html' title='Futebol, diversão e alegria'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-4348324449145624161</id><published>2010-03-22T12:56:00.001-03:00</published><updated>2010-03-22T12:58:00.883-03:00</updated><title type='text'>A quem interessar possa</title><content type='html'>Perdido nesse oceano de gols e dribles, não sei se vocês atentaram pro lance. O governador do Rio de Janeiro chorou. E não foi por nenhuma criança de rua, por nenhum dos inocentes mortos por balas perdidas, não foi por nenhuma das tantas cenas e acontecimentos cruéis que andam a castigar seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador chorou por causa da aprovação da emenda que altera as regras de distribuição dos royalties do petróleo em nosso país. Segundo os interessados a decisão tira do Rio sete bilhões de reais por ano. Uma vez aprovada - ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção presidencial - os recursos sobre a exploração de petróleo e gás, incluindo a extração da cobiçada camada pré-sal, seriam distribuidos pela metade entre estados e municípios, sendo os valores estabelecidos de acordo com os percentuais da divisão dos fundos de participação, já existentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante foi notar como o ocorrido expôs as vísceras da relação entre o Estado e o esporte. Não tardou e o governador veio a público dizer que, diante da aprovação da emenda, a Copa a e Olimpíada no Rio seriam inviabilizadas. Jogos do Campeonato Carioca de futebol fizeram até um minuto de silêncio antes das partidas no final de semana e, no Engenhão, durante o jogo entre Fluminense e América, o placar eletrônico tratou de convocar a massa para o ato público contra a medida, que seria realizado nesta quarta-feira, na famosa Candelária, no centro do Rio, e do qual não dou mais detalhes porque precisei escrever este artigo antes disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais impactante ainda foi ver a disposição do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro para entrar na briga, fazer pressão, e justamente contra o governo federal que tanto já lhe deu, e dá. Carlos Arthur Nuzman disse que a "redução da receita...deixará o estado do Rio de Janeiro sem condições de fazer as obras necessárias para os Jogos 2016...representará uma quebra de contrato". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso mais alto mandatário olímpico não incluiu a Copa no discurso, mas o governador o fez, e foi longe: " As prefeituras param. O estado não terá mais recursos. Para tudo, no nosso caso para tudo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As partes interessadas deveriam aceitar a desistência. Bastaria que a Copa chegasse para deixar claro o equívoco da atitude. Imaginem o Brasil mergulhado na festa do seu segundo mundial da história, e o Rio à margem de tudo. A cidade maravilhosa não merece um futuro assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador também fez questão de lembrar de uma antiga campanha, encampada pelo Rio, cujo lema era:"O petróleo é nosso". Bom, pelo visto agora o petróleo já tem dono, e esse papo todo me fez lembrar de uma outra campanha vista nestas terras, mas que versava sobre questões diferentes, religião entre elas, e que sugeria o "Brasil para todos". Aí eu pergunto, interessa a quem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-4348324449145624161?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/4348324449145624161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=4348324449145624161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4348324449145624161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4348324449145624161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/03/quem-interessar-possa.html' title='A quem interessar possa'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3752434820266221298</id><published>2010-03-11T19:54:00.002-03:00</published><updated>2010-03-11T20:01:01.770-03:00</updated><title type='text'>Um fato do cotidiano</title><content type='html'>O assunto estava em todos os lugares. E, de repente, induzido por ele, me peguei pensando no universo de pessoas que podem dar de cara com estas minhas palavras. Gente cuja economia diária permitiu comprar um jornal, ou gente que irá encontrá-las no blog, onde humildemente costumo depositá-las. Gente com computador e com o direito comprado do acesso à internet. Gente com família, com emprego, gente com hora pra chegar e sair. Gente com direito a boa escola, informação. Gente com saneamento básico. Diversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, me perguntei: que sabemos nós da vida de Adriano? Qual de nós é verdadeiramente capaz de interpretar a trajetória desse homem criado na Vila Cruzeiro? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem não sabe, se trata de uma das áreas mais violentas do Rio de Janeiro. Um lugar acostumado a ter em suas ruas, dia a após dia, cenas de guerra civil. Sendo assim, quem entre nós poderá saber o que aquele morro significa? Quem? Quem saberá de que maneira a infância e a juventude de Adriano se misturaram às histórias daquele rincão da zona norte carioca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um imperador criado em uma terra infestada de imperadores macabros. E as teorias vão surgindo, porque o morro é terra fértil pra isso. E ainda tem a bebida, sempre a bebida, e a declaração imbecil do amigo goleiro. Mas a virtude de certos pensamentos é essa mesmo, desnudar o tipo de homem que a proferiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual de nós será capaz de entender se, um dia, o rapaz - num desses rompantes - se der o direito de mandar uma banana para o futebol e decidir passar o resto de seus dias entre a gente que o viu crescer? Quem aí será capaz de imaginá-lo feliz nessa situação? É tão difícil assim entender que alguém que vem de um lugar desses se veja em conflito ao ser posto cara a cara com o avesso de tudo que viveu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é tão difícil assim imaginar que Adriano veja mais graça em um baile funk do que em festas grã-finas regadas a vinhos caros e champagne? Cru, pra ele, é um tipo de realidade. E essa, sim, sem segredos. E se ele te dissesse que encontra mais verdade e beleza na gente de cima do morro, do que nessa aqui de baixo? Você iria duvidar, não iria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem mais, a preocupação com as manchetes, a repercussão, as reflexões morais, as análises de conduta, tudo isso se encaixa na nossa realidade pequeno burguesa, talvez não na dele. E nada pode ser mais injusto e preconceituoso do que julgar alguém pelos milhões que ganhou, ou jamais esquecer o lugar improvável de onde ele veio. Há certos aspectos da vida que jamais vão estar nos jornais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3752434820266221298?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3752434820266221298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3752434820266221298&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3752434820266221298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3752434820266221298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/03/um-fato-do-cotidiano.html' title='Um fato do cotidiano'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5262321839736349840</id><published>2010-03-05T09:42:00.001-03:00</published><updated>2010-03-05T09:46:21.703-03:00</updated><title type='text'>Joel, Dunga e Dadá</title><content type='html'>Sou um sujeito desconfiado, minha mulher vive me dizendo. Fazer o quê? Se desconfiar não é virtude também não é pecado. Presumo que seja até um efeito colateral dessa minha profissão. Agora mesmo, no momento em que escrevo estas linhas, Joel Santana tenta explicar em um programa de televisão porque não põe o Caio pra jogar de vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio é a jovem estrela do time que ele dirige, o Botafogo do Rio. Joel, do alto de sua original simplicidade devolve a pergunta. Educado e muito incisivo, sugere:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Você joga carta, não joga?&lt;br /&gt;_ Você tem um coringa. Você começa o jogo com o Coringa? Não, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfeito... pro jogo de cartas. Futebol é outro papo. Eu poderia acreditar na teoria do rodado e vitorioso treinador, mas desconfio, ah, se desconfio. E desconfiava quando Luxemburgo dizia que o Neymar não estava pronto. Muitos já tentaram me convencer de que ele só amadureceu agora. Nada disso, pra mim um cara que joga a bola que ele joga, um ano atrás podia muito bem já ter aprontado das suas. A única diferença, de lá pra cá, é que agora o colocaram pra cima e, ao invés de questionar seu talento, se renderam a ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconfianças à parte Joel dá um show. Elucida o futebol como poucos e tempera tudo com uma dose generosa de humanidade. Pouco depois, vejo, em outro canal, o Dunga, comandante em chefe da nossa vitoriosa seleção, explicar seus métodos. Ele deixa transparecer a segurança militar de sempre. Durante uma das respostas afirma que a imprensa não gosta quando ele resgata a história da Copa de 2006. Como assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que me consta não somos nós os mais incomodados com o passado. No mais, o discurso de Dunga faz muito sentido. A exigência do comprometimento, da determinação, da raça, do ambiente. Mas pra mim não tem jeito. Um sujeito como eu não resiste. Começo a desconfiar que Dunga cuidou de tudo, mas é tanta coisa, que o futebol deixou de ser prioridade. Por isso, pouco importa se a seleção que vai à África teria mais brilho de outra forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa é montar um elenco de homens vitoriosos, cuja honra não seja questionada na derrota. Como se alguma derrota fosse capaz de vencer questionamentos. Imaginem. Começo a desconfiar que o preço dessa estratégia não foi bem avaliado, porque o preço pode ser o de voltar a ser atormentado por um velho fantasma: a acusação de vencer com um futebol sem requinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sujeito desconfiado é fogo, meus amigos. Bom, aproveito o momento - já que falamos na original simplicidade do Joel - pra lembrar de outra grande figura do nosso futebol, Dadá Maravilha, que fez aniversário ontem e que eu vi dirigir, no final da carreira, o Comercial de Registro, no Vale do Ribeira, diante de uma torcida impiedosa. Desconfio que uma das muitas frases atribuídas a ele vem a calhar. "Bola, flor e mulher, só com carinho". Salve Dadá&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5262321839736349840?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5262321839736349840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5262321839736349840&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5262321839736349840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5262321839736349840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/03/joel-dunga-e-dada.html' title='Joel, Dunga e Dadá'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3166162272810337989</id><published>2010-03-02T19:36:00.002-03:00</published><updated>2010-03-02T19:39:17.757-03:00</updated><title type='text'>A última exibição</title><content type='html'>Brasil x Irlanda&lt;br /&gt;02/03/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última partida da seleção de Dunga antes da Copa teve um primeiro tempo que eu defino como um deserto de emoções. &lt;br /&gt;Pra não falar que não se viu nada antes do chute de Robinho, aos quarenta e três minutos, que provocou o gol contra marcado por Andrews, &lt;br /&gt;se viu uma nada perigosa cobrança de falta de Adriano.&lt;br /&gt;Já o segundo tempo deixou evidente que uma certa formação opcional soa muito mais atraente do que a original. Gostaria de acreditar que a bela troca de passes que levou ao segundo gol é "uma típica jogada do futebol brasileiro", como disse Robinho depois do jogo. O Santos, pelo jeito, foi um remédio que fez efeito. &lt;br /&gt;A louvar, a fase do Maicon, a lamentar, o fato de o Brasil ter encarado um adversário incapaz de criar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3166162272810337989?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3166162272810337989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3166162272810337989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3166162272810337989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3166162272810337989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/03/ultima-exibicao.html' title='A última exibição'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1061062638972363715</id><published>2010-02-25T17:17:00.005-03:00</published><updated>2010-02-25T17:28:28.110-03:00</updated><title type='text'>Zé da Cuca</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S4bdGOjAwnI/AAAAAAAAAGU/f6l1IV5cyHw/s1600-h/chapeudesol.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S4bdGOjAwnI/AAAAAAAAAGU/f6l1IV5cyHw/s320/chapeudesol.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442280298777723506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vizinhança ele era conhecido apenas como o Zé da Cuca. À primeira vista o apelido parecia óbvio. Mas não era. O sujeito não tinha essa alcunha por causa do seu olhar perdido, do seu jeito amalucado, das risadas repentinas, ou dos papos sem sentido. Ficou conhecido dessa maneira porque todo dia, sem que ninguém soubesse como, lá estava ele, debaixo do tronco do velho Chapéu de Sol que ficava no meio da praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma árvore enorme, e a molecada quando não tinha mais o que fazer decidia comer os frutos que ela dava. Frutos arredondados, duros, de gosto duvidoso, conhecidos como cucas. Certo dia o homem sumiu, sem que ninguém tivesse a mínima pista de onde veio ou pra onde foi. Ficou a lembrança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualquer um, que lhe desse atenção, não tardava a dizer que tinha sido jogador de futebol. Falava de campeonatos importantes disputados bem longe dali, cujos nomes não soavam familiares a ninguém. Além do mais, não era fácil enxergar naquele sujeito mal vestido e de chinelos surrados, traços de um campeão. Maluco era perceber a ligação que ele ainda mantinha com o jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a meninada se punha a bater bola por ali, ele passava todo o tempo fitando os movimentos de cada pequeno jogador sem dizer nada. Era como se uma pelada qualquer fosse capaz de transportá-lo para um outro tempo, um outro mundo. Entre todas as histórias que Zé da Cuca insistia em contar, uma se destacava. Falava sobre um gol mirabolante marcado por ele. Mas não pensem vocês que se tratava de um atacante. Zé da Cuca fazia questão de deixar isso bem claro. Sempre foi ponta-de-lança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, dizia ele que, certa vez, durante um jogo de final de campeonato, percebeu que o companheiro de time insinuava um avanço pela esquerda, o que ele prontamente atendeu. Partiu em velocidade e, mesmo sem diminuir o ritmo, tirou o primeiro marcador da jogada com uma chaleira. A essa altura já estava chegando na linha da grande área. Ao perceber nos olhos do zagueiro que se aproximava a intenção de pará-lo de qualquer jeito, decidiu concluir o lance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chute partiu venenoso e explodiu no travessão. Ele, que havia se deslocado na diagonal depois da tentativa, mirou a bola e antes que ela tocasse o chão desferiu uma poderosa bicicleta. Ainda estava deitado no gramado com as costas um tanto doloridas quando os companheiros se amontoaram em cima dele. A vitória por um a zero, depois de três bolas na trave pra cada lado, parou a cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais impressionava era a emoção que demonstrava ao revelar o detalhe mais improvável da façanha. Como não havia câmera nenhuma registrando o jogo, e ele estava de costas pro gol, nunca pôde ver a sua obra prima. Durante muito tempo incomodou os amigos. Pedia encarecidamente que lhe contassem o que tinham visto. Até hoje me recuso a acreditar que tudo não passava de uma bem tramada ficção. Mas ainda que fosse, acredito que o saudoso Zé da Cuca fez mais pelo futebol do que muitos torcedores que andam por aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1061062638972363715?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1061062638972363715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1061062638972363715&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1061062638972363715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1061062638972363715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/02/ze-da-cuca.html' title='Zé da Cuca'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S4bdGOjAwnI/AAAAAAAAAGU/f6l1IV5cyHw/s72-c/chapeudesol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8548120311358451299</id><published>2010-02-24T23:54:00.003-03:00</published><updated>2010-02-25T00:06:46.617-03:00</updated><title type='text'>A estréia</title><content type='html'>24/02/2010 - Pacaembu&lt;br /&gt;Corinthians 2 x 1 Racing (URU)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tcheco. Quem não gostava pode ter mudado de idéia.&lt;br /&gt;Jorge Henrique abaixo da sua média, que é alta.&lt;br /&gt;Elias,eficiente,o nome do jogo.&lt;br /&gt;Os dois gols mostraram um Corinthians maduro e com potencial.&lt;br /&gt;A cara do Mano.&lt;br /&gt;Ronaldo.Soube bordar a exibição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8548120311358451299?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8548120311358451299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8548120311358451299&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8548120311358451299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8548120311358451299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/02/estreia.html' title='A estréia'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-694653703419738493</id><published>2010-02-19T08:27:00.003-02:00</published><updated>2010-02-19T08:35:55.268-02:00</updated><title type='text'>O X da questão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S35pJ1p3XYI/AAAAAAAAAGM/9o5qOykGpu8/s1600-h/marina.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 130px; height: 98px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S35pJ1p3XYI/AAAAAAAAAGM/9o5qOykGpu8/s320/marina.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439901017652551042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você deve lembrar. Não faz muito tempo. Foi na época em que o Rio de Janeiro se preparava para receber os Jogos Pan-americanos. Os dirigentes do Comitê Olímpico Brasileiro não cansavam de repetir que organizar um evento como aquele iria nos ensinar muita coisa, e que a partir dali o Brasil estaria credenciado para sediar eventos ainda maiores. Era tudo verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao Pan do Rio aprendi muita coisa. Aprendi, por exemplo, que nada era pensado apenas esportivamente. Durante uma visita ao então inacabado estádio "João Havelange", os secretários e responsáveis pela obra falavam das futuras lojas e centros comercias do entorno com entusiasmo maior do que o usado para descrever o que viria a ser conhecido como Engenhão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estádio de Remo da Lagoa, não bastavam raias traçadas com equipamentos de ponta, importados e caros, era preciso espaço para lojas e restaurantes. Na Marina da Glória, sede das competições de vela, a mesma coisa. Nada de se contentar com a estrutura necessária para as provas. Um Shopping Center e um Centro de Convenções também constavam do projeto. E quando reclamaram que tudo aquilo iria alterar a paisagem de um lugar tombado, a estratégia da organização foi a mais óbvia: se tudo não fosse feito da maneira proposta o Pan estaria comprometido, e podíamos pagar um mico de proporções planetárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Ministério Público bateu o pé. Apesar de toda a choradeira e de todos os movimentos de bastidores, o MP venceu a queda de braço. Fez-se o necessário. E talvez tenha sido essa a vitória relativa ao Pan da qual mais deveríamos nos orgulhar. Não que tenha sido um triunfo definitivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de setembro do ano passado, poucos dias antes de o Rio de Janeiro ser anunciado como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o grupo EBX, do empresário Eike Batista, que investiu mais de 23 milhões de reais na candidatura do Rio, o que representa 62% do total, simplesmente comprou a concessão da Marina da Glória. E foi no jato do empresário que o governador e o prefeito do Rio viajaram para Copenhage, cidade onde o Comitê Olímpico Internacional fez o anúncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, perguntado sobre o fato, Eike disse o seguinte: "Tudo foi feito de uma maneira tão transparente, tão aberta, que fica praticamente impossível eu pedir qualquer benefício político". Na semana que passou, a mineradora MMX, controlada por ele, recebeu um aporte de 1,2 bilhão de reais de um grupo chinês para aliviar as finanças. O mercado também é um grande jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a deixar que a Marina da Glória, parte integrante de um dos parques mais bonitos do país, o Parque do Flamengo, faça parte dele, são outros quinhentos. Que me desculpe o Caro leitor, por ter proposto um assunto tão sério quando o carnaval mal terminou. Mas cedo ou tarde teremos que deixar as fantasias de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Para ver imagens do Parque do Flamengo:&lt;br /&gt; http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=476338&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-694653703419738493?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/694653703419738493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=694653703419738493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/694653703419738493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/694653703419738493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/02/o-x-da-questao.html' title='O X da questão'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S35pJ1p3XYI/AAAAAAAAAGM/9o5qOykGpu8/s72-c/marina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5739404736437587725</id><published>2010-02-11T13:55:00.005-02:00</published><updated>2010-02-11T14:04:08.865-02:00</updated><title type='text'>Ah, moleque!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S3Qpyk1gw2I/AAAAAAAAAGE/3dedOSEqcc4/s1600-h/neymar.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S3Qpyk1gw2I/AAAAAAAAAGE/3dedOSEqcc4/s320/neymar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437016599001351010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dependemos do gol, mas reverenciamos o drible. Como se fosse um instinto, nosso semblante se altera imediatamente quando vemos alguém levar uma bola entre as pernas. Não há meio de segurar. E tanto faz se a vítima é do nosso ou do outro time. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo o que eu quero são duas firulas na tarde de domingo". A frase dita uma noite dessas pelo meu amigo Xico Sá, numa mesa de bar, muito antes do clássico entre São Paulo e Santos, agora soa ainda mais perfeita. Em matéria de futebol a felicidade plena não é possível diante de um repertório básico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se é com música e poesia que a vida se faz maior. É com graça e ousadia que o jogo de bola ganha a dimensão da fantasia. No mais, que o Deus do futebol cuide das pobres almas dos brucutus e dos retranqueiros, que pensam, equivocadamente, ter compreendido a essência do jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me venham com esse papo de que o que vale - e interessa - é bola na rede. Sou mais a coragem de um lançamento longo errado do que a covardia de um toque para o lado. Sem essa de louvar os garotos e depois jogar em cima deles um discurso careta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que deveriam se portar como profissionais dentro de campo, que o drible tem de ser objetivo, tudo isso não passa de um sermão disfarçado, em geral proferido por quem se sentiu ferido pela beleza dele. O drible explica a si mesmo. O drible não tem segundas intenções. O drible é futebol em estado puro. Esperar atitudes maduras dentro de campo, sob certa óptica, empobrece o futebol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neymar, o elegante Paulo Henrique, que de ganso não tem nada, e Philipe Coutinho, estão aí para provar. Quer saber, não foi a paradinha do Neymar que tirou Rogério Ceni do lance, foi a certeza alimentada pelo arqueiro de que o garoto iria encarar o momento como adulto, e que correria para a bola carregando nas costas o peso da responsabilidade. Mas de nada adiantou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol tem essa capacidade louvável de tecer armadilhas sublimes. De repente, Neymar partiu pro lance leve como quem disputa uma pelada, deu um breque, e deixou claro que só tinha levado consigo a maturidade da ousadia. Ah, moleque!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* artigo publicado no jornal "A Tribuna", Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5739404736437587725?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5739404736437587725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5739404736437587725&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5739404736437587725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5739404736437587725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/02/ah-moleque.html' title='Ah, moleque!'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/S3Qpyk1gw2I/AAAAAAAAAGE/3dedOSEqcc4/s72-c/neymar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6233747284819722129</id><published>2010-02-08T18:33:00.002-02:00</published><updated>2010-02-08T18:37:11.935-02:00</updated><title type='text'>Nem a pau, Juvenal !</title><content type='html'>Qualquer caderno de esportes carrega em si uma porção de notícias que terão suas entranhas reviradas nas bancadas dos programas esportivos e uma outra que não terá esse direito. Dias atrás li uma entrevista do presidente do São Paulo Futebol Clube, Juvenal Juvêncio, e esperei com certa ansiedade, confesso, o momento de comentar as declarações do eloquente cartola tricolor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as palavras ditas por ele foram engrossar o time das notícias sem direito a maiores reflexões. A conversa girava em torno dos problemas que o clube vem enfrentando com os jogadores da categoria de base. Pra quem não sabe, neste início de temporada alguns deles decidiram deixar o São Paulo, e em meio aos duelos recheados de argumentos jurídicos o clube admitiu ter feito várias emancipações com a intenção de garantir seus privilégios de clube formador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso porque quando se trata de menores a FIFA só permite contratos de até três anos. Com a emancipação, que é assinada pelos pais, o time do Morumbi dribla essa determinação e elabora contratos de cinco anos. Apesar de a entidade máxima do futebol já ter estabelecido como quer que os garotos sejam tratados, o presidente do São Paulo não se dá por satisfeito. Esbanjando segurança, garante que o que eles buscam "...virá pela FIFA ou pelo governo brasileiro".Do jeito que o nosso governo anda refém do futebol, eu nem duvido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garboso, vai além, insinua que a FIFA quer o contrato de cinco anos, quando o que a entidade quer já está imposto e o clube deveria acatar. A entrevista trouxe ainda outras pérolas. Uma delas sobre a Copa Sub-15. Diz o presidente:"... estamos pensando em não disputá-la". A intenção, claro, é não exibir os meninos, não atiçar o apetite da concorrência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bela estratégia essa de esconder a gurizada e não deixar que os garotos descubram o gosto de vencer um torneio, não acham? Ora! Por falar em esconder, Juvenal também deu sua versão para os contratos de gaveta. Disse que contrato de gaveta é o contrato escondido, mas que os garotos têm advogados para defender seus interesses, que eles sabem do que se trata, e recheou a conversa com um ardil de fazer inveja, sugerindo que a "eficácia futura é uma tese nova". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente, gaveta é gaveta, e o contrato que se guarda nela para ser usado depois é o tal. O que dirá a justiça no futuro sobre esse tipo de atitude é outra conversa. E se o São Paulo é um clube tão diferente, tão moderno quanto gosta de alardear, ou seus jovens e seus defensores ainda não viveram o bastante pra valorizar o que têm à disposição, ou eles têm considerado o preço a pagar caro demais. Em resumo, uma sequência de argumentos tão pouco convincentes, que lembrar do velho bordão "Nem a pau Juvenal!", foi inevitável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6233747284819722129?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6233747284819722129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6233747284819722129&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6233747284819722129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6233747284819722129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/02/nem-pau-juvenal.html' title='Nem a pau, Juvenal !'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2877997231503347644</id><published>2010-01-28T17:08:00.002-02:00</published><updated>2010-01-28T17:14:54.993-02:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>O carro seguia a mais de 100 km/h quando percebi o grupo de meninos no alto da passarela. Eram quatro. Beiravam os dez anos. Vestiam apenas shorts. Um deles carregava uma bola debaixo do braço. A visão sugeria que o destino era um campinho qualquer. Uma inveja boa me invadiu e a possibilidade da persistência de um futebol inocente me comoveu. Quisera toda a rivalidade continuasse sendo aquela que alimentávamos com o time da rua de trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse em outra oportunidade e repito: O futebol dos homens maduros profana aquela que um dia foi a nossa brincadeira preferida. Vejamos o que nos aguarda nesta quinta. Egito e Argélia voltarão a se enfrentar. Dessa vez para saber quem fica com uma das vagas na final da Copa Africana de Nações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado quando decidiam uma vaga na próxima Copa do Mundo, o encontro entre as duas seleções, de tão grave, virou incidente diplomático. O ônibus que transportava a delegação argelina foi apedrejado quando chegava à cidade do Cairo. Três dias depois centenas de torcedores tomaram as ruas de Argel para declarar guerra ao Egito "dentro e fora de campo", como destacava uma notícia que eu li na época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos muitos alvos foi o prédio de uma companhia telefônica egípcia, que ficou destruído. Pra tornar a situação ainda mais espinhosa, os placares das duas primeiras partidas determinaram a necessidade de um terceiro confronto, que foi disputado em campo neutro, no Sudão, e terminou com vitória da Argélia por 1 a 0, num ambiente pra lá de pesado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também nesta quinta, em Milão, na Itália, o setor de visitantes do estádio San Ciro ficará fechado durante a partida entre Internazionale e Juventus, válida pela Copa da Itália. A decisão foi tomada pelo Comitê Italiano de segurança em eventos, por causa de manifestações racistas dos torcedores da Juve contra o atacante da Inter, Mário Balotelli, de apenas dezenove anos, que apesar de jogar na Itália tem origem em Gana, país que curiosamente também estará em campo hoje, diante da Nigéria, lutando pela outra vaga na final da Copa Africana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balotelli nasceu poucos meses depois dos pais biológicos terem emigrado para a Sicília. Nasceu com uma má formação no intestino que o fez passar os dois primeiros anos de vida no hospital. Entregue à família Balotelli por um tribunal de Brescia, nunca teve a adoção oficializada. Só depois de alcançar a maioridade pôde escolher sua origem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Balotelli é italiano, e do tipo que não gosta de levar desaforo pra casa. Mas "não há italianos negros", gritava a torcida da Juventus com fervor dias atrás. É por essas e outras que toda imagem que sugere um futebol inocente me contagia. Mesmo quando eu passo por ela a mais de 100 km/h.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2877997231503347644?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2877997231503347644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2877997231503347644&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2877997231503347644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2877997231503347644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/01/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2973918556578715567</id><published>2010-01-20T15:26:00.002-02:00</published><updated>2010-01-20T15:33:47.608-02:00</updated><title type='text'>Um carnaval, uma Copa e uma eleição</title><content type='html'>O tempo continua sendo o mesmo. Sessenta segundos a cada minuto. Sessenta minutos a cada hora. Vinte e quatro horas a cada dia. A mínima imprecisão contida nessa constatação é assunto para os estudiosos. O tempo segue igual. O que o faz andar depressa está em nós. Nada tem a ver com os relógios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acordamos todos diante dessa fronteira invisível que separa os anos. Estamos, mais uma vez, neste dia em que parece mais fácil vislumbrar o passado e o futuro. Esse é o nosso presente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez o Flamengo campeão, o desamor da torcida palmeirense por Wagner Love, o Santos mudando de presidente, o Cruzeiro perdendo a Libertadores, o Fluminense se salvando do rebaixamento, o Belluzzo sendo vencido pela emoção. Tudo isso ficou pra trás. Depois dos fogos de artifício, dos abraços, sinceros ou não, depois de pular as sete ondas, voltaremos a nos banhar nas águas dos nossos compromissos. Carregando esperanças e promessas. Desejosos de novas vitórias e, quem sabe, conscientes de que só as indispensáveis deveriam consumir nossas horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mundo está cheio de coisas mais importantes do que ganhar um jogo.  Quem aí acredita, por exemplo, que fazer uma boa eleição pode nos dar mais orgulho e nos fazer mais felizes do que ganhar uma Copa do Mundo? De que lado desse duelo estará a maior torcida? O que diriam as pesquisas, que análises fariam os especialistas? Somos mais talentosos com a bola do que com a política não resta dúvida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na política nos falta um craque. Na política não temos um Pelé. E mais do que montar um time precisamos é construir um país. Precisamos de homens no sentido mais amplo da palavra, gente capaz de olhar nos olhos dessa nossa imensa torcida. Olhar com dignidade e não com desfaçatez. Não, não coce a cabeça e,se possível, resista ao ímpeto de deixar essa leitura de lado. Vestimos o mesmo uniforme, e não estou aqui para profanar a alegria branca que o momento sugere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que seu time vá mal, mesmo que o rival triunfe, mesmo que você abra as páginas deste jornal e encontre um articulista perdido em um deserto de acontecimentos esportivos tentando se escorar em alguma reflexão que valha a pena, ainda assim a felicidade será viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais as escolas de samba voltarão aos sambódromos para ajudar a manter o clima de euforia. As fantasias e os carros alegóricos serão a garantia do brilho. Vá se arrumando, 2010 vem aí, carregando no ventre um Carnaval, uma Copa do Mundo e uma eleição para presidente. O tempo seguirá igual. Sessenta segundos a cada minuto. Sessenta minutos a cada hora. O que poderá fazê-lo diferente está em nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* artigo publicado no jornal "A Tribuna", em 31/12/2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2973918556578715567?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2973918556578715567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2973918556578715567&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2973918556578715567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2973918556578715567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2010/01/um-carnaval-uma-copa-e-uma-eleicao.html' title='Um carnaval, uma Copa e uma eleição'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8834417225328343813</id><published>2009-12-23T22:32:00.002-02:00</published><updated>2009-12-23T22:54:00.970-02:00</updated><title type='text'>O futebol pode esperar</title><content type='html'>Neste tempo em que as ruas e casas se enchem de luzes, neste tempo em que nossos dias não são marcados por rodadas, em que todos os pormenores do Brasileirão já foram avidamente dissecados, todos os lances vistos, o campeão louvado, neste tempo em que o time dos melhores já foi escalado, e o melhor do mundo eleito, é preciso se livrar da pressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste tempo em que já se escolheu o gol mais bonito, a maior furada,a revelação, a promessa não cumprida,o investimento que não deu em nada, neste tempo em que os árbitros já foram julgados, neste tempo em que nem os pernas de pau foram esquecidos e a eles foi dada até a honra de formar um esquadrão, pode apostar, é natal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste tempo,de sol forte e muita chuva, a fonte de onde jorra a matéria prima dos cadernos de esporte se faz escassa e as mesas redondas perdem boa parte da graça, já não deve haver divididas.Neste tempo árido de lances pra debater, meu amigo Mimi, em conversa rápida, abre o coração, e confessa sua prematura saudade da emoção de um bolão, da curtição de uma tabela de resultados preenchida com devoção quase religiosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que há por aí um futebol rolando, mas que não é o nosso. Nele os campos estão repletos de neve. E os times repletos de nomes que não sugerem proximidade alguma. Nada têm de tropical. O nosso futebol, está de férias. É hora de pensar nos presentes. Humildade para o Luxemburgo. Sorte pro Dorival Júnior. Tranquilidade pro Muricy. Aos nossos cartolas graúdos, aposentadoria. Ao Neymar, uma ousadia talentosa. À Diego Souza, um estilo menos duro. À Obina e Mauricio o perdão. Ao esporte de alto nível, corpos limpos. Aos atacantes, precisão. Ao Celso Roth, um título. À Messi, que ficou com tudo, nada. À Cesar Cielo outro ano assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que nesta noite que se aproxima muitas bolas sejam descobertas por baixo dos papéis de presente coloridos. São elas que ajudarão a tornar os homens que estão por vir cúmplices dessa nossa entrega ao futebol. No futuro, quando as árvores se encherem de enfeites, quando os papais-noéis estiverem novamente expostos nas janelas e nas varandas,os meninos presenteados de hoje irão silenciosamente,como nós, desejar um novo campeonato pra se divertir. Ainda que de modo secreto.E irão dar risada com os amigos.E irão viver a euforia madura de um gol.E irão esperar a próxima Copa. E irão atrás de uma bola pra dividir com o próximo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não se iludam, no entanto, nem os apaixonados de hoje e nem os de amanhã. Nesta vida é preciso muito mais do que futebol. Fosse pra dar um livro, daria Guimarães Rosa ou Fernando Pessoa. Fosse pra dar um disco, seria qualquer um de Tom Jobim ou Jorge Ben. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste tempo em que as ruas e casas se enchem de luzes, nesta noite em que driblamos o cotidiano para estar com os nossos, neste tempo.... o futebol pode esperar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8834417225328343813?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8834417225328343813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8834417225328343813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8834417225328343813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8834417225328343813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/12/o-futebol-pode-esperar.html' title='O futebol pode esperar'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1628350726088913807</id><published>2009-12-17T12:58:00.002-02:00</published><updated>2009-12-17T13:03:47.903-02:00</updated><title type='text'>Foi bom pra você ?</title><content type='html'>Lembra da última vez que você foi a um estádio? Foi bom pra você? Como o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;flanelinha&lt;/span&gt; te recebeu? Tenho certeza de que você se sentiu seguro, não só ao chegar, mas lá dentro também. Ir ao banheiro e comprar algo pra beber, então, foi tranquilo, sem maiores percalços. Sei. Posso imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Não foi bem assim? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Opa&lt;/span&gt;! Não sabia que você já tinha cartão de crédito! Perdoe. Nossa economia anda tão dinâmica que nem me dei conta. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ué&lt;/span&gt;! Mesmo assim não foi uma maravilha? Entendo. Veja, esse papo de que tem coisa que o dinheiro não compra e que pra todas as outras existe não sei o que lá, é no sentido figurado. É uma alusão. Nada que mereça &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;crença&lt;/span&gt;. Não se iluda. Esse cobiçado cartão de plástico só te permite comprar coisas do tamanho do crédito que tens na praça, e nem um centavo a mais. Não ouse. Existe uma grande diferença entre coisas que não se compram e coisas que não se encontram pra vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata disso? Como assim?Tens razão. Nessa era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;PFC&lt;/span&gt; a preguiça entrou no jogo pra valer. Lógico. Dá pra compreender! Nada como o sofá de casa, o clima familiar e todas as regalias possíveis à mão. Ir, ou ficar, decisão das mais disputadas essa. E, pra completar, o tempo em que a aura das arenas era convidativa passou. Ai, ai, ai. Diante da realidade que se apresenta é fácil concluir que há muito a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não! Uma pesquisa que acaba de ser divulgada sugere que uma única &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ação&lt;/span&gt; poderia levar boa parte dos torcedores a mudar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéia&lt;/span&gt;. Sem organizadas, 61,7 % deles prometem voltar para as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;arquibancadas&lt;/span&gt;. A pesquisa feita pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;TNS&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Sport&lt;/span&gt; Brasil no final de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;novembro&lt;/span&gt; ouviu gente de todos os estados brasileiros, mais o Distrito federal. O trabalho de campo revelou ainda que 86% dos entrevistados consideram as torcidas organizadas as principais responsáveis pela violência nos estádios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os números desse estudo que São P&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;aulo&lt;/span&gt;, a maior cidade do país - que já foi cenário de algumas das principais barbáries envolvendo esse tipo de torcedor - não é a que mais nutre repulsa por essas facções uniformizadas. O título ficou com a cidade de Santos, onde a rejeição alcançou 95%. Num país que ainda tem presidente de clube afirmando que as organizadas têm lá seu papel fica a prova de que a maioria deles sequer conseguiu entender direito os desejos da torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um banheiro limpo, um lugar marcado e respeitado, uma polícia pra "tomar conta" dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;flanelinhas&lt;/span&gt;, uma venda de ingressos mais decente, também fariam um bem danado. Assim, talvez, nossos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;cartolas&lt;/span&gt; pudessem se aventurar nessa fatídica e traiçoeira pergunta, que é também o título deste artigo, correndo menos risco de passar vergonha na hora de ouvir a resposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1628350726088913807?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1628350726088913807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1628350726088913807&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1628350726088913807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1628350726088913807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/12/foi-bom-pra-voce.html' title='Foi bom pra você ?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3639451506731195204</id><published>2009-12-10T17:20:00.002-02:00</published><updated>2009-12-10T17:31:02.615-02:00</updated><title type='text'>Ser fiel é...</title><content type='html'>A frase é de Luiz Paulo Rosemberg, diretor de marketing do Corinthians, e foi dita durante a Footecon, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Kaká é um craque, é lindo, casou virgem. Onde a Fiel vai se identificar com ele? Agora com o Ronaldo é diferente. A história de vida dele mostra que ele cai, chora, levanta. É a imagem da torcida corintiana"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3639451506731195204?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3639451506731195204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3639451506731195204&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3639451506731195204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3639451506731195204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/12/ser-fiel-e.html' title='Ser fiel é...'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-4700485048935726956</id><published>2009-12-09T10:42:00.002-02:00</published><updated>2009-12-09T10:46:27.819-02:00</updated><title type='text'>Lembranças do domingo</title><content type='html'>Aí o Flamengo venceu e eu fiquei pensando, com uma vontade imensa de me render àquela visão de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Maracanã&lt;/span&gt; tomado de alegria, e registrar aqui apenas a beleza de ver a nossa maior torcida curtir o transe de um título brasileiro. Repito, a maior. Quem duvida dessa soberania do Flamengo é porque não entendeu o Flamengo, ou o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem falar no doce triunfo do jeito sereno de Andrade sobre as nossas celebridades técnicas. A sabedoria escondida no ato de perdoar ausências, e tantas outras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;nuances&lt;/span&gt; e habilidades que esse momento vitorioso esconde, e que não foram noticiadas pelos jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas havia a realidade a querer me arrancar desse prazer. Uma realidade resistente à minha vontade de devanear. Crua. Repleta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;babacas&lt;/span&gt; rebeldes, mimados, capazes de suportar apenas o lado vitorioso do jogo, invadindo o gramado do Couto Pereira, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pisoteando&lt;/span&gt;, sem perceber, a beleza de um ano centenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma turba doente, pensando que podia se livrar da derrota do rebaixamento dando porrada, sem medo de sair na mão com ninguém, nem com a polícia. Uma corja de selvagens que manchou o prazer de torcer da maioria, que se escorou na covardia dos que atacam em bando. Exemplo de um tipo de gente que viola a diversão primeira de toda uma nação, e que azedou um tanto o meu domingo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-4700485048935726956?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/4700485048935726956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=4700485048935726956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4700485048935726956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4700485048935726956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/12/lembrancas-do-domingo.html' title='Lembranças do domingo'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3901050375670608366</id><published>2009-12-05T11:53:00.002-02:00</published><updated>2009-12-05T11:57:45.126-02:00</updated><title type='text'>Ó tricolor</title><content type='html'>Na sexta ele tinha nos olhos o brilho de quem enxerga um triunfo muito próximo. Despediu-se de todos com a gentileza de sempre. E partiu. Confiante. Durante toda a tarde tinha falado de futebol do seu jeito. Calmo, sereno. Em conversas um tanto reservadas, fez indagações aos mais próximos sobre como seria o final do campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que o conheço um pouco, sei que ele tem pelo futebol um misto de paixão e preocupação. Não gosta de nada que atente contra os bons costumes quando se fala de bola. No trato diário tenho com ele a liberdade de chamá-lo de "Excelência". Foi a maneira divertida que encontrei de homenagear e enaltecer a sua polidez. Quisera todas as Excelências fossem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala mansa, muito mansa, uma barba branca bem cuidada, e no rosto traços que sempre sugerem um sorriso. Não se trata de um fanático, não. Mas tempos atrás quando uma grande fabricante de refrigerantes colocou alguns camarotes do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; à venda, acompanhou com muita atenção lance a lance. Quem sabe não seria possível conquistar um lugar por lá. Tal interesse encontra explicação no passado. Terminado o primeiro casamento teve que ouvir, de coração partido, a ex pedir de volta aquela cadeira cativa no &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Cícero&lt;/span&gt; Pompeu de Toledo. Aquela que ele curtia mais do que ninguém. Coisa de família, disse ela. A vida é assim. Só algumas paixões permanecem. Nada que o impedisse de continuar sendo um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;habitué&lt;/span&gt; a cada momento decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo, claro, de um amigo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sãopaulino&lt;/span&gt;. Segunda-feira, mal tinha pisado no serviço encontrou pela frente o primeiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;engraçadinho&lt;/span&gt; pelo caminho. Era o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ônus&lt;/span&gt; de ter sido o que mais perdeu na penúltima rodada. Ouviu palavras educadas, mas carregadas de cinismo, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sarro&lt;/span&gt;. Ponderou, como é do seu feitio. Não deixou provocação sem resposta. Encerrou a desconfortável conversa lembrando uma frase dita pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atual&lt;/span&gt; esposa: "Hoje é o São Paulo que faz alegria do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;povão&lt;/span&gt;". Veneno puro. Já não trazia nos olhos o brilho de antes. Seguiu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se deparar comigo, pouco depois, disse com tom conformado - e irritado ao mesmo tempo - que agora o Borges e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Dagoberto&lt;/span&gt; podiam voltar. Deixou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;transparecer&lt;/span&gt; satisfação ao comentar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;atuação&lt;/span&gt; de Washington. Concordei. Em seguida opinei. Tinha faltado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;feeling&lt;/span&gt; ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Marlos&lt;/span&gt;, que uma vez em campo, deixou a nítida impressão de não ter entendido a tarde que o camisa nove tricolor estava vivendo. Tivesse ele se tocado que o atacante  estava num dia bom, em algumas jogadas teria optado pelo passe e não pela finalização. Ele ouviu. Assentiu. Deu a entender que não esperava nada do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Marlos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei. Não deve ser fácil acostumar com a ausência de um título depois da euforia de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;tricampeonato&lt;/span&gt;. Ainda mais quando se teve tão perto do quarto. Mas eu o conheço, se trata de um místico. Alguém que acredita nos astros. Só irá admitir que tudo acabou quando o som do apito do juiz decretar o fim neste domingo. Ó tricolor, és mesmo um clube bem amado. Mas a vez, por hora, sugere uma conquista do adversário rubro-negra. E momentos assim não costumam fazer parte dos hinos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3901050375670608366?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3901050375670608366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3901050375670608366&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3901050375670608366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3901050375670608366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/12/o-tricolor.html' title='Ó tricolor'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-7459985739564795757</id><published>2009-11-26T18:25:00.002-02:00</published><updated>2009-11-26T18:33:24.530-02:00</updated><title type='text'>Não se trata de uma obra-prima</title><content type='html'>A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;empolgação&lt;/span&gt; é geral. Nunca se viu coisa assim. O Campeonato Brasileiro está com a bola toda, cortejado, anunciado pelos mais empolgados como o melhor dos últimos tempos. É tanto entusiasmo que chega a ser constrangedor discordar. Eu, aqui na solidão do batuque no teclado, chego a pensar que o Deus do futebol tirou essa temporada pra nos ensinar. Ensinar o que mais ignoramos ao exercer este ofício, que nada podemos diante das surpresas que o jogo de bola trama. E mais. Nunca ricos e pobres estiveram tão iguais. Nunca os fracos puderam afrontar tanto os poderosos. Só pode se tratar de uma lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda bem que essa força divina foi gente fina o bastante para não violar o espírito do futebol e nos dar a oportunidade de aprender se divertindo. Afinal, da dose de diversão não dá pra reclamar. O problema é com o que temos nos divertido. Fosse esse realmente um nobre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Brasileirão&lt;/span&gt; estaríamos a essa hora com a memória repleta de grandes jogadas e grandes jogos. E acho que não é esse o caso. Vasculhe sua memória e talvez encontre a lembrança de muitas partidas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;modorrentas&lt;/span&gt;, sem o menor brilho, incapazes de gerar algum entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro, inclusive, do descontentamento de muitos no primeiro turno, me arrisco até a dizer que a primeira partida desse campeonato que conseguiu alguma unanimidade foi justamente a que colocou frente a frente São Paulo e Flamengo, isso quando o torneio já completava sua décima rodada e, portanto, quase cem jogos já tinham sido disputados. Flamengo e São Paulo! Pode não ter sido por acaso. Mas quem foi capaz de sacar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;oba&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;oba&lt;/span&gt; que se instala, além de tudo, ofusca partes interessantes desse enredo escrito em 2009. É ou não é incrível saber que com uma folha de pagamento que poderia ser quitada com o salário de uma ou duas celebridades que andam por aí o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Avaí&lt;/span&gt; foi longe? O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;time&lt;/span&gt; dirigido por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Silas&lt;/span&gt;, neste momento ocupa o sétimo lugar, e se não tivesse perdido o último confronto estaria com o mesmo número de pontos de Atlético Mineiro e Cruzeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a melhora no público em relação aos anos anteriores, é  provável que esteja ancorada mais na consolidação dos programas de sócios torcedores e outros truques de marketing do que na melhora do produto em si. Campeonato bom é uma coisa, campeonato equilibrado e repleto de surpresas é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até concordo que esse Brasileiro está nivelado ao extremo, mas não por cima. No fundo acho que essas rodadas derradeiras - sensacionais - estão sendo confundidas com qualidade. Nada a ver. Com essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;superdose&lt;/span&gt; de acontecimentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;extravagantes&lt;/span&gt;, derrotas desacreditadas, vitórias inesperadas, brigas, voltas por cima, fica fácil compreender a euforia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já os principais sintomas de um grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;time&lt;/span&gt;, dar conta de tarefas atrevidas, consolidar vantagens na primeira oportunidade que aparece, têm sido coisas raras. O que temos visto é um Parque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Antartica&lt;/span&gt;, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Maracanã&lt;/span&gt; de decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão as grandes virtudes desses muitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;times&lt;/span&gt; que seguem na disputa pelo título? Não é simples descrevê-las tampouco encontrá-las. Fosse esse campeonato um livro, as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;lambanças&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;protagonizadas&lt;/span&gt; pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;STJD&lt;/span&gt;, e por alguns juízes, provavelmente, o impediriam de se tornar uma obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Outro bom exemplo me ocorre agora. Aposto que você, um dia, assistiu a um filme bom, nada além disso, mas ao se deparar com um final de tirar o fôlego deixou a sala de cinema entusiasmado, pra lá de satisfeito com a experiência. Então, pra mim, é por aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-7459985739564795757?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/7459985739564795757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=7459985739564795757&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/7459985739564795757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/7459985739564795757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/11/nao-se-trata-de-uma-obra-prima.html' title='Não se trata de uma obra-prima'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6901681205266136788</id><published>2009-11-19T18:10:00.002-02:00</published><updated>2009-11-19T18:16:37.364-02:00</updated><title type='text'>Agruras</title><content type='html'>Permitam-me dividir agruras com vocês. Sim, agruras. Pode soar estranho. Mas é sincero. Escrever não é o problema. A gente acostuma, treina, transpira, como já ensinava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;poetinha&lt;/span&gt;, e a coisa flui. Difícil é se entregar a um tema. E, sabe como é, sem entrega a vida não é nada, a coisa não vira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, dias atrás quando li que o muçulmano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Qatar&lt;/span&gt;, pra sediar uma Copa do Mundo toparia até dar um drible no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;alcorão&lt;/span&gt;, liberar bebidas alcoólicas, e ainda por cima reconhecer Israel, meio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;estupefato&lt;/span&gt;, tive a nítida sensação de ter descoberto um bom tema para tricotar o meu próximo artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez ciente dessa capacidade fenomenal da pelada bem organizada pensei em sugerir que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;fizéssemos&lt;/span&gt; de Joseph &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Blatter&lt;/span&gt;, o todo-poderoso da FIFA, o presidente do mundo. Assim ele negociava um mundial com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Irã&lt;/span&gt; e, em troca o  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Mahmoud&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Ahmadinejah&lt;/span&gt; - que em breve vai pintar na nossa área - parava de vez com essa sandice de querer fabricar uma bomba &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;atômica&lt;/span&gt;.  Diria que com uma boa lábia o homem talvez até voltasse atrás e reconhecesse que o holocausto  existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Blatter&lt;/span&gt; poderia amansar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Coréia&lt;/span&gt; do Norte, com o argumento de que deixar a bola rolar por lá, isso sim seria fazer o mundo reconhecê-la como potência. E depois, de quebra, convencia o Hugo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Chavez&lt;/span&gt; de que essa coisa de afrontar os ianques e gastar dinheiro com uma corrida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;armamentista&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;cucaracha&lt;/span&gt; não está com nada. Sediar a Copa de 2026 é que faria dele um grande líder. Calma, calma, era só uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;idéia&lt;/span&gt;, passou. E depois dessa, muitas outras surgiram, me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;cutucaram&lt;/span&gt;, mas aí veio o final de semana com um sem número de jogos decisivos pelo Campeonato Brasileiro, e eu fiquei dividido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuso, de maneira veemente, qualquer discurso que sugira um final pra essas trinta e oito rodadas. Do Flamengo, enalteci &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Petcovik&lt;/span&gt;, sob a desconfiança de muitos, mas devo dizer que cheguei a dizer que não tinha mais jeito, que o título não ficaria com o rubro-negro carioca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com discrição apontei Celso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Roth&lt;/span&gt; como o melhor treinador dessa edição do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Brasileirão&lt;/span&gt;, quando o Galo insistia em mostrar bom fôlego. Contestei o argumento de um amigo jornalista que dizia que esse tipo de reconhecimento só viria com o título. Então, fiz questão de deixar claro que não queria entrar nesse jogo injusto que faz um bom trabalho depender de uma taça. Teve muita gente que concordou comigo naquele instante. Mas não é que, a partir dali, o Atlético Mineiro começou a descer a ladeira? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Palmeiras, que fez de tudo pra perder a condição de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;protagonista&lt;/span&gt;,  a essa hora, seja qual for o resultado diante do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Grêmio&lt;/span&gt;, já não será o Palmeiras de antes, que ostentava bom crédito e mérito. De todas as minhas apostas, o Cruzeiro talvez seja a única que, apesar de tudo, permanece em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, sou capaz de afirmar apenas que o duelo entre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; e Flamengo no próximo dia 29 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;novembro&lt;/span&gt; ainda vai dar muito o que falar. Mas, até que combinou, não acham? Porque se a gente reparar bem esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Brasileirão&lt;/span&gt; tem vivido mais de agruras do que de deleites, e com essa bola pingando na área, porque não aproveitar e destilar as minhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre quem será o campeão, isso seria lugar comum demais. Eles é que façam a parte deles. Torço pra seja com inspiração, porque de transpiração já estamos todos fartos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6901681205266136788?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6901681205266136788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6901681205266136788&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6901681205266136788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6901681205266136788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/11/agruras.html' title='Agruras'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8208437254077377868</id><published>2009-11-12T11:09:00.002-02:00</published><updated>2009-11-12T11:12:15.884-02:00</updated><title type='text'>Crer ou não Crer ? Eis a questão!</title><content type='html'>Não foram as palavras duras, a acusação de hipócrita, o destempero, as promessas de tapa na cara, que me soaram dignas de registro, e sim uma frase proferida pelo presidente do Palmeiras na última segunda-feira, quando a entrevista concedida por ele no Centro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Treinamento&lt;/span&gt; do clube já estava perto de terminar. Disse o mandatário, com o rosto repleto de indignação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Os clubes precisam se dar conta de que podem cair numa situação de descrédito"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que é disso que se trata. O que importa é o preço que o futebol terá de pagar pelo ocorrido. Não que a instituição goze de reputação ilibada. Muito pelo contrário. A instituição vem deixando ao longo do caminho um extenso rastro de calotes e negociatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os campos estão todos cercados de interesses, de cifras, de apostas. Coisas das quais se ouve muito pouco. Fingimos que as linhas de cal desenhadas na grama são capazes de evitar que tudo isso transborde e contamine o jogo. Além do mais, não há como operar o Palmeiras sem operar o futebol brasileiro. Ou há?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo, mais do que acalmar os ânimos, será a redenção dos culpados. O tempo os fará parecidos com os inocentes. Por sua importância e condição, o lamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;palmeirense&lt;/span&gt; ecoa monumental, inunda os cadernos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;esporte&lt;/span&gt;. Mas tá assim de clube por aí cheio de razão pra reclamar também. Não há nada de novo nessa balbúrdia. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Belluzzo&lt;/span&gt;, disse mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Tô&lt;/span&gt; notando acontecimentos muito estranhos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que acontecimentos estranhos sempre povoaram a história do futebol brasileiro e mundial. A história do senhor Carlos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Eugênio&lt;/span&gt; Simon, então, nem se fala. Novo seria chegar a soluções. Fazer propostas. Aprová-las. Faz tempo que vejo especialistas tentar explicar erros de arbitragem creditando-os a uma certa sintonia com a política estabelecida. O lamentável argumento deixa no ar a possibilidade de que esse tipo de atitude possa conviver com a idoneidade, quando não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de minar esse jogo político que a tudo infesta. Que tal permitir, através de voto, que os clubes da primeira divisão elejam o melhor árbitro do país? E que tal permitir que esse eleito seja o nosso representante na Copa do Mundo? Não que não seja interessante, não é? Mas a quem interessa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras do passional &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Belluzzo&lt;/span&gt; podem não passar de um desabafo, mas podem ser uma pista. Pena que eu " não sou um super-homem " e ele também não. A hora é tão propícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Há mais do que aviões de carreira no ar, como dizia o Barão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Itararé&lt;/span&gt;", insistiu o presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ter que considerar a hipótese de que os homens encaixaram um teatro mal feito onde antes existia uma pura arte, é triste, muito triste.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8208437254077377868?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8208437254077377868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8208437254077377868&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8208437254077377868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8208437254077377868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/11/crer-ou-nao-crer-eis-questao.html' title='Crer ou não Crer ? Eis a questão!'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3548472904785248456</id><published>2009-11-05T13:29:00.002-02:00</published><updated>2009-11-05T13:40:18.974-02:00</updated><title type='text'>Futebol e novela</title><content type='html'>Sem essa de que mulher não gosta de futebol e homem detesta novela. Estamos todos cansados de saber que o mundo é outro e que a cada dia que passa fica mais difícil definir qualquer coisa. Tudo agora é uma questão de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais clássico dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;clichês&lt;/span&gt; não será capaz de resistir a corrosiva modernidade que se apresenta. E, embora já exista muito marmanjo por aí se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;confessando&lt;/span&gt; impressionado com as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atuações&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Lílian&lt;/span&gt; Cabral durante o horário nobre, o futebol continua sendo a nossa "novela" preferida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cada um faça como quiser. "Viver a vida" é mesmo um título sugestivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escrevo este artigo, observo de longe o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;time&lt;/span&gt; feminino que me cerca. Está todo lá na sala, de olhos grudados na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;telinha&lt;/span&gt;, consternado e insatisfeito com o que assiste. Imagino que deva estar sentindo algo muito parecido com o que sentiram os que aguardaram ansiosamente o embate entre São Paulo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Inter&lt;/span&gt; uma semana atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que não é só o futebol que tira nossas mulheres do sério. É a profunda filosofia que se estabelece por tudo, pelo impedimento, pela canelada, pelo erro do árbitro. Sem falar nas análises intermináveis e na horda de comentaristas rudes que teima em gritar na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí elas entortam o nariz pra nós, como se não fosse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;trash&lt;/span&gt; esperar dias pelo momento em que uma das personagens do folhetim ficará &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;paraplégica&lt;/span&gt;. É! Tenho sacado essa história no ar faz tempo. Já sei o que vocês estão pensando. Entendam. É que pra traçar esse paralelo precisei reparar no que se passa. Mas ouso jurar que não se tratou nem de uma considerável &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;espiadinha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra resumir, o que está acontecendo é simples, é como diz o verso do tema de abertura, "tem dias que eu fico pensando na vida".  Mas avise aí em casa que elas não precisam se preocupar, porque se por um lado os nossos capítulos têm noventa minutos mais o intervalo - e às vezes a gente teima em assistir uns quatro, cinco, por dia - por outro lado nossa novela está perto do fim. E como está boa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;hein&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não entendi direito porque é que o mocinho do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Brasileirão&lt;/span&gt; resolveu levar o vilão pra dentro da concentração. Vai entender a cabeça desses roteiristas. Mas se anda tudo embolado, indefinido, e você está pra lá de entretido, tudo bem, só não pense que somos nós que estamos por cima. Nada disso. Acho bom rever seus conceitos. Esses ao menos. Todos seria um trabalho em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas é que estão por cima, estão na crista da onda. A novela delas tem cenas em Paris, tem as formas da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Aline&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Moraes&lt;/span&gt;, e a nossa as formas do Ronaldo, do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Dentinho&lt;/span&gt;. Bom, também não dá pra querer ganhar todas. Levamos um drible e nem percebemos. Ou você não se deu conta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos fomos rebaixados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a tal modernidade corrosiva que citei no início. É delas o horário nobre, senhores. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Inteirinho&lt;/span&gt;. A nossa novela só pode começar depois que a delas termina. E vai mexer pra ver. Talvez seja por isso que quando a novela delas acaba um outro refrão fica rondando minha cabeça feito provocação. Falo daquele que diz, " ... sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3548472904785248456?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3548472904785248456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3548472904785248456&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3548472904785248456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3548472904785248456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/11/futebol-e-novela.html' title='Futebol e novela'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3402261584221626518</id><published>2009-11-03T15:14:00.002-02:00</published><updated>2009-11-03T15:16:33.051-02:00</updated><title type='text'>A euforia das possibilidades</title><content type='html'>Tramei estas linhas antes que o início da trigésima segunda rodada agitasse a noite de ontem. Mas o mundo não parou por causa disso. Quando seus olhos passearem pelas minhas palavras o Campeonato Brasileiro poderá ter, inclusive, um outro líder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de uma previsão, entendam. Sempre fui cheio de receio com elas e, diante do que tenho visto, quando o assunto é esse, tento o drible. Vou além, começo a considerar a hipótese de estarmos vivendo um castigo imposto pelo Deus do futebol, cansado de ter que aturar tanto pragmatismo, tanta lógica. Duvido que haja a essa altura um comentarista invicto. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt; derrubou todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento desta temporada, um a um, tivemos nossas teorias demolidas por uma realidade qualquer que se desenhou no gramado. Alguém abriu a tal caixinha de surpresas, só pode ser. Uma coisa lhes digo, é preciso aproveitar o presente porque o futuro pode ser menos rico de possibilidades. Não dá pra esperar que a gente chegue à ultima rodada assim, com essa invejável riqueza de candidatos ao caneco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos feito verdadeiras odes ao momento vivido pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Brasileirão&lt;/span&gt;, com razão. Instigados, destilamos infinitas possibilidades, pesquisamos e confrontamos números e mais números, como se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;pudessemos&lt;/span&gt; prever a vida, antecipar o desfecho, entender tudo. Santa e apaixonada pretensão. Sinto-me na obrigação de alardear o óbvio, fazer atentar para o mais provável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos no auge. No ponto chave. É como se fosse uma nobre conjugação dos astros. Um período raro. Um alinhamento que engrandece a vitória. Algo poucas vezes visto. E esse equilíbrio estampado na tabela, a seis rodadas do fim, sugere, oferece, um grande prazer.&lt;br /&gt;As últimas garfadas de um bom prato, os últimos goles de um grande vinho, e todas as outras besteiras que vocês possam pensar, não têm seu melhor momento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;exatamente&lt;/span&gt; quando acabam. Os defensores do mata-mata podem até fazer disso um argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos pragmáticos pra viver também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você permanece entre os que podem se divertir pensando que seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;time&lt;/span&gt; será campeão, aproveite. Dentro de algumas rodadas a história tem tudo pra ser outra. A hora é essa. Torça, reúna os amigos, porque a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;exatidão&lt;/span&gt; da matemática não deixará a mínima dúvida se tiver que acabar com a brincadeira. E, pior, não mandará recado. No final tudo será mais sóbrio, mais resumido, terá quase a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ênfase&lt;/span&gt; de um decreto. Restará um campeão, os classificados para a América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento temos muito mais do que isso. Temos uma multidão de torcedores &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;multicoloridos&lt;/span&gt; alimentando essa imensa roda de ilusão. Ao final, restará apenas a festa de alguns. Mas se estamos sujeitos as penitências desse senhor que tudo pode no universo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ludopédico&lt;/span&gt;, podemos pedir uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;benção&lt;/span&gt; também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meus amigos, não seria má &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;idéia&lt;/span&gt; clamar para que um juiz mal intencionado, ou um bandeirinha desatento e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;despreparado&lt;/span&gt;, não venha cortar o nosso barato, por mais que isso soe como um milagre e não como uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;benção&lt;/span&gt;. É hora de curtir. A maioria pode não ter essa chance depois.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3402261584221626518?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3402261584221626518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3402261584221626518&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3402261584221626518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3402261584221626518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/11/euforia-das-possibilidades.html' title='A euforia das possibilidades'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5012549502619482905</id><published>2009-10-15T17:18:00.001-03:00</published><updated>2009-10-15T17:20:47.844-03:00</updated><title type='text'>Em nome do pai</title><content type='html'>O que vou dizer pode parecer enfático além da conta, amargo mesmo, mas o sinto de verdade.  Acredito que a queda na audiência registrada nos últimos anos não é consequência apenas dos horários inadequados e da concorrência do pay-per-view, como sugerem os especialistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é mais profunda. Noto,  não é de hoje, um leve desencanto nas pessoas com relação ao futebol.  E não vejo esse sentimento se abater sobre qualquer um. O vejo presente em gente que durante toda a vida sempre gostou do jogo. Há tempos a falta de paciência de Sócrates com o futebol me espanta, ao mesmo tempo que me encanta. Nada mais desafiador e livre do que ver um craque desdenhar do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai, o Seo Ary,  que a vida levou na semana passada, também parecia enxergar muito bem essa rachadura invisível que tem sugado a magia do jogo. Já não dava nem pista do cara que em outros tempos fazia questão de praticamente todo domingo assistir  “in loco” uma pelada que fosse. E graças a essa ligação paterna com o jogo de bola, eu e meu irmão passamos muitas manhãs e tardes soltos nas arquibancadas de madeira do velho Mansueto Pierotti, casa do São Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até minha mãe quase entrou no clima, quase, porque ainda  não esqueceu a experiência de ter acompanhado uma partida da Briosa em pleno Ulrico Mursa. A verdade é que os xingamentos da portuguesada ensandecida não lhe causaram boa impressão e, diante do que viu,  chegou a sugerir que aquilo não era ambiente bom pros meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nada! Os duelos dominicais mexiam com a nossa imaginação. E nós, carregados pelo Seo Ary, continuamos nos divertindo, torcendo para o Jabaquara, para o Paulistano, para o Continental, para o Beija-flor. Mas essas são lembranças de um tempo que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que meu pai tenha deixado de ter um time, de ser palmeirense, mesmo porque ele fazia questão de dizer que essa tinha sido uma escolha coerente com seu jeito de ser. Lembro do dia em que lhe perguntei como alguém que cresceu cercado por corintianos, se divertindo no Corinthians, vivendo perto do  Corinthians, acabou virando palmeirense. A resposta veio curta e óbvia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Eu sempre fui do contra!      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos ele mantinha com o futebol uma relação distante o suficiente para evitar maiores desapontamentos. Aos domingos, geralmente perguntava sobre o jogo que poderia ser visto na TV. Terminado o almoço em família, mandava uma saudação geral e se entregava a siesta com fervor  religioso. Não sem antes dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Me acorda quando começar o segundo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte das vezes, eu, que ficava ali vendo todo o desenrolar do jogo, concluia que era melhor que ele continuasse dormindo, não estava perdendo grande coisa.  Mas convenhamos, teria sido uma receita perfeita para o clássico do último domingo, que terminou com vitória do time dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, meu pai, que foi marinheiro, tinha uma âncora tatuada no lado esquerdo do peito, e uma outra lançada bem no fundo do meu,  por isso hoje, deixo nestas linhas o registro de um desencanto e um descontentamento com o futebol atual que certamente não eram só dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;* escrito no dia 05/10/2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5012549502619482905?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5012549502619482905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5012549502619482905&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5012549502619482905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5012549502619482905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/10/em-nome-do-pai.html' title='Em nome do pai'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8149213429653358373</id><published>2009-09-26T00:04:00.002-03:00</published><updated>2009-09-26T00:09:48.911-03:00</updated><title type='text'>É pra rir ou pra chorar ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Senhores, o grande dia vem aí. Não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;exatamente&lt;/span&gt; pra nós, comuns. Mas creiam, neste momento, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;time&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;seleto&lt;/span&gt;, formado por figuras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;conhecidíssimas&lt;/span&gt; e manjadas, esfrega as mãos de modo frenético, e não vê a hora de saber o resultado do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pleito&lt;/span&gt; a ser realizado na Dinamarca no próximo dia dois de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;outubro&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será lá, em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Copenhage&lt;/span&gt;, que os membros do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Comitê&lt;/span&gt; Olímpico &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Internacional&lt;/span&gt; decidirão pra quem darão a honra de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Não se desesperem, podem tomar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;chopp&lt;/span&gt; do final de semana, fazer a caminhada diária, tirar um tempo pra terminar aquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;prazerosa&lt;/span&gt; leitura inacabada, ou sair pra comprar um agrado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;pros&lt;/span&gt; filhos ou pra patroa, que ainda temos alguns dias pra viver sem ter assumido tamanha responsabilidade, tamanho papagaio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrevo com certa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;antecedência&lt;/span&gt; de propósito, pra lembrar que ainda valem rezas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;mandingas&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;figas&lt;/span&gt; pra que alguém de bom senso cruze nosso caminho. Como por aqui anda tão difícil, quem sabe por lá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo bem que a empreitada já levou muitos milhões de reais do nosso cofre. O trem está andando. Ainda assim seria bom parar por aí, podes crer. Antes que os milhões virem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;bilhões&lt;/span&gt;. Sentindo os músculos do pescoço tensos, volto a reforçar minha teoria. Esse negócio de sediar Copa, Olimpíada, devia é ser decidido num plebiscito, afinal, a grana é nossa. Basta de decisões entregues nas mãos de alguns, sempre solícitos a responder por todos. Sabemos bem no que isso acaba dando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em meio ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;oba&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;oba&lt;/span&gt;, a Prefeitura do Rio, que junto com o governo do Estado já havia colocado nove milhões de reais na brincadeira, dias atrás liberou, sem licitação, mais três milhões e meio de reais aos organizadores da Rio-2016. Fortuna que será gasta nos dias anteriores à votação, que terá a presença de Lula e do Rei Juan Carlos, da Espanha, o do "Por que no te calas?", lembra? Os dois, aliás, prometem unir forças, se for o caso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eufóricos, os envolvidos pensam em espalhar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;shows&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;telões&lt;/span&gt; pela orla carioca no dia decisivo. Tudo soa cínico. Falam de um Rio de Janeiro seguro. Querem que a gente ignore a realidade que nos cerca e ameaça. E não é o Rio, é o Brasil, até nas suas cidades mais tranquilas e pacatas, que está de mãos pra cima, ao alto, rendido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só podem estar curtindo com a nossa cara ao dizer que a candidatura &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;tupiniquim&lt;/span&gt; peca na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;infraestrutura&lt;/span&gt; mas é superior nas garantias dadas por todas as esferas de governo. Em outras palavras, somos bons em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;bancar&lt;/span&gt; orçamentos mal calculados, estourados. Nisso é bem possível que sejamos recordistas mundiais. Piada, piada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagine só. Um sujeito se aproxima de você e fala, você conhece a da Olimpíada na América do Sul? Convenhamos, é um bom começo. Quer dizer... Na sequência, se for bom piadista, poderia emendar a da FIFA com seu "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;fair&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;play&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;econômico&lt;/span&gt;", pedindo aos compradores e vendedores de atletas milionários que preencham fichas com todas as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;infrormações&lt;/span&gt; sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;transação&lt;/span&gt; pra ver se elas batem umas com as outras. Melhor que essa só a dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;bingos&lt;/span&gt;, que agora terão controle absoluto e ajudarão o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;esporte&lt;/span&gt; de verdade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meus Caros, estamos prestes a acordar incluídos nessa festa de gala, nesse passo gigantesco rumo ao tão falado país do futuro. Só não sei se é pra rir ou pra chorar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8149213429653358373?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8149213429653358373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8149213429653358373&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8149213429653358373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8149213429653358373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/09/e-pra-rir-ou-pra-chorar.html' title='É pra rir ou pra chorar ?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-5789101960171379976</id><published>2009-09-18T16:51:00.001-03:00</published><updated>2009-09-18T16:54:42.795-03:00</updated><title type='text'>Depois da chuva, com a saudade</title><content type='html'>Dias atrás, passada uma dessas chuvas torrenciais que andaram sendo notícia por aí, tomei o rumo da beira-mar. E como é de se esperar em ocasiões assim, lá chegando vislumbrei uma praia quase deserta. Na ausência do sol são poucos os que se interessam por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessei os canteiros do jardim com ar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;incabado&lt;/span&gt; do lugar e, antes que pudesse chegar mais próximo da areia, deixei que meus olhos, sempre prontos para alimentar saudades, passeassem pelas imagens do velho campo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Itararé&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um campo humilde, com a escassez de grama sugerindo um desenho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cônico&lt;/span&gt; de cada lado. A terra, ali transformada em lama, estava exposta e limitada por linhas que começavam perto da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;intermediária&lt;/span&gt; e se abriam até encontrar as traves, evidenciando o espaço mais castigado pelas peladas. Nas laterais onde, ao contrário, a grama pouco pisada permitia que o gramado quase virasse mato, pousavam alguns pardais abusados como eu, ignorando a possibilidade de uma nova tempestade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos os lados, espalhadas estavam, imensas poças de água, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;refletindo&lt;/span&gt; fragmentos de paisagens daquele início de tarde. Apreciava uma delas em especial, que trazia no espelho de suas águas uma rara fresta azul de céu, quando vi. Uma faixa branca com letras em preto tinha sido colocada bem no alto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;alambrado&lt;/span&gt; que fica atrás de uma das traves. Nela pude ler: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Araquem&lt;/span&gt;/ Fique com Deus /Sentiremos saudades/Dos seus eternos amigos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Itararé&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não sei de quem se trata.  Ainda assim, fui tomado no mesmo instante por uma reverência sem tamanho. Há tantos lugares para se homenagear um amigo que se vai. A porta da casa, do trabalho, a igreja. Mas ao que tudo indica, para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Araquem&lt;/span&gt;, ela faria mais sentido ali. Ou só ali. Não consegui parar de pensar. Tive ainda mais certeza de que os campos ficam mesmo com uma parte da gente. Como ficam todos os lugares que nos permitem viver de maneira intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calendário já ia além do domingo. Não havia torcida, juiz, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;peladeiros&lt;/span&gt;, nada. Mas a faixa dava sentido à toda aquela quietude, preenchia tudo de sentido.  Por certo, haverá um vazio maior que todos os outros quando os amigos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Araquem&lt;/span&gt; olharem para o lugar que ele ocupava nessa imensa brincadeira da bola e da vida. Seja ele a lateral, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;zaga&lt;/span&gt;, o meio, o banco de reservas, seja o que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei do dia já distante em que cheguei naquele mesmo campo, levado pelo meu pai, para tentar um lugar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;gol&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;time&lt;/span&gt; de garotos do rubro-negro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Itararé&lt;/span&gt;. Me perdi imaginando de quantas lembranças aquele pedaço de chão foi cenário. Ainda que nem o pedaço de chão seja &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o mesmo. É que se a memória não me trai, nos meus tempos de menino o campo ficava paralelo à faixa de areia, e não na diagonal como está agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não havia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;alambrado&lt;/span&gt; onde uma faixa pudesse ser estendida.  O velho campo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Itararé&lt;/span&gt; antigamente tinha uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;charmosa&lt;/span&gt; cerca de madeira baixa lhe rodeando, como tantos outros. Era a altura certa para encaixar os braços entre as ripas vermelhas e negras e ficar cara a cara com o campo. Nada emoldurava nossa visão. E era sempre agradável poder ver um jogo de várzea, bem de perto, e aos pés do oceano atlântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;alambrado&lt;/span&gt; serviu para ostentar a nobre homenagem, e deixá-la pairar numa altura em que, de longe, parecia fixada lado a lado com as nuvens.  E me chamou a atenção o fato da frase "Sentiremos saudades" ter sido escrita com letras maiores do que as outras, só perdendo em tamanho para o nome do homenageado. Sem querer, se fez justiça a esse sentimento de difícil tradução, porque a saudade quando pinta na área deixa no ar a nítida impressão de ser maior do que tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-5789101960171379976?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/5789101960171379976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=5789101960171379976&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5789101960171379976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/5789101960171379976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/09/depois-da-chuva-com-saudade.html' title='Depois da chuva, com a saudade'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-4017196443450906558</id><published>2009-09-11T16:42:00.002-03:00</published><updated>2009-09-11T16:50:32.483-03:00</updated><title type='text'>Interesses, e ponto !</title><content type='html'>No início desta semana o secretário-geral da FIFA, o senhor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Jérome&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Valcke&lt;/span&gt;, melindrou os dirigentes do São Paulo ao afirmar que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; não tem condições de abrigar o jogo de abertura da futura Copa de 2014. Foi durante um evento em Joanesburgo, na África do Sul, sede do Mundial do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou muito para que o presidente do tricolor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;paulista&lt;/span&gt; classificasse como sandice o parecer do secretário. O ocorrido evidencia o óbvio. Tudo depende do ponto de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra negar que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; esteja, hoje, muitos anos à frente da maioria dos estádios do país. Não dá pra negar também, que isso, infelizmente, é muito pouco diante daquilo que a entidade máxima do futebol mundial exige de quem se dispõe a abrigar momento tão solene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Valke&lt;/span&gt; foi além, disse que ali não só a abertura é inviável como qualquer jogo decisivo, seja ele uma semifinal, uma final ou até mesmo uma menos honrosa disputa de terceiro lugar. Alvejou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;projeto&lt;/span&gt; tricolor por todos os lados. Pode até ter exagerado, mas ao dizer que " está na hora de o Brasil começar a trabalhar", emitiu um parecer preciso, e que extrapola o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria bom que alguns dos nossos homens públicos aceitassem a sugestão. Infelizmente, o secretário jamais entenderá a complexidade de tudo isso. Eu sei, aí também já é pedir demais. Somos um país meio surreal e, vai que eles acatam a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéia&lt;/span&gt;. Acabaríamos tendo como guru um cartola da FIFA. A coisa ficaria ainda mais surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os de espírito apaziguador dirão que é preciso dar um desconto para esses nobres acostumados ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;cotidiano&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Suiça&lt;/span&gt; e tudo o mais. Mas a nota emitida pelo São Paulo traz uma boa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;idéia&lt;/span&gt;. Sugere que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Jérome&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Valke&lt;/span&gt; " venha, assim que entender conveniente, visitar a cidade de São Paulo". Uma vez aqui, quem sabe, ele não aceite nossa realidade tão singular, e mude de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil é acreditar que ele não saiba o que se passa por essas bandas, que a lógica por aqui seja outra, porque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Valke&lt;/span&gt; também foi duro com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Danny&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Jordaan&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;diretor&lt;/span&gt;-executivo da Copa da África e candidato a presidente da Federação Sul-Africana de Futebol, dizendo que um homem da FIFA não senta em duas cadeiras, e que terá que escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao ser lembrado que a situação do presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;CBF&lt;/span&gt; é similar, afinal, Ricardo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;teixeira&lt;/span&gt; também é o presidente do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Comitê&lt;/span&gt; Organizador da Copa de 2014, sentenciou que se trata de um caso diferente porque Teixeira já está eleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disputas políticas e de bastidores à parte, eu vos digo: Senhores, um ponto de vista é, antes de tudo, um ponto de interesse. Vejam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-4017196443450906558?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/4017196443450906558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=4017196443450906558&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4017196443450906558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4017196443450906558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/09/interesses-e-ponto.html' title='Interesses, e ponto !'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3301331524024923133</id><published>2009-09-03T12:32:00.002-03:00</published><updated>2009-09-03T12:37:38.206-03:00</updated><title type='text'>Um duelo. O duelo.</title><content type='html'>Não se trata de paixão. A palavra soa até deslocada num artigo que tem a intenção de falar sobre o duelo entre Brasil e Argentina. Tanto que, ao abandonar o raciocínio que me chega para reler a primeira frase escrita aqui, ao passar os olhos por ela, intuo olhares atravessados me desafiando, semblantes de pouco caso à espreita. Não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O respeitável e sempre aguardado embate &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sulamericano&lt;/span&gt; não é um encontro de apaixonados, mas transborda uma rara química. Aquela que faz alguém ou algo diferente de todo o resto. Lembro muito bem da Copa de 1982. Há muita gente por aí com mais cabelos brancos do que eu, e que pôde ver em campo outros "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Brasis&lt;/span&gt;", e por isso se sentir e se julgar, com razão, mais afortunada do que eu e os da minha geração. O fato é que aquele bendito mundial me pegou justamente no momento que costuma ser classificado como o momento em que estamos nos entendendo por gente, sabe? E ali eu saquei tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tínhamos batido a União Soviética no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;finalzinho&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;despachado&lt;/span&gt; a Escócia com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;placar&lt;/span&gt; de quatro a um, goleado a Nova Zelândia. Mas cruzar com a argentina impunha outra dimensão ao ato de torcer. E não só pelo fato de não se tratar mais da primeira fase. Hoje sei que só uma coisa poderia ter sido mais terrível que os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;gols&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Paolo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Rossi&lt;/span&gt;. Ter sido jogado pra fora daquele sonho por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gols&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Maradona&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Kempes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tínhamos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Zico&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Serginho&lt;/span&gt;, Júnior, e eu pude, cercado de amigos, ainda um tanto inocentes, descobrir o prazer de uma vitória sobre a Argentina. Caramba, preciso agradecer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Chulapa&lt;/span&gt; por isso. Aquela partida é, pra mim, a expressão máxima de arte e rivalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não essa rivalidade rasa, normalmente confundida com entradas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;desleais&lt;/span&gt; e pontapés. Não essa rivalidade forçada que irá temperar as manchetes antes e depois que Brasil e Argentina voltarem a se enfrentar. Falo da rivalidade como uma oportunidade de triunfar sobre alguém que você reconhece como dono de uma técnica refinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acredito que está aí o que torna esse confronto tão importante pra nós. Diante de um jogo com os argentinos sabemos que só uma coisa evitará o desgostoso ato de sair de campo como derrotado. Se aproximar da perfeição. Ter atitude, estar ligado, tratar a bola com dignidade. Sem isso, ou um pouco disso, é &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;possível&lt;/span&gt; ganhar de muita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;seleção&lt;/span&gt; por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Argentina é outra história. E eles, por sua vez, podem fazer o que for, podem tentar nos cozinhar no caldeirão de Rosário, podem tentar nos convencer de que a vitória, mais do que nunca, é uma questão de vida ou morte. De honra sempre será. Ainda assim, no fundo, estarão transbordando respeito, vontade de um dia poder desfilar pelo mundo a imponência de cinco títulos mundiais, como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se fosse questão de vingança devíamos é correr atrás dos uruguaios que nos tatuaram na alma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ludopédica&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;infausto&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Maracanazo&lt;/span&gt;. Estranho é perceber que nesses dias, Don Diego, o mais passional dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;boleiros&lt;/span&gt; argentinos - que nunca escondeu a admiração por esse nosso jeito verde e amarelo de jogar bola - é o mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;incompreendido&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Maradona&lt;/span&gt; está cansado de saber que jamais será capaz de tirar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Pelé&lt;/span&gt; do trono, ainda mais aos gritos. Mas sabe que o futebol é repleto de artifícios, e não abre mão do seu jeito. E isso é uma das virtudes que enxergo nele. Está dito. E que revelem seu semblante de pouco caso os que não são capazes de perdoar certos defeitos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3301331524024923133?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3301331524024923133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3301331524024923133&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3301331524024923133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3301331524024923133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/09/um-duelo-o-duelo.html' title='Um duelo. O duelo.'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8847286157184889309</id><published>2009-08-25T18:51:00.002-03:00</published><updated>2009-08-25T18:55:21.032-03:00</updated><title type='text'>Jogando pra valer</title><content type='html'>Peço paciência aos que pousam seus olhos sobre estas linhas um tanto saudosos de uma visão mais humana sobre o jogo de bola, coisa que tanto aprecio também. Mas volto aqui para falar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;táticas&lt;/span&gt;. Ou melhor, sobre uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tática&lt;/span&gt;, muito apreciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;exatamente&lt;/span&gt; do que você está pensando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de dissecar aqui o pra lá de aceito 4.4.2. Quero falar sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tática&lt;/span&gt; preferida dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cartolas&lt;/span&gt;. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tática&lt;/span&gt; de abrir os cofres. Há entre os barões da bola, e não é de hoje, a certeza de que sem gastar muito é impossível montar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;time&lt;/span&gt;. Razões para defender essa teoria eles têm aos montes. Qualquer observador mais atento seria capaz de listar algumas delas, já que são mais álibis do que razões &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;propriamente&lt;/span&gt; ditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo que certas verdades se estabeleceram no mundo do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja no gramados, ou nos gabinetes, quando a situação fica preta o negócio e partir pro ataque. Trata-se praticamente de um mandamento. E fechar os olhos para os ensinamentos sugeridos pela prática seria, antes de tudo, burrice. Enquanto uns se lixam para a opinião pública, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;cartolas&lt;/span&gt; se lixam mesmo é para as dívidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntos, os principais clubes do nosso país, em 2008, ficaram quase vinte e sete por cento mais endividados. Nesse ritmo - com uma pequena licença matemática - em três anos terão dobrado o tamanho do poço. Incentivadas por esse brilhante resultado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;contábil&lt;/span&gt;, as nossas ilustres agremiações deram início ao repatriamento de craques &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;autoexilados&lt;/span&gt;, como Ronaldo e Adriano. Exemplos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;impressionantes&lt;/span&gt; de aplicação &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;tática&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego a acreditar que Florentino Perez, não é apenas o Presidente galáctico do Real Madrid, da Espanha, é no fundo, o líder espiritual, o guru, de uma seita só para iniciados. Chego a ter a petulância de achar que encontrei a fórmula que nos levou a cinco títulos mundiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobres argentinos. Como podem sonhar em nos alcançar se os principais clubes de lá devem juntos "apenas" trezentos e cinquenta e cinco milhões de reais? Ainda que se leve em conta o tamanho do nosso mercado, a diferença entre as economias, o rombo verde e amarelo de três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;bilhões&lt;/span&gt; e duzentos e quarenta e oito milhões de reais soa como uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;baita&lt;/span&gt; goleada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Vasco, e seus trezentos e oitenta milhões, sozinho, deve mais do que todos os argentinos. E o Flamengo está quase lá, com seus trezentos e trinta e três milhões de papagaios. Deve ter sido de olho nessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;tática&lt;/span&gt; que o Santos, no ano passado, dobrou os gastos com direitos de imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;compreensível&lt;/span&gt; que neste cenário o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Avaí&lt;/span&gt; com sua folha mensal de seiscentos mil reais - incluindo comissão técnica - pareça mesmo coisa de outro mundo. Vitorioso, ou não, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;time&lt;/span&gt; da Ressacada já provou que é bom de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;tática&lt;/span&gt;. O resto é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;espetáculo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;pros&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;manés&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8847286157184889309?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8847286157184889309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8847286157184889309&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8847286157184889309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8847286157184889309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/08/jogando-pra-valer.html' title='Jogando pra valer'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3878983858534586307</id><published>2009-08-17T13:37:00.002-03:00</published><updated>2009-08-17T13:40:40.486-03:00</updated><title type='text'>Táticas, modismos e liberdade</title><content type='html'>“Se eu sei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tática&lt;/span&gt; e o rival também sabe, o jogo termina 0 a 0".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase que você acaba de ler é de autoria do técnico da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;seleção&lt;/span&gt; brasileira. Ele mesmo, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atual&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Dunga&lt;/span&gt;. Foi proferida em uma das entrevistas dadas por ele antes do Brasil enfrentar o peculiar e viril esquadrão da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Estônia&lt;/span&gt;.  Mas não fiz questão de relembrá-la aqui só para manter viva a surpresa que ela é capaz de provocar, e sim por entender que, partindo de quem partiu, a citação abre um vasto horizonte para a discussão. O assunto, vocês provavelmente já notaram, é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;polêmico&lt;/span&gt;. Encanta uma multidão, intriga alguns, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;entedia&lt;/span&gt; outros tantos. Na semana passada, por exemplo, um amigo desabafou comigo. Um desabafo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;futebolístico&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;interpretativo&lt;/span&gt;. Coisa comum na vida de um jornalista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;esportivo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sujeito estava indignado. Contestava essa sanha pelos esquemas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;táticos&lt;/span&gt; que tomou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;crônica&lt;/span&gt;. Defendia com veemência que essa fixação só podia esconder um desejo reprimido. Segundo o tal torcedor descontente, no fundo o que todos esses comentaristas queriam era virar treinador. Como não tenho a intenção de deixar a coisa ainda mais complexa vou evitar incluir nestas linhas reflexões sobre o complemento da frase, que era o seguinte: “O que decide é um drible”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, vamos voltar  à questão inicial. Ora, não se trata de “saber &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;tática&lt;/span&gt;“. O saber pelo saber poderia acabar em empate, claro. A profundidade desse saber e a capacidade para colocá-lo em prática é que são alguns dos muitos detalhes que provocam a diferença no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;placar&lt;/span&gt;. A parte mais mordaz da consciência que carrego, no entanto, sugere que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Dunga&lt;/span&gt; pode ter elucidado, sem querer, o motivo pelo qual alguns treinadores têm sido elevados à categoria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;semi&lt;/span&gt;-deuses. São integrantes de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;seleto&lt;/span&gt; grupo, detentores de um conhecimento que outros apenas fingem dominar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o tempo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;ingênuos&lt;/span&gt; no futebol ficou pra trás, sou quase obrigado a avalizar o inverso desse raciocínio. A maioria esmagadora dos treinadores, mesmo aqueles que jamais tinham exercido o cargo, como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Dunga&lt;/span&gt;, é oriunda dos gramados, ou de muito perto dele, todos sabem de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;tática&lt;/span&gt;. Compreendem muito bem o 3.5.2, o 4.4.2, e até o menos usual 4.3.1.2, e por aí vai. Agora se um técnico sabe de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;tática&lt;/span&gt; e outro sabe também, não conseguir segurar o adversário passa a ser apenas uma questão de ter, ou não ter peças para fazer o serviço. Aí, feliz daqueles que têm à disposição um elenco de primeira. Uma maneira de pensar que pode esclarecer a razão pela qual o São Paulo reage, e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; patina.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Dunga&lt;/span&gt; foi além, e reforçou a tese do torcedor descontente ao afirmar que falar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;tática&lt;/span&gt; virou moda, e apontou um caminho ao sentenciar que o que o treinador tem que fazer é dar liberdade para os jogadores. SE é assim, não devemos nos contentar com pouco. Lembremos. Livres, pra valer, eram os holandeses de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Rinus&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Michels&lt;/span&gt; brincando de carrossel em plena Copa de 1974, liderados em campo pela sabedoria de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Cruyff&lt;/span&gt;. Mas no nosso futebol, o máximo exercício de liberdade tem sido permitir que um volante tenha, às vezes, o ímpeto de um armador, e outras coisinhas mais. Se pensa realmente desse modo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Dunga&lt;/span&gt; já deve ter sacado que nunca foi fácil convencer os donos do poder de que apostar na liberdade é sempre um bom esquema para evoluir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-3878983858534586307?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/3878983858534586307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=3878983858534586307&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3878983858534586307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/3878983858534586307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/08/taticas-modismos-e-liberdade.html' title='Táticas, modismos e liberdade'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2436247866240575948</id><published>2009-08-06T12:31:00.002-03:00</published><updated>2009-08-06T12:34:45.521-03:00</updated><title type='text'>O jogo da retórica</title><content type='html'>O Palmeiras se impõe. O Fluminense &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;flerta&lt;/span&gt; com a série B. O Flamengo fica de mal com a torcida. Os bandeirinhas testam a paciência do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;time&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Avaí&lt;/span&gt;. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Corinhtians&lt;/span&gt; se ressente dos que partiram. O Santos descobre o jogo da grande &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;mídia&lt;/span&gt;. E o Goiás invade a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço notícias, tiro conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo horas a ouvir teorias sobre o futebol. Na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;redação&lt;/span&gt;, em casa, por telefone, na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;internet&lt;/span&gt;, entre amigos. Percebo que as críticas buscam, muitas vezes, algo que não somos, que não podemos ser. Admiramos a pompa e a elegância do Campeonato Inglês e quase ignoramos seus investidores donos de biografias suspeitas. Almejamos um futebol de primeiro mundo, mas somos do terceiro. Somos de outra divisão. Tostão, craque como sempre, levantou essa bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra completar,a peleja se encheu de tédio, tanto ao ser travada quando ao ser descrita, decantada. Imagine-se um astro do futebol. Você acaba de fazer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;gol&lt;/span&gt;. Você corre em alegre desespero para aquela parte do campo onde as cores lhe são mais familiares. Ao menos por hora. Mas no meio do caminho lembra que não pode tirar a camisa pra comemorar, nem rodá-la na mão com entusiasmo, e nem mesmo colocar parte dela sobre a cabeça, que ainda assim estará sujeito à uma punição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se por acaso a torcida passar todo o jogo pegando no seu pé, não ouse deixar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;transparecer&lt;/span&gt; que aquilo tudo lhe deixou de saco cheio. Você é bem pago. Viu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Léo&lt;/span&gt; Moura? As mesas-redondas não costumam aliviar, nem ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;indulgentes&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cascata de temas segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os que fazem questão de lembrar que tem gente que vai ao estádio só para ver o Adriano, e que tem gente que deixou de ir pela ausência de Ronaldo. O que quase ninguém fala é que quando um dirigente leva uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;cadeirada&lt;/span&gt; (coisa abominável) vira vítima de um tipo de violência que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;time&lt;/span&gt; dele ajudou a alimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol é rico em equações de difícil solução meus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, é como falar do tempo, que andou chuvoso demais, não acham? Mas que importa se faz sol ou se está frio? O tempo não nos pertence. Ele está sobre nós. E ponto. Não se entusiasmem além da conta, nosso reino segue de janelas escancaradas. E algumas delas permanecerão abertas muito além do aguardado 31 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;agosto&lt;/span&gt;. E por essas não passarão só jogadores, passarão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;insetos&lt;/span&gt;, aves silvestres, fósseis, diamantes, exemplares valiosos da nossa flora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem, mas se o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Boquita&lt;/span&gt; pode chutar a bandeirinha de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;escanteio&lt;/span&gt;, eu posso chutar - de leve - o pau da barraca. Embora prefira a imagem do velho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Juari&lt;/span&gt; dando infinitas voltas sobre ela - a bandeirinha, não a barraca - com a alegria do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;gol&lt;/span&gt; estampada no rosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2436247866240575948?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2436247866240575948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2436247866240575948&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2436247866240575948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2436247866240575948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/08/o-jogo-da-retorica.html' title='O jogo da retórica'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-408376998507634770</id><published>2009-08-05T19:21:00.001-03:00</published><updated>2009-08-05T19:33:47.475-03:00</updated><title type='text'>Aquelas luzes por trás da Serra do Mar</title><content type='html'>Nasci em Sampa. Fui criado em São Vicente, no litoral paulista.&lt;br /&gt;E muitas vezes, olhando na direção da Serra do Mar, em noites claras, percebia uma luz dourada surgir por trás das montanhas. Ficava imaginando se aquela claridade era mesmo das luzes da capital. Hoje, ao dar de cara com uma foto (veja o link abaixo) tirada da Estação Espacial Internacional, lembrei daquela minha curiosidade de menino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/album/bbc/090805nasamapeia_album.jhtm#fotoNav=4"&gt;Nasa mapeia vistas noturnas da Terra - Álbum de Fotos - UOL Ciência e Saúde&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-408376998507634770?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/408376998507634770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=408376998507634770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/408376998507634770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/408376998507634770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/08/nasa-mapeia-vistas-noturnas-da-terra.html' title='Aquelas luzes por trás da Serra do Mar'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-473651343583098050</id><published>2009-07-28T23:14:00.011-03:00</published><updated>2009-07-29T00:04:31.841-03:00</updated><title type='text'>O gol da Rua Javari ( 50 anos)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/Sm-xUCsZeJI/AAAAAAAAAFs/_BTcZWkUYwY/s1600-h/PeleGolMaisBonito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363700639100139666" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/Sm-xUCsZeJI/AAAAAAAAAFs/_BTcZWkUYwY/s320/PeleGolMaisBonito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;****************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquela tarde a torcida não perdoou a entrada dura em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Pando&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;zagueiro&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;time&lt;/span&gt; da casa, e transformou o estádio da Rua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Javari&lt;/span&gt; num mar de hostilidade para o autor do lance, um garoto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;dezenove&lt;/span&gt; anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi com essa idade, e num ambiente assim, que o Rei do Futebol desenhou um dos momentos mais sublimes da carreira. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quis o destino que o adversário fosse o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Juventus&lt;/span&gt;. Quis o destino que Homero, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Clóvis&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Julinho&lt;/span&gt;, e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;goleiro&lt;/span&gt; Mão de Onça, fossem os principais coadjuvantes. Corria o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;quadragésimo&lt;/span&gt; segundo minuto da etapa final. A bola partiu da direita - passe de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Dorval&lt;/span&gt; - e encontrou o pé de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Pelé&lt;/span&gt;. O camisa 10 do Santos, com um movimento certeiro, fez com que ela circundasse o corpo de Homero. Já um tanto incrédulo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Clóvis&lt;/span&gt; resolveu dar o bote. Pra quê? Sentiu até um frio na barriga ao perceber que tinha acabado de tomar um chapéu na entrada da grande área. Pior para o lateral &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Julinho&lt;/span&gt; que, repentinamente, herdou a tarefa de pará-lo e teve que tomar providência em uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;fração&lt;/span&gt; de segundo. Não teve jeito, recebeu tratamento semelhante. Sem deixar que a bola tocasse o chão, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;Pelé&lt;/span&gt; havia deixado para trás três adversários, e dado dois chapéus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Restou ao arqueiro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;time&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Mooca&lt;/span&gt; se atirar na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;direção&lt;/span&gt; dele. Mão de Onça foi o último a tentar impedir o Rei de desenhar sua obra-prima. Batido por um terceiro chapéu... acabou caído, repleto de lama, com olhar um tanto assustado, como mostra a rara foto tirada no dia 02 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;agosto&lt;/span&gt; de 1959. Quando já não havia mais adversários pela frente, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Pelé&lt;/span&gt; controlou a bola com a cabeça e a mandou para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;gol&lt;/span&gt;. O terceiro dele na goleada por quatro a zero. Sua Majestade, como ficaria cada vez mais claro, não gostava de ser provocada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;gol&lt;/span&gt; da Rua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Javari&lt;/span&gt; é assim. Tem um quê de Capela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Sistina. &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;U&lt;/span&gt;m quê dos Jardins da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Babilônia&lt;/span&gt;. Maravilhoso e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;impalpável&lt;/span&gt;. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;gol&lt;/span&gt; da Rua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Javari&lt;/span&gt; é um exercício de imaginação que o melhor jogador de futebol de todos os tempos permite que partilhemos com ele eternamente. Não há outro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;gol&lt;/span&gt; tão denso e profundo no nosso imaginário. Nem mesmo os que marcamos quando criança. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também foi nesse dia distante - prestes a completar meio século - que o Rei do Futebol descobriu o gesto perfeito para comemorar seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;gols&lt;/span&gt;. Antes disso, um soco no ar nunca tinha sido tão poderoso. Tão cheio de significado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tempos atrás esse mítico &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;gol&lt;/span&gt; da Rua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Javari&lt;/span&gt; acabou recriado no computador. Entendo. Temos mesmo em nós essa sede infinita de descobri-lo. Mas não há registro em movimento desse primoroso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;gol&lt;/span&gt; marcado naquele domingo no campo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Javari&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um capricho da história, que ao permitir que tal acontecimento driblasse todas as lentes de vídeo, o fez ainda mais perfeito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foto: Rafael Dias Herrera (A Tribuna)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-473651343583098050?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/473651343583098050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=473651343583098050&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/473651343583098050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/473651343583098050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/07/o-gol-da-rua-javari-50-anos.html' title='O gol da Rua Javari ( 50 anos)'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/Sm-xUCsZeJI/AAAAAAAAAFs/_BTcZWkUYwY/s72-c/PeleGolMaisBonito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-2160292367467131534</id><published>2009-07-23T12:37:00.002-03:00</published><updated>2009-07-23T12:43:26.933-03:00</updated><title type='text'>Chegadas e partidas</title><content type='html'>Há muitas maneiras de encarar um retorno. Voltamos ao lugar de onde um dia partimos por vários motivos. Por chegar à conclusão de que não deveríamos ter &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;saído&lt;/span&gt; de lá. Por sentir uma saudade terrível nos tomar a alma, ou até mesmo por concluir que não havia outro lugar para ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas razões poéticas - desculpem a dose letal de realidade - não servem para explicar o vai e vem que acomete o futebol nacional. Aquele ensinamento que sugere jamais voltar a um lugar em que fomos felizes também parece deslocado, afinal, nada mais transitório no jogo de bola do que a felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, Luxemburgo começou a escrever sua quarta passagem pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;time&lt;/span&gt; da Vila Belmiro, e eu fiquei pensando o que teria sido decisivo para que ele aceitasse voltar, já que o salário anunciado é muito menor do que ele estava acostumado a receber. Em 2007, depois de ser campeão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;paulista&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;vice&lt;/span&gt; brasileiro, deixou de lado a chance de, uma vez mais, disputar o torneio continental. Foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das matérias geradas pela partida do treinador - a terceira delas - versava sobre os motivos da saída, muito comentados à época. Luxemburgo queria um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;time&lt;/span&gt; forte para 2008. Marcelo Teixeira não tinha caixa para os planos do técnico. O ano seguinte custou a passar. Teve momentos amargos. Ameaça de rebaixamento. E aquele Santos de chegada, que gerou muitos dividendos, foi ficando para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta temporada as duas partidas contra o Palmeiras na semifinal do Paulista representaram o supra-sumo do que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;time&lt;/span&gt; tinha a oferecer. Nos dias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;atuais&lt;/span&gt;, o décimo terceiro lugar em que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;time&lt;/span&gt; se viu no início da semana é parte ínfima do desafio que aguarda Luxemburgo na sua volta. Não se pode dizer que o Santos hoje seja o sonho de consumo dos grandes estrategistas do nosso futebol. Há muito a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nessa seara &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ludopédica&lt;/span&gt; a obsessão é sempre uma só. Se não para os que comandam, para os que torcem. Triunfar é o verbo primeiro. Só que para voltar a um lugar onde já esteve - sempre com brilho distinto - o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;time&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;santista&lt;/span&gt; precisa mais de um técnico, e menos de um parceiro. Precisa mais de futebol e menos de negócios. Precisa se manter soberano em suas decisões. Precisa provar a capacidade de sua administração e estrutura. Precisa virar o jogo. Precisa ser um lugar onde todas as pessoas que voltem saibam que serão lembradas menos pelo que representam e mais pela herança que irão deixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como o título acima me fez lembrar da música "Encontros e despedidas", de Milton Nascimento e Fernando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Brant&lt;/span&gt;, aproveito pra deixar aqui uns versos da canção: Melhor ainda é poder voltar quando quero.../É a vida desse meu lugar/É a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* artigo escrito para o jornal "A Tribuna", Santos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-2160292367467131534?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/2160292367467131534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=2160292367467131534&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2160292367467131534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/2160292367467131534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/07/chegadas-e-partidas.html' title='Chegadas e partidas'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8009195414721796926</id><published>2009-07-16T11:44:00.003-03:00</published><updated>2009-07-16T11:56:57.857-03:00</updated><title type='text'>Em câmera lenta</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/Sl8_rOWx9JI/AAAAAAAAAFk/6u3iONjrBTc/s1600-h/ilustra%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359072093414749330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 279px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/Sl8_rOWx9JI/AAAAAAAAAFk/6u3iONjrBTc/s320/ilustra%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amigos, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;câmera&lt;/span&gt; lenta é uma armadilha. Muito boa, às vezes, porque nos livra da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;insana&lt;/span&gt; velocidade do mundo. Mas tá demais. Os especialistas passam horas discutindo um toque que eles veriam de outra forma não fosse o tal recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;esporte&lt;/span&gt; de movimentos complexos. Alguns tão complicados, que impedem quem quer que seja de chegar à uma conclusão mesmo depois de analisá-los com a ajuda do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;infausto&lt;/span&gt; e brilhante efeito de tornar o andamento das imagens mais vagaroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens olham incansavelmente as cenas que vão se desenhando no ar e não conseguem concordar sobre o ocorrido. Pudera. Pobres juízes que precisam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;desvendar&lt;/span&gt; tudo com seus meros olhos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que muita gente desacostumada a frequentar os estádios sente um vazio terrível após testemunhar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;gol&lt;/span&gt;, ao lembrar, repentinamente, que não haverá &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;replay&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;slow&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podíamos pelo menos por uma semana, uma rodada que fosse, voltar a usar três &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;câmeras&lt;/span&gt; na transmissão das partidas. Uma de cima, dando o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;geralzão&lt;/span&gt;. E uma atrás de cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;gol&lt;/span&gt;, que seja, pra evitar maiores radicalismos. Só pra ver no que ia dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma infinidade de puxões, maldades, gestos, cotovelos e falas fora do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;alcance&lt;/span&gt; das lentes ficaríamos mais próximos da visão daquele torcedor que ainda se dispõe a estar nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;arquibancadas&lt;/span&gt;. Os detalhes à disposição dos comentaristas sofreriam drástica redução. E essa carência poderia ajudar a melhorar as discussões, promover debates sobre temas novos, não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Mundo é muito veloz pra ser visto sem um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;slow&lt;/span&gt;", costumo dizer aos meus amigos de TV na hora da edição. E falo sério. É mais fácil decifrá-lo assim lentamente. Desse modo percebemos melhor suas belezas. Mas no futebol a coisa não para por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No futebol o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;replay&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;slow&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;motion&lt;/span&gt; muitas vezes deturpa o ocorrido. Com ele as imagens sugerem uma realidade e uma situação que nem sempre existiram, e enchem os homens da justiça desportiva de munição, logo eles, sedentos por entrar no jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, aquele puxão óbvio nem foi notado pelo atacante. Naquele outro momento, ao sentir um leve toque, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;zagueiro&lt;/span&gt; se atirou pra frente. E depois se deleitou ao ver o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;VT&lt;/span&gt; e perceber que tinha desenhado o lance à perfeição. Parecia mesmo ter sofrido um tranco poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de ficar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;desnudando&lt;/span&gt; o jogo de futebol com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;câmeras&lt;/span&gt; por todos os lados, deveríamos, de maneira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;experimental&lt;/span&gt;, nos livrar desses muitos ângulos. Nos contentar com imagens mais possíveis de serem testemunhadas a olho nu. Aceitar que muitas delas reproduzem situações impossíveis de serem interpretadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já não somos capazes de negar a modernidade. Não podemos viver sem as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;micro câmeras&lt;/span&gt;, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;zoons&lt;/span&gt;, os tira-teimas. Se a intenção era chegar ao consenso, é preciso admitir a inviabilidade do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vem aí mais uma dose caprichada de empurra-empurra. É, tem mais essa. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;câmera&lt;/span&gt; lenta revela sem pudor a baixaria que virou a disputa na grande área. Ninguém mais quer jogar bola por ali. Essa é a impressão que tenho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8009195414721796926?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8009195414721796926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8009195414721796926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8009195414721796926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8009195414721796926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/07/em-camera-lenta.html' title='Em câmera lenta'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v0cGbdJQDFw/Sl8_rOWx9JI/AAAAAAAAAFk/6u3iONjrBTc/s72-c/ilustra%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-4903947616344164106</id><published>2009-07-11T12:09:00.003-03:00</published><updated>2009-07-13T16:22:42.975-03:00</updated><title type='text'>Um furo negado</title><content type='html'>Dias atrás, quando Lula recebeu alguns jogadores do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Corinthians&lt;/span&gt;, em Brasília, e desfilou com a Taça da Copa do Brasil pelo Palácio, me vi com alguns amigos em meio a uma discussão acalorada sobre a atitude do Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um aparte e outro, ouvi, de um deles, que quem estava ali não era o Presidente, era, simplesmente, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;corintiano&lt;/span&gt; apaixonado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Luis&lt;/span&gt; Inácio. Bastava atentar para os trajes do chefe do executivo. Razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se era assim talvez fosse o caso de recebê-los na Granja do Torto, e não no Palácio, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio ser de grande valia contar com um Presidente da República que reconheça o futebol como uma grande expressão da nossa cultura. Só o bom senso poderia ser mais valioso do que isso. ( Tiro as mãos do teclado rapidamente, observo a tela do computador, e penso. Estaria eu tendo um acesso gigantesco de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;caretice&lt;/span&gt;? Teria sido tomado pelo germe nada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;complacente&lt;/span&gt; da picuinha?) A vida é dúbia. Porque o estranhamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Lula em plena reunião com os líderes das maiores potências do mundo saca um punhado de camisas da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;seleção&lt;/span&gt; para distribuir, faz boa propaganda, enaltece, coloca em evidência aquela que é uma das nossas marcas. Aliás, temos muitas. A bossa nova, por exemplo. Mas pode não ser nada disso, talvez ele só não tenha entendido direito quando lhe disseram que uma das intenções por lá era deixar o clima mais ameno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o nosso Presidente gosta tanto de futebol, porque é que não exigiu uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;contrapartida&lt;/span&gt; dos clubes na implantação da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Timemania&lt;/span&gt;? Por que não faz pressão para que a Democracia - que lhe é tão cara - esteja presente nas Federações e na Confederação que controla o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;esporte&lt;/span&gt; no país? Por que não faz uma reunião para pedir urgência e pulso firme no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;projeto&lt;/span&gt; que prevê penas maiores para os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;atos&lt;/span&gt; de violência praticados nos estádios e ao redor deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;cartolas&lt;/span&gt; daqui há tempos não estavam tão próximos do poder. Há tempos não desfrutavam tanto desse privilégio. E mais, eu duvido que o Ronaldo tenha citado as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;empreiteiras&lt;/span&gt; sem ter ouvido isso de alguém, em algum lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que sou o único a pensar que quando um presidente de clube encontra um Presidente da República não é apenas sobre títulos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;táticas&lt;/span&gt; que eles conversam? Sobre grandes jogadas pode até ser. Ronaldo afirma, Lula nega. E ficamos assim. Tudo termina muito mal explicado, com um monte de gente fingindo que não viu o nó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio político, é fato, o episódio foi encarado como uma tremenda bola fora do camisa nove. Vocês querem o quê? Não dá pra ser bom em tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-4903947616344164106?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/4903947616344164106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=4903947616344164106&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4903947616344164106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4903947616344164106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/07/um-furo-negado.html' title='Um furo negado'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1659188619195867774</id><published>2009-07-08T23:19:00.003-03:00</published><updated>2009-07-09T19:46:54.631-03:00</updated><title type='text'>Um flerte com o futuro</title><content type='html'>Outro dia eu cravei Flamengo no jogo contra o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Avaí&lt;/span&gt;. Perdi. Na mesma rodada disse que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Coritiba&lt;/span&gt;, em casa, batia o Santo André. Deu Ramalhão. Fazer o quê? Nessa vida é impossível &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;resisitir&lt;/span&gt; à todas as tentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tô&lt;/span&gt; vendo. Amanhece no Recife e os torcedores do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Sport&lt;/span&gt; comentam o último feito do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;time&lt;/span&gt; rubronegro. Aquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;gol&lt;/span&gt; aos quarenta e quatro do segundo tempo na Vila, no domingo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;retrasado&lt;/span&gt;, tinha feito o Leão engasgar. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Durval&lt;/span&gt; deu um gás, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Ciro&lt;/span&gt; voltou a ser o que era, e o Goiás se viu perdido no Retiro. Bem longe de lá, na Ressaca de quem mira o fim da tabela, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Botafogo&lt;/span&gt; bem que tentou. Esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Avaí&lt;/span&gt; é complicado. Ruim na hora de vencer, chegado a dar um calor dos bons no visitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Barradão&lt;/span&gt;, pudera, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Neymar&lt;/span&gt; , suspenso, fez falta. Ganso, cheio de moral e de contrato novo tentou ditar o ritmo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Madson&lt;/span&gt; seguiu sendo o baixinho que dá sangue. E olha que há tempos os números do peixe fora de casa mais assustam do que confortam. Há tardes, e tardes. Na cidade mais rica do país, enquanto as máquinas vão levando embora o que restou de verde entre as marginais, na Avenida Paulista, na Praça &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Silvio&lt;/span&gt; Romero, no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Anhangabau&lt;/span&gt;, na Lapa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;corintianos&lt;/span&gt; esmiúçam a partida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;recém&lt;/span&gt; disputada no estádio Olímpico, que teve o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Fenômeno&lt;/span&gt; Ronaldo rondando uma área, e Maxi Lopéz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;farejando&lt;/span&gt; a outra. É, nunca foi fácil a vida de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;time&lt;/span&gt; que se pretende o melhor do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De norte a sul do país todos defendem e lamentam lances mal marcados, jogadas de talento e entradas duras. São conversas alimentadas pelas cenas de um final de semana em que o Palmeiras, comandado pelas mãos de um outro técnico, aproveitou o vento a favor pra acalmar sua sempre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;ressabiada&lt;/span&gt; torcida. O que se viu na vindoura Arena da Rua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Turiassu&lt;/span&gt; foi um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;time&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;alviverde&lt;/span&gt; disposto, que mergulhou o Náutico numa mistura fatal de entusiasmo e toque de bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resquícios do ocorrido no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Morumba&lt;/span&gt; são mais complexos. Não dá pra negar que o manto rubro-negro veste bem o imperador. Coisa que o passado - veja que ironia para um texto pretensamente futurista como este - é capaz de explicar. Isso sem falar que todo mundo tá cansado de saber o que anda roubando a tranquilidade das almas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;tricolores&lt;/span&gt;. Ter acostumado com a glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia que se aproxima tudo será como antes. Quem teve, e perdeu, lamentará muito mais do que quem não tinha nada a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em Minas. Ah! Em Minas tá na cara! Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;cruzeirenses&lt;/span&gt; vão semeando ressalvas, dizendo que só foi assim porque eles têm mais o que fazer. A decisão da Libertadores está aí. Além do mais, o Galo abraçou a condição de candidato ao título, e isso tem um preço. À vista nessa segunda-feira que já vejo despontar no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mirar esse futuro, ao dobrar essa esquina do tempo, a única coisa que sou capaz de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;bancar&lt;/span&gt; é que o futebol será infinitamente mais caprichoso e surpreendente ao escrever a própria história, repleta de instantes mágicos e sórdidos. Você verá. É logo ali. Um pouco depois que a décima rodada do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Brasileirão&lt;/span&gt; terminar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1659188619195867774?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1659188619195867774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1659188619195867774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1659188619195867774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1659188619195867774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/07/um-flerte-com-o-futuro.html' title='Um flerte com o futuro'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6188420174853234050</id><published>2009-07-02T00:15:00.002-03:00</published><updated>2009-07-02T00:19:18.925-03:00</updated><title type='text'>Digerindo o Dunga</title><content type='html'>A frase "Vocês vão te que me engolir", de tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;impactante&lt;/span&gt;, entrou para a história. Poderia ter se perdido como tantas outras. Mas como teve a capacidade de concisão de poucas, perambula por aí até hoje. Vira e mexe vem à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Zagallo&lt;/span&gt;, em 1997, depois de vencer a Copa América avisou, com as veias estufadas, que os seus críticos teriam que lhe engolir, tirou um nó da própria garganta, e tratou de tocar a vida. Ora, se nem mesmo o velho Lobo, tão calejado pelo futebol, foi capaz de suportar as críticas sem perder a calma, por que achar que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Dunga&lt;/span&gt; seria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a essa hora, vendo o filme dos últimos dias passar pela memória, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atual&lt;/span&gt; técnico da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;seleção&lt;/span&gt; deva estar desfrutando de uma sensação muito parecida com aquela vivida por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Zagallo&lt;/span&gt; após o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;inesquecível&lt;/span&gt; desabafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, depois de engolir o ex-treinador, pelo visto estamos digerindo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atual&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a fibra de sempre, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Dunga&lt;/span&gt; não amoleceu, nem mesmo quando esteve enfiado num banho-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;maria&lt;/span&gt; dos bons, que de tão quente parecia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;fritura&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Escolado&lt;/span&gt; que é, talvez não se deixe levar pela exaltação das tantas qualidades descobertas nele com a ajuda das lentes da vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais importante do que isso é não acreditar nessa coisa de ter nas mãos um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;time&lt;/span&gt; quase pronto. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;setembro&lt;/span&gt;, se cair diante da Argentina, numa noite infeliz (e põe infeliz nisso) tudo poderá mudar. É o que basta para o discurso, no geral, voltar a ser o de quem teve o paladar contrariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, o que é um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;time&lt;/span&gt; pronto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Diziam&lt;/span&gt; que a nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;seleção&lt;/span&gt; da Copa de 2006 era. Vejam como acabou! Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;time&lt;/span&gt; só está pronto até o momento em que um detalhe qualquer compromete o bom andamento do conjunto. Ou menos ainda, até o dia em que um dos seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;zagueiros&lt;/span&gt; levanta com o pé esquerdo. Não se deixe enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tivemos um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;time&lt;/span&gt; pronto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 58, quando começamos a jogar sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Pelé&lt;/span&gt;? Em 70, quando tínhamos mais craques do que posições para serem distribuídas? Em 2002, quando Gilberto Silva ganhou uma chance depois da contusão de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Emerson&lt;/span&gt;, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Kleberson&lt;/span&gt; - que jogou muito - só virou titular quase na metade da Copa? Ah! O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;time&lt;/span&gt; de 82! Bom, parecia aos olhos de todos uma obra de arte bem acabada, é verdade, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Dunga&lt;/span&gt; sabe de cor todas as armadilhas do futebol e, por isso, deveria encará-las com um pouco mais de bom humor, e perceber que a acidez é uma das tantas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;características&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;crônica&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;esportiva&lt;/span&gt;, e que para enfrentá-la não é preciso sorrisos demais, nem de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, sem essa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;time&lt;/span&gt; pronto, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;semi&lt;/span&gt;-pronto, ou sei lá o quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditar num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;time&lt;/span&gt; pronto é fazer pouco de todas as reviravoltas que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;deus&lt;/span&gt; do futebol faz questão de decretar, mais cedo, ou mais tarde, tanto faz. Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;time&lt;/span&gt; verdadeiramente pronto, roubaria, sorrateiramente, a graça do jogo. Está, portanto, em condição de eterno impedimento por ordens superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem mais, nesse universo da bola, uns poucos movimentos separam o ato de engolir, do ato de ser engolido. E não há craque ou retranca capaz de vencer essa verdade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6188420174853234050?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6188420174853234050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6188420174853234050&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6188420174853234050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6188420174853234050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/07/digerindo-o-dunga.html' title='Digerindo o Dunga'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8165373942040254423</id><published>2009-06-25T13:47:00.002-03:00</published><updated>2009-06-25T13:55:02.908-03:00</updated><title type='text'>Quem ela pensa que é?</title><content type='html'>O presidente da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;CBF&lt;/span&gt; chega a uma sala do estádio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Loftus&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Versfeld&lt;/span&gt;, em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Pretória&lt;/span&gt;, na África do Sul. Ao entrar percebe que de um lado da mesa onde será feita a reunião está todo o pessoal da FIFA, e do outro, os representantes do governo brasileiro. Diante da dúvida, precisou ajuda. Perguntou de que lado deveria se sentar. " Do nosso", teria dito o presidente da FIFA, Joseph &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Blatter&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O breve acontecimento foi relatado dias atrás. Estampado na página de um famoso diário, ocupou espaço mínimo, inversamente proporcional ao que representa. Veja. Saber de que lado estão as pessoas sempre foi informação preciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarefa mais difícil teve o nosso ministro do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Esporte&lt;/span&gt;, que precisou responder a quantas andam as isenções fiscais para a entidade máxima do futebol. Teria respondido que, no máximo, em três meses o tema entraria em votação. Diante disso podemos  respirar aliviados. Afinal, ainda existe alguém neste país capaz de decifrar como funciona o nosso congresso, e a que velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história também &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;escancara&lt;/span&gt; a dimensão do poder de que desfruta a dona FIFA nos dias de hoje. Não que ela trate outros países de modo diferente. Talvez, em outras terras, ao menos encontre gente menos subserviente. E não há muita conversa com essa distinta senhora, desde muito tempo acostumada a mandar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma dama cortejada por homens importantes do mundo inteiro. Todos interessados nos dividendos que ela pode oferecer. Seus negócios se estendem por mais de duzentos países, numa teia de relacionamento capaz de superar até mesmo uma outra senhora muito bem relacionada, a ONU. Ela mesmo, a Organização das Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dona FIFA não brinca em serviço, apesar de ter nascido do que um dia não passou da mais pura diversão. Seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;asseclas&lt;/span&gt; jogam duro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Ainda&lt;/span&gt; em 2006, no início das &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tratativas&lt;/span&gt;, um dos seus mais altos dirigentes, ao ser perguntado se o Brasil teria condições de construir novos estádios, disparou, " Isso é ao governo brasileiro que o senhor deve perguntar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens da dona FIFA vão chegar em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E terão assegurado o direito de entrar e sair do país incondicionalmente. Suas mercadorias para uso ligado ao evento estarão livres de impostos e qualquer outro tributo. E esses são apenas alguns privilégios de uma extensa lista. Como se não bastasse, a toda poderosa dama do futebol mundial vive em um mundo de sonhos. Um planeta rico, globalizado, e livre de concorrência. Vem daí boa parte da sua sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado da mesa já pouco importa. As partes fecharam negócio. Estão juntas. Mas a FIFA dá as cartas. Quem ela pensa que é? Quem terá coragem de perguntar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8165373942040254423?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8165373942040254423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8165373942040254423&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8165373942040254423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8165373942040254423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/06/quem-ela-pensa-que-e.html' title='Quem ela pensa que é?'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-7983942693118893473</id><published>2009-06-18T00:01:00.002-03:00</published><updated>2009-06-18T00:07:46.443-03:00</updated><title type='text'>Um triunfo sobre a ignorância</title><content type='html'>Nesta semana eu sei que falar da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;seleção&lt;/span&gt; seria estar "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;up&lt;/span&gt; to date", como gostam de dizer alguns modernos. Tecer teorias a respeito das finais da Copa do Brasil, ou sobre os duelos da Taça Libertadores seria respeitar, de certo modo, o factual, como gostam de dizer os jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aproveito a minha liberdade de expressão para desobedecer a linha do tempo, que insiste em nos levar pra frente, sempre. Há &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;exatos&lt;/span&gt; vinte e três dias, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Diguinho&lt;/span&gt;, atleta do Fluminense, foi a principal vítima de uma invasão protagonizada por torcedores organizados ao estádio das Laranjeiras onde o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;time&lt;/span&gt; treinava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma foto do ocorrido, estampada em alguns jornais no dia seguinte, mostrava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;exato&lt;/span&gt; momento em que o jogador era atingido no rosto por um violento soco desferido por um dos líderes da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;gangue&lt;/span&gt;, que todo mundo por lá sabe quem é. Tão impressionante quanto o golpe era ver que os companheiros de clube continuavam sentados num banco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;próximo&lt;/span&gt; sem, ao menos, tentar livrar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Diguinho&lt;/span&gt; da situação. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;exceçao&lt;/span&gt; era, se não me falha a memória, o volante &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Fabinho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser uma demonstração de covardia, mas creio, era pura impotência. Quem pode deter a violência desse tipo de torcedor? A polícia? O Ministério Público? Naquele dia três tiros para o alto é que colocaram um ponto final no tumulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias que se seguiram me deixaram ainda mais indignado. O agressor não foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;autuado&lt;/span&gt;. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Diguinho&lt;/span&gt; até aceitou as desculpas dele. Cheguei a dizer por aí que só faltou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Diguinho&lt;/span&gt; afirmar que tinha merecido. Não era só o jogador, era o Fluminense, de tanta tradição, que estava sendo intimidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no último domingo, ao ver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Diguinho&lt;/span&gt; deixar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Maracanã&lt;/span&gt; aplaudido pela torcida depois do empate com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Grêmio&lt;/span&gt;, fui logo pegando a caneta pra não deixar o fato passar em branco. Afinal, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Diguinho&lt;/span&gt; estava há quase quatro meses sem jogar. Tinha vencido uma tuberculose pleural, diagnóstico, aliás, confirmado pelo departamento médico do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Flu&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi acusado de estar curtindo a noite. Diante de tudo isso poderia ter pedido pra sair do clube, seria compreensível. Nada disso. Ficou e virou o jogo. Ou seja, passei a ver um corajoso, onde antes via apenas um jovem amedrontado. Na época, uma das versões era, inclusive, de que ele tinha apanhado por ter respondido de maneira áspera a uma pergunta do tal chefe de torcida. O que não deixa de ser também um ato de coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente curta do agressor deve estar pensando a essa hora que a surra deu resultado, sem perceber que seu dono levou foi o chamado tapa com luva de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;pelica&lt;/span&gt;. Que humilhação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não interpretem minhas palavras como uma defesa do jogador, que eu nem conheço. Prefiro que elas sirvam para reforçar o quanto são ignorantes certos sujeitos que dizem fazer tudo o que for por amor ao clube.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-7983942693118893473?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/7983942693118893473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=7983942693118893473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/7983942693118893473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/7983942693118893473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/06/um-triunfo-sobre-ignorancia.html' title='Um triunfo sobre a ignorância'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-8623390527933813910</id><published>2009-06-11T11:50:00.002-03:00</published><updated>2009-06-11T11:54:03.306-03:00</updated><title type='text'>Grana Esporte Clube ( A sedução das cifras )</title><content type='html'>Como jornalista sempre encarei os números do futebol com uma desconfiança enorme. Gostaria muito de fazer uma matéria mostrando as carteiras de trabalho dos nossos maiores craques. Imaginem aquele bendito campo salário preenchido com números seguidos de tantos zeros, como não despertaria a curiosidade e a inveja de trabalhadores comuns. Sem contar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sarro&lt;/span&gt; ao de dar de cara com a velha foto, e o prazer de descobrir a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;trajetória&lt;/span&gt; do dono da mesma através de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;registros&lt;/span&gt; pra lá de antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Dirão&lt;/span&gt; os mais precavidos, seja qual for a intenção da precaução, que não vivemos mais numa época que permita falar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;faturamento&lt;/span&gt; sem ficar exposto ao perigo. Os contabilistas, depois de um sorriso cínico, irão tentar colocar em xeque minha intenção dizendo que não é assim. Que na carteira está só uma pequena quantia, o resto vem como direito de imagem, através de notas, empresas etc e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Mas como eu gostaria de ver cada uma dessas notas e suas guias de recolhimento. Como deve doer pagar imposto sobre um salário de quinhentos mil reais. Embora, doa mesmo é saber que quase nada nos será dado em troca. Sei que ver esse meu desejo satisfeito é mais difícil do que ver casamento de ....Deixa pra lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses números impressos em jornais, ditos em alto e bom som na TV, exaltados por comentaristas, sob certa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ótica&lt;/span&gt;, além de tudo, seduzem, quase compram manchetes. Afinal, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;mídia&lt;/span&gt; é parte do negócio. Mas antes de comprar é preciso esquentar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;transação&lt;/span&gt;, fazê-la ecoar, torná-la de conhecimento mundial, esperar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Berlusconi&lt;/span&gt; encarar a votação para o Parlamento Europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ser cirúrgico na hora de bater o martelo. Fazê-lo momentos antes da nossa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;seleção&lt;/span&gt; partir para a África e ficar na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;vitrine&lt;/span&gt; do mundo, não é acaso. Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, o homem por trás do negócio, sabe disso. Está acostumado com grandes somas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dono de uma das maiores construtoras da Europa. Sexta fortuna da Espanha. Tão esperto que ao pressentir, tempos atrás, o esgotamento do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;setor&lt;/span&gt; imobiliário, sem titubear, transformou a empresa dele em principal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;acionista&lt;/span&gt; da maior companhia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;elétrica&lt;/span&gt; do país. Uma jogada de oito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de reais.No entanto, é possível que você só o conheça por ter montado um Real que era uma galáxia, e por fazer as contas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;time&lt;/span&gt; ganharem tamanho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;astronômico&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso nas cifras dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;transação&lt;/span&gt;. E volto a lembrar da inocência das nossas carteiras de trabalho. Sigo desconfiado. Mas se tivesse um cofre cheio e pudesse comprar um único jogador da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;seleção&lt;/span&gt; brasileira, compraria o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Kaká&lt;/span&gt;. Difícil seria encarar um craque da envergadura de Florentino Pérez na disputa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-8623390527933813910?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/8623390527933813910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=8623390527933813910&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8623390527933813910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/8623390527933813910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/06/grana-esporte-clube-seducao-das-cifras.html' title='Grana Esporte Clube ( A sedução das cifras )'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6606942524904757437</id><published>2009-06-04T00:02:00.002-03:00</published><updated>2009-06-04T00:12:05.969-03:00</updated><title type='text'>Futebol de gente grande</title><content type='html'>&lt;strong&gt;    I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirem-se no exemplo... dos meninos com a bola no pé. No futebol cercado de sorrisos. A verdade dos dias agora é outra. Crescemos e deixamos pra trás nossa leveza perdida nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;campinhos&lt;/span&gt; de terra, em arenas humildes traçadas com pedaços de tijolo. Como éramos felizes em meio a todas aquelas linhas cravadas como tatuagens em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;chãos&lt;/span&gt; de cimento, de barro, de areia ou asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linhas que só confinavam nossos dribles. A imaginação estava sempre muito além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não! Nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;descompromisso&lt;/span&gt; passou a ser uma quimera. Não somos mais capazes de debochar de uma derrota. Talvez porque a derrota tenha virado uma ameaça grande demais em outros campos. No imenso emaranhado do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescidos, nos tornamos menores. Ficamos sérios demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não permitimos que nos coloquem a bola entre as pernas, sem nos sentir um pouco violados.&lt;br /&gt;O drible virou um insulto. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;sarro&lt;/span&gt; adversário virou um insulto. É quase impossível apenas se divertir com o que antes era... a brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a bola continua sendo a mesma. Sugerindo a lição sublime de quem carrega uma alma pura. Imutável. Nós, ao contrário, nos tornamos quadrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;strong&gt;II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueça.&lt;br /&gt;Essa minha argumentação um tanto barata, antiga, é um esquema sem retranca, um jogo aberto que eu bolei pra deixar vocês cara cara com essa coisa sinistra que o futebol virou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia cruzei as ruas ao redor de um estádio famoso da capital &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;paulista&lt;/span&gt; e fiquei observando os torcedores que chegavam para o jogo. Vinham quase todos em bandos, como quem apela para uma receita primária a fim de se blindar de qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;selvageria&lt;/span&gt; provável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessavam as ruas desafiando os carros. Fazendo cara de mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pareciam se sentir um pouco super-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;hérois&lt;/span&gt; por baixo da camisa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;time&lt;/span&gt; adorado. Insinuavam com seus gestos que ali estavam sujeitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;destemidos&lt;/span&gt; o suficiente para encarar um estádio. Por que teriam medo do resto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando se houve mesmo um tempo em que podíamos alcançar os portões dos estádios de maneira um tanto despreocupada, ou se tudo não passava de uma fantasia para justificar alguns parágrafos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele caldeirão comportamental vi um pouco de tudo, só não vi sorrisos. Tinham evaporado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pode se sentir ofendida com as minhas palavras. Mas é certo que as escrevo por reverência. O fato é que quase todo mundo abraça o futebol pensando mais no que ele foi e menos no que ele é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6606942524904757437?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6606942524904757437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6606942524904757437&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6606942524904757437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6606942524904757437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/06/futebol-de-gente-grande.html' title='Futebol de gente grande'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-4150293029181015196</id><published>2009-05-28T00:00:00.003-03:00</published><updated>2009-05-28T11:01:26.956-03:00</updated><title type='text'>Goleiros e horizontes</title><content type='html'>Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;goleiros&lt;/span&gt; sempre mereceram um capítulo à parte na história do futebol brasileiro. Um longo capítulo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Atualmente&lt;/span&gt;, atletas como Marcos, do Palmeiras, e Rogério &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ceni&lt;/span&gt;, do São Paulo, convencem muita gente de que é ali, na imensidão da tarefa de defender a meta, que a paixão pelo clube se mantém mais viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é pra menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos fez o primeiro jogo pelo Palmeiras em 1992. De lá pra cá se agigantou e se tornou um ícone &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;palmeirense&lt;/span&gt;. Respeitável também é a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;trajetória&lt;/span&gt; de Rogério &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Ceni&lt;/span&gt; e seu recorde de jogos com a camisa do São Paulo. Arqueiro refinado, técnico até na hora de jogar com os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei, é provável que sem os títulos que conquistaram, os dois não teriam se livrado dos questionamentos que assombram todos aqueles que, apesar do enorme talento, não têm a sorte de se consagrar. A dependência do resultado é cruel. E sempre fez vítimas. Marcos e Rogério jamais foram confrontados pela torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria muito de incluir o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;goleiro&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Fábio&lt;/span&gt; Costa nessa galeria. Mas acho que só ajudaria a reforçar um equívoco. Nos últimos tempos o nome do titular da meta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;santista&lt;/span&gt; esteve presente em vários episódios. Ter o pavio curto é um direito de todos. Mas é preciso arcar com as consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratos longos, renovados antes do tempo, coisas assim, são privilégios que devem ser reservados aos que se tornaram uma unanimidade, ou aos que ficaram muito perto disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí ouviu contestações quando os dirigentes do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;São&lt;/span&gt; Paulo decidiram renovar o contrato de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Ceni&lt;/span&gt; até 2012? E no início desta semana quando o Palmeiras esticou o contrato com Marcos por mais meia década?E olha que estamos falando de dois atletas que já passaram dos trinta e cinco anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Fábio&lt;/span&gt; Costa, tem trinta e um, e um currículo bem mais modesto que os arqueiros de São Paulo e Palmeiras. No entanto, teve seu contrato renovado por mais quatro anos no final de 2008. E dizem que ele está cotado para assumir, no futuro, um posto político dentro do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me leva a crer que, ou as notícias sobre o comportamento de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Fábio&lt;/span&gt; Costa são injustas, ou os dirigentes do Santos se precipitaram ao colocá-lo na condição de atleta diferenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a biografia dos grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;goleiros&lt;/span&gt; sugere, é que belas defesas não bastam para garantir um lugar de destaque na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o longo contrato com o Santos continua dando ao capitão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;santista&lt;/span&gt; a chance de ir além de ser o goleiro que mais vezes vestiu a camisa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;time&lt;/span&gt; da Vila.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-4150293029181015196?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/4150293029181015196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=4150293029181015196&amp;isPopup=true' title='42 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4150293029181015196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/4150293029181015196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/05/goleiros-e-horizontes.html' title='Goleiros e horizontes'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>42</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-6590709590719755441</id><published>2009-05-21T16:34:00.002-03:00</published><updated>2009-05-21T16:45:30.482-03:00</updated><title type='text'>Os escolhidos por Dunga</title><content type='html'>A minha impressão é que o técnico brasileiro acaba de anunciar a convocação mais bem aceita pelos torcedores da sua era à frente do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;escrete&lt;/span&gt; nacional. Reclamações &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;clubísticas&lt;/span&gt; à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;coletiva&lt;/span&gt;, no entanto, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Dunga&lt;/span&gt; disse ter conversado com Mano Menezes pela última vez quando Mano ainda estava no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Grêmio&lt;/span&gt;.  Mas, i&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;nício&lt;/span&gt; deste mês, Mano confirmou que conversou com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Dunga&lt;/span&gt; por telefone, quando teria respondido, inclusive, algumas perguntas do treinador da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;seleção&lt;/span&gt; sobre um determinado atleta do elenco &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;corintiano&lt;/span&gt;, que na época não foi revelado. Hoje o nome parece óbvio.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os convocados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goleiros:&lt;br /&gt;Julio César (Internazionale)&lt;br /&gt;Gomes (Tottenham)&lt;br /&gt;Victor (Grêmio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laterais:&lt;br /&gt;Maicon (Internazionale)&lt;br /&gt;Daniel Alves (Barcelona)&lt;br /&gt;Kleber (Internacional)&lt;br /&gt;André Santos (Corinthians)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zagueiros:&lt;br /&gt;Alex (Chelsea)&lt;br /&gt;Juan (Roma)&lt;br /&gt;Lúcio (Bayern de Munique)&lt;br /&gt;Luisão (Benfica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio-campistas:&lt;br /&gt;Anderson (Manchester United)&lt;br /&gt;Gilberto Silva (Panathinaikos)&lt;br /&gt;Josué (Wolfsburg)&lt;br /&gt;Ramires (Cruzeiro)&lt;br /&gt;Elano (Manchester City) Felipe Melo (Fiorentina) Júlio Baptista (Roma) Kaká (Milan)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atacantes:&lt;br /&gt;Alexandre Pato (Milan)&lt;br /&gt;Luís Fabiano (Sevilla)&lt;br /&gt;Nilmar (Internacional)&lt;br /&gt;Robinho (Manchester City)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-6590709590719755441?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/6590709590719755441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=6590709590719755441&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6590709590719755441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/6590709590719755441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/05/os-escolhidos-por-dunga.html' title='Os escolhidos por Dunga'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-1365791079730482118</id><published>2009-05-21T00:49:00.002-03:00</published><updated>2009-05-21T00:51:31.412-03:00</updated><title type='text'>Urgentes... são as manchetes !</title><content type='html'>O nosso longo campeonato de sete meses mal começou e já podemos detectar nas entrelinhas o coro dos descontentes. Quando o acontecido confirma o que já se sabia, é uma coisa. Caso do Santos, que está longe de impor o respeito de outros anos, e tem muita coisa pra acertar, muitos problemas pra resolver. Ou até mesmo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;respaldado&lt;/span&gt; Palmeiras, que apesar de todos os recursos, há tempos anda em dívida com a torcida. Deve aquele futebol vistoso sugerido no início da temporada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no caso do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Corinthians&lt;/span&gt; e do São Paulo a coisa muda de figura. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;time&lt;/span&gt; do Parque São Jorge resgatou sua antiga condição. Atravessou em grande estilo a fronteira entre a segunda e a primeira divisão. Está novamente lado a lado com os maiores rivais, e não deixa dúvida de que voltou pra valer. Aí o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;time&lt;/span&gt; leva um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;gol&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Nilmar&lt;/span&gt;, bonito é verdade, mas que ainda assim continua sendo um único &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;gol&lt;/span&gt;. Depois vai até o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Engenhão&lt;/span&gt;, não sai do zero a zero, não marca mas não leva, e começa um tremendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;zum zum zum&lt;/span&gt;, porque esse não passou a bola para aquele, que falou não sei o que para aquele outro. Como assim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o rei das picuinhas pra mim é o São Paulo. E que ironia, justamente o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;time&lt;/span&gt; mais vencedor da história recente do nosso futebol, que começou a temporada perdendo seu jogador mais representativo e depois viu outros atletas do elenco às voltas com problemas, alguns nada simples. Apesar de tudo isso sofreu um mísero um a zero para o Fluminense, e por causa de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;gol&lt;/span&gt; que o tricolor Maurício não voltará a fazer tão cedo. E na segunda vez que entrou em campo, pode não ter sido maravilhoso, mas arrancou um empate. E não se trata apenas disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;time&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; - graças às decisões da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Conmebol&lt;/span&gt; - passou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;dezessete&lt;/span&gt; dias sem entrar em campo pra valer. Há quem diga que é bom, há quem diga que não. Pois eu me limito a dizer que no mínimo não é normal. Mas quem leva em conta esses detalhes? Ora, se há dirigente no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Morumbi&lt;/span&gt; insatisfeito, é porque não quer, ou não tem interesse, em reconhecer os feitos do próprio clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou alguém acha que é possível chegar ao título três vezes seguidas sem ter sido eficiente? Vamos imaginar que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Muricy&lt;/span&gt; deixe o cargo. As portas de outros grandes clubes estarão abertas no dia seguinte. Meus amigos, ponham os pés no chão, estamos só na segunda rodada. Tenham a sabedoria de relaxar, não se rendam ao ritmo insano das manchetes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa, o passado nos ensinou que só dá pra ter uma boa ideia do que vai ser esse nosso Campeonato Brasileiro quando se fecham as famosas janelas do futebol europeu. E ainda tem a Libertadores, a Copa do Brasil. Seguimos condenados a ver em campo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;times&lt;/span&gt; poupados. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Times&lt;/span&gt; mistos. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Times&lt;/span&gt; sei lá o que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a coisa não esquenta de vez, pense na vida, leve as crianças pra dar um passeio, faça o que bem entender porque até os jogadores de Palmeiras e São Paulo, que farão uma das partidas mais esperadas da terceira rodada, estarão pensando em outra coisa quando entrarem em campo no domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber no quê? Na Libertadores. Isso mesmo. Ninguém vai dizer. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Niguém&lt;/span&gt; vai admitir. Mas o Campeonato Brasileiro ainda não chegou, o Campeonato Brasileiro vem aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5460834705818934375-1365791079730482118?l=blogdovladir.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogdovladir.blogspot.com/feeds/1365791079730482118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5460834705818934375&amp;postID=1365791079730482118&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1365791079730482118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5460834705818934375/posts/default/1365791079730482118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogdovladir.blogspot.com/2009/05/urgentes-sao-as-manchetes.html' title='Urgentes... são as manchetes !'/><author><name>Vladir Lemos, jornalista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04370198680173876527</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5460834705818934375.post-3735755208035707839</id><published>2009-05-21T00:15:00.003-03:00</published><updated>2009-05-21T00:39:19.948-03:00</updated><title type='text'>Inter x Flamengo -  Copa do Brasil</title><content type='html'>No primeiro tempo o Flamengo mostrou seu respeitável tamanho&lt;br /&gt;ao não se apequenar diante de um Beira-Rio lotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo Juan errou feio ao perder uma bola&lt;br /&gt;que a rapidez e a visão de jogo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Nilmar&lt;/span&gt; transformaram num lance fatal,&lt;br /&gt;concluído por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Taison&lt;/span&gt;. Um a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não foi só ali que Juan atrapalhou o Flamengo.&lt;br /&gt;Ao bater boca com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Willians&lt;/span&gt; e Zé Roberto, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Emerson&lt;/span&gt; deixou o banco de reservas para fazer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;gol&lt;/span&gt; - algo que parece cada vez mais distante de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Obina&lt;/span&gt;- e colocar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;time&lt;/span&gt; da Gávea temporariamente nas semifinais. Um a um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando o árbitro Paulo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;César&lt;/span&gt; de Oliveira, no último minuto do tempo regulamentar, marcou uma falta na entrada da área, os jogadores do Flamengo reclamaram com a inquietação de quem parece antever o fim de uma alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caprichoso, quis o destino que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;gol&lt;/span&gt; da vitória colorada nascesse dos pés de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Andrézinho&lt;/span&gt;. Formado rubro-negro. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Inter&lt;/span&gt; dois a um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, as palavras do camisa 10 D'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Alessandro&lt;/span&gt; que ecoaram nos microfones poderiam ser de qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;torcedor&lt;/span&gt; colorado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estamos muy agradecidos"&lt;div class="blogger-post-foo
